Bolsas de Apoio – Candidaturas abertas

bolsas de apoio candidaturasEstá aberto, até 31 de Julho, o período de pré-candidaturas às Bolsas de Apoio - projeto Matrícula e Inscrição de Novos Alunos, para o próximo ano letivo.

Participa!

Sabe mais »

Bolsas de Excelência da Confederação Suíça 2019-2020

eskasA Confederação Suíça oferece para o ano académico 2019/2020, bolsas de doutoramento, pós-doutoramento, artísticas e para estágios de pesquisa.

Todas as informações úteis, bem como formulários de candidatura, estarão disponíveis a partir do dia 6 de agosto de 2018 no website do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

A Embaixada da Suíça informa que os formulários de candidatura serão criados em PDF para que os candidatos possam preencher eletronicamente e imprimir para o dossier (nenhum formulário manuscrito será aceite).

Os dossiers de candidaturas deverão chegar à Embaixada da Suíça em Portugal, em dois exemplares, até ao dia 4 de novembro de 2018.

As informações estarão, também, acessíveis a partir do início do próximo mês de agosto, no website do Secretariado de Estado suíço da Formação, Pesquisa e Inovação, no seguinte link:

https://www.sbfi.admin.ch/sbfi/en/home/bildung/scholarships-and-grants/swiss-government-excellence-scholarships-for-foreign-scholars-an.html

Para mais informações contacte: Embaixada da Suíça em Portugal - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. | +351 213 944 090 

Fonte: Secretariado de Estado suíço da Formação, Pesquisa e Inovação

Novo projeto com Espanha valoriza investigação na cidade romana de Ammaia

111ammaiaNo passado dia 5 de julho foi apresentado na Sala de Actos do Museo Nacional de Arte Romano de Mérida o Projeto “Arqueología de Lusitania: Proyecto Internacional de Investigación y Difusión en la ciudad romana de Ammaia (Portugal)", projeto inserido no âmbito da investigação da Cidade Romana de Ammaia, em Marvão, no qual a Universidade de Lisboa, a FLUL e o Centro de Arqueologia da ULisboa- UNIARQ participam como instituições parceiras.

O projeto agora apresentado tem como objetivo a criação de uma rota turística e cultural entre Portugal e Espanha, que irá incluir, entre outras atividades, visitas aos locais de trabalho arqueológico, exposições temporárias no Museo Nacional de Arte Romano de Mérida e publicação de artigos científicos. O projeto conta com o apoio do Instituto do Património Cultural de Espanha, do Ministério da Cultura e Desporto e do Governo de Espanha.

A apresentação do novo projeto ficou a cargo de Pelayo Moreno, Presidente da Fundação de Estudos Romanos, Trinidad Nogales, Diretora do Museu Nacional de Arte Romano e Diretora científica do Projeto, Carlos Montez Melancia, Presidente da Fundação Ammaia, e Carlos Fabião, Professor da Universidade de Lisboa e co-diretor do Projeto.

A cidade romana de Ammaia foi criada pelos romanos entre os fins do séc. I a.C. e os inícios do I d.C., em local nunca antes habitado. Localizada na freguesia de São Salvador da Aramenha, concelho de Marvão, constitui-se como o mais importante vestígio arqueológico da sua época existente na região do norte alentejano.

A Fundação Cidade de Ammaia nasceu no início década de 1990 com o objetivo de investigar, conservar, valorizar e divulgar esta cidade romana, que se constitui como o mais importante vestígio arqueológico da sua época na região do norte alentejano.

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DRE, Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas)

Fotografia: Fundação Cidade de Ammaia (Direitos Reservados)

Officina Romanorum MMXVIII: uma semana de Cultura Clássica para os mais pequenos, na FLUL

É quinta-feira à tarde e, no jardim D. Pedro V da Faculdade de Letras, estamos na hora do lanche no quinto dia da 10.ª edição da Officina Romanorum MMXVIII, este ano decorrida entre 2 e 6 de julho. À sombra das árvores algumas crianças brincam, outras estão a terminar de comer, sob o olhar da coordenadora desta edição e dos monitores que acompanham o recreio e as brincadeiras. Os penúltimos ensaios da peça de teatro a ser apresentada no derradeiro dia da Officina terão de começar dali a poucos minutos, no Anfiteatro I, mas conseguimos roubar ainda algum tempo para conversar com Nereida Villagra Hidalgo, investigadora do Centro de Estudos Clássicos da ULisboa a quem coube a coordenação da atividade este ano.


“Na visita ao Museu Nacional de Arqueologia, uma aluna tirou o caderno da mochila e começou a tirar apontamentos- com 11 anos!” diz, entusiasmada, Nereida Villagra, “Fica um interesse e uma sensibilidade pela Antiguidade nos alunos”, frisa, ainda, a investigadora sobre o impacto que a Officina tem sobre as crianças. Um programa de verão pelo qual já passaram cerca de 350 participantes, desde a sua primeira edição, realizada em 2009, a Officina Romanorum pretende despertar o interesse pela cultura clássica junto do público infantojuvenil, entre os 7 e os 14 anos, bem como ampliar a transferência de conhecimento e a divulgação dos Estudos Clássicos junto da sociedade, entre outros objetivos.

Com dez edições realizadas, a atividade conquistou, já, o seu lugar na oferta formativa de verão na Faculdade de Letras e na ULisboa. “Os pais divulgam junto de outros pais e temos alunos que vêm de todo o lado: irmãos de quem já participou e filhos de membros da comunidade académica, por exemplo” diz Nereida Villagra. E não têm sido apenas as crianças e os jovens a deixar-se contagiar pela Officina Romanorum, também os pais, alguns dos quais cujos filhos repetem a participação na iniciativa, reconhecem a importância dos Estudos Clássicos, como confirma a coordenadora: “Os pais gostam muito do programa porque não é só 'brincar', os filhos aprendem coisas novas e ficam com uma consciência do nosso passado”.

 


Organizada pelo Centro de Estudos Clássicos e Departamento de Estudos Clássicos da FLUL, a oficina tem sido uma aposta ganha, esgotando as cerca de 30 vagas disponíveis a cada edição, junto de um público cuja curiosidade parece ser inesgotável. “Eles têm sempre perguntas” afirma Nereida Villagra, “até os mais pequeninos saem daqui a saber algumas palavrinhas de Latim ou de Grego”. Divididos em dois escalões etários, dos 6 aos 10 anos e dos 11 aos 14 anos, durante cinco dias os pequenos alunos da Officina são orientados através de um programa de atividades diversificado que ultrapassa o espaço da Faculdade e a sala de aula convencional, com visitas a museus e a sítios arqueológicos, aulas de línguas clássicas, ateliês de cerâmica, de pintura e de modelação ou de escrita sobre tabuinhas de cera, com o propósito de proporcionar uma experiência de aprendizagem mais completa.


O programa de 2018, organizado sob o tema “Aventuras de Ulisses”, levou os pequenos alunos até ao Núcleo Museológico da Rua dos Correeiros e ao Museu Nacional de Arqueologia (MNARq), em Lisboa e, também, ao Museu de Odrinhas, em Sintra, onde puderam fazer atividades dinâmicas em torno da Antiguidade Clássica. Na FLUL, a Officina Romanorum estabelece, também, ligação com outras áreas de estudo, explica Nereida, “Houve uma aula no Centro de Arqueologia e os alunos tiveram contacto com réplicas de peças e fizeram peças em cerâmica. Tivemos também uma aula de Mitologia Clássica que eles adoraram.” Regressar “às raízes da cultura contemporânea para a compreensão plena do presente e projeção do futuro” com a adoção de uma “metodologia dinâmica, não-escolar e de abertura à comunidade e ao património cultural” é um dos eixos orientadores do projeto, como refere a organização no seu website.


A semana da cultura clássica haveria de terminar na sexta-feira, dia 6, com a sessão de entrega dos diplomas aos participantes, antecedida pela ansiada subida à cena da peça de teatro protagonizada pelos pequenos alunos, e escrita por um dos voluntários a partir do tema “As Musas e os poetas”. Os voluntários, estudantes de vários dos cursos da FLUL, para além de Estudos Clássicos, são, aliás, fundamentais na organização da Officina, como destaca Nereida Villagra “os nossos voluntários suportam esta atividade e como já o fazem há alguns anos têm muita experiência. Têm uma motivação e uma entrega... Sem eles seria impossível”.


No átrio principal da FLUL que conduz ao Anfiteatro I, os risos e as brincadeiras vão aumentando de tom, enquanto conversamos com Nereida Villagra. Os pequenos alunos já terminaram o lanche e o recreio. Despedimo-nos, está na hora do ensaio do espetáculo.


Texto: Marisa Costa (com Tiago Artilheiro), FLUL-DRE, Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas


Trinta anos do Curso de Ciências da Linguagem celebrados na FLUL

O Curso de Ciências da Linguagem celebrou esta manhã 30 anos de existência, numa sessão comemorativa no Anfiteatro IV da FLUL em que estiveram presentes vários alumni, alunos, antigos e atuais docentes do curso.

imig 5672A sessão organizada por docentes/ alumni e por atuais alunos do curso, que contou com a presença de cerca de 70 participantes, foi o momento escolhido para assinalar o trajeto de uma licenciatura inovadora em Portugal no momento da sua criação: o Curso de Linguística.

A Professora Doutora Marina Vigário, do Departamento de Linguística Geral e Românica da FLUL, e que fez parte da organização do evento, destacou que “este foi um curso que teve um elenco de disciplinas todo ele interessante, lecionadas por docentes que ficaram na nossa memória, professores brilhantes”. Ivo Castro, João Malaca Casteleiro, Fernando Martins, João Peres, Luísa Figueira, Raquel Delgado Martins e Luís Filipe Lindley Cintra foram apenas alguns dos docentes lembrados. Os participantes concordaram que com estes docentes aprenderam muito mais do que as matérias que ensinaram e, por isso, lembraram algumas das suas frases emblemáticas: “não há idade para parar”, “o conhecimento não se transmite, adquire-se” ou “os princípios da gramática cabem na palma de uma mão”.

img 5710As professoras Isabel Faria, que idealizou o Curso de Linguística, e Inês Duarte, que o implementou na FLUL, lembraram memórias de um trajeto único feito pelo curso na Academia em Portugal. A Professora Doutora Isabel Faria disse que na origem do curso esteve uma vontade de “reconhecer a Linguística como ciência na Universidade de Lisboa”. Atualmente, acentuou, “há novos desafios para responder, nomeadamente, o que fazer com as Ciências da Linguagem, tarefa que compete aos actuais alunos descobrir”.

A Professora Doutora Inês Duarte recuperou a Portaria 620/87 de 18 Julho, referente à criação do Curso de Linguística, para lembrar “as boas discussões” que resultaram no Curso. A docente deixou, ainda, uma sugestão aos atuais alunos: “continuem a ousar discordar”.

Como antigas alunas representantes do primeiro ano do Curso de Linguística, as docentes Nélia Alexandre e Isabel Falé recordaram que aquela foi uma licenciatura que em 1987 “começou com vinte e cinco alunos e só nove chegaram ao fim em 1991”. Desses nove, todos se mantiveram na área. Em 1987 era pouca a informação e a surpresa “de um curso com franca abertura” surpreendeu Isabel Falé. A Professora Doutora Nélia Alexandre sublinhou a qualidade do corpo docente, sendo “impossível esquecer o silêncio das aulas com o Professor Lindley Cintra”.

img 5693O atual Secretário de Estado da Educação, João Costa, alumnus de Linguística também presente na sessão comemorativa, destacou a amizade que sente pela FLUL, instituição onde se sente sempre em casa. João Costa escolheu o curso sem ter muita informação: “quando me candidatei não fazia a mínima ideia sobre o que era o curso e, depois, descobri aqui um curso magnífico e uma grande proximidade com professores. Éramos as suas cobaias na investigação! Muitos dos meus professores continuam a ser as minhas referências na Linguística, sem esquecer a consciência politica que encontrei na FLUL, devendo a esta casa algum arrumar e desarrumar de ideias”.

Depois das intervenções de atuais alunos do curso, que expressaram o seu gosto pela área, a atual diretora do Curso de Ciências da Linguagem, Professora Doutora Madalena Colaço, lembrou que as vagas anuais se esgotam a cem por cento, prova do interesse que o curso continua a despertar entre os alunos.

Texto e Fotografia: Tiago Artilheiro (FLUL-DRE, Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas)

António Carlos Cortez, investigador do CLEPUL, venceu Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes 2017

cortezAntónio Carlos Cortez, investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da ULisboa (CLEPUL), foi o vencedor do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da Associação Portuguesa de Escritores/ Câmara Municipal de Amarante 2017, com a obra A Dor Concreta (edição Tinta da China). A atribuição do Prémio deveu-se, segundo o júri, à “solidez de um percurso que, evoluindo, se reconfigura em cada momento, caminhando para um depuramento crescente da linguagem poética”.

O Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes destina-se a galardoar anualmente uma obra escrita em português por um autor nacional que seja publicada na íntegra e em primeira edição, assim como obras completas de poesia ou antologias poéticas de autor.

A cerimónia pública de entrega do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes A.P.E./C. M. de Amarante será oportunamente anunciada.


Fontes: CLEPUL; APE