"(Des)constrói o teu percurso" - 2.ª Semana de Empregabilidade da Faculdade de Letras da ULisboa

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Reforçar, junto dos alunos e diplomados da FLUL, a importância não só da sua formação académica, mas também da necessidade de preparação para o mercado de trabalho e da importância do desenvolvimento de competências transversais de empregabilidade são os objetivos principais da Semana de Empregabilidade da FLUL, cuja primeira edição teve lugar em maio de 2016.

Inspirar, descobrir, conhecer, aprender, empreender, experimentar e desconstruir serão os motes das atividades desta Semana de Empregabilidade. Na 2.ª edição, a (Des)constrói o teu percurso irá desafiar os participantes a desmistificar pré-conceitos relativamente às ideias depercursos lineares e circunscritos da área das Humanidades e a abordar novas perspetivas para a construção de percursos alternativos, promovendo a exploração estratégica e o contacto mais direto com o mercado de trabalho. Pretende-se, ainda, proporcionar aos estudantes o desenvolvimento de uma maior consciência das suas competências.

O programa da 2.ª edição irá incluir conferências, laboratórios de ideias, diversos workshops e um momento de speed networking, atividades que irão contar com a participação de antigos alunos, profissionais de várias empresas nacionais e multinacionais, docentes, representantes de entidades parceiras da FLUL e de organizações promotoras de atividades completares à formação académica.


>>Consulta o PROGRAMA.

A participação na iniciativa está sujeita a inscrição e limitada aos estudantes e diplomados da FLUL e ao número de vagas disponíveis. 

>>Inscreve-te AQUI.

Para mais informações: FLUL-  Divisão de Relações Externas, Núcleo de Orientação, Gestão e Aconselhamento de Carreira; Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.; Tel. 217 900 033

 

UNIARQ em destaque internacional: descoberta de crânio humano fóssil com 400 mil anos

“Temos um problema, [disse eu] imitando um pouco a frase do Apollo 13. E o João disse: Não, não. Não é um problema, é um grande problema” revela, à RTP, Joan Daura, investigador da UNIARQ - Centro de Arqueologia da ULisboa, recordando, divertido, as palavras do Professor João Zilhão, professor convidado da FLUL e, igualmente, investigador da UNIARQ, a propósito do momento em que foi descoberto o fóssil divulgado ao mundo, na passada segunda-feira, em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA (PNAS), uma das mais importantes revistas científicas mundiais.


Sob o título A new Middle Pleistocene hominin cranium from Gruta da Aroeira (Portugal), o artigo publicado na Early Edition da PNAS, no dia 13 de março de 2017, anunciou a descoberta, em Portugal, de um crânio humano datado de há 400.000 anos, por uma equipa da UNIARQ. É o mais antigo fóssil humano encontrado, até hoje, em território nacional e as suas características vêem revolucionar a investigação científica. “Quando a equipa avançava em direcção ao objectivo de alcançar o calcário de base para obter uma visão completa da sequência estratigráfica, o crânio foi acidentalmente atingido, criando o buraco circular que nele se observa. Sabendo-se já, através de trabalhos de datação anteriormente realizados, que o depósito em escavação datava de há cerca de 400 000 anos, a importância do achado foi imediatamente reconhecida” descreve a UNIARQ em comunicado à imprensa.

 

Um passo significativo na escrita da história da evolução humana

aroeira 3 restored fossilO achado arqueológico da equipa deste Centro de Investigação foi feito durante trabalhos de escavação na rede de cavidades subterrâneas associada à nascente do Rio Almonda, em Pedrógão, Torres Novas. Designado Aroeira 3, o fóssil foi encontrado no dia 14 de julho de 2014, na gruta da Aroeira, onde anteriormente haviam sido encontrados dois dentes – designados como Aroeira 1 e Aroeira 2 – e vem causar inevitáveis repercussões no estudo da evolução humana, esclarece a UNIARQ.

No contexto da importância do período situado entre 700 e 125 mil anos antes do tempo presente e da escassez de fósseis deste período temporal na Europa, as características do fóssil agora divulgado constituem-no como novo padrão de referência. Quando comparado com outros achados da mesma época, a sua datação bastante mais precisa e a combinação de traços morfológicos que apresenta tornam-no absolutamente singular. As conclusões apresentadas no artigo publicado na revista da Academia Americana das Ciências, assinado pelos 16 autores que compõem a grande equipa internacional envolvida no projeto, indicam “que as populações europeias do Plistocénico Médio eram de uma diversidade morfológica muito grande; e que a evolução humana foi, neste período, um processo bastante mais complexo do que até aqui se pensava.”

 

O “Português mais antigo de Portugal”

clip elmundo O “Português mais antigo de Portugal”, anunciou o Jornal da Noite da RTP, no dia 13 de março (veja o vídeo, acima). Esta é apenas uma entre as inúmeras afirmações entusiásticas que pôde ser lida, ou ouvida, ao longo dos últimos dias nos órgãos de comunicação social, um pouco por todo o mundo. Na Colômbia, lê-se no website da “W Radio”:  “El cráneo de Aroeira, la versión portuguesa del hombre de Atapuerca”- em referência aos fósseis de hominídeos encontrados em Sima de los Huesos (Espanha), a partir dos quais foi possível sequenciar o DNA mitocondrial mais antigo obtido até hoje. No Canadá, o periódico “Le Journal de Montreal” escreve: “Un crâne de 400 000 ans pourrait élucider le mystère des origines de Neandertal”. Na Malásia, o jornal “New Straits Times” aguça a curiosidade dos leitores com o título “400,000 yr-old half-skull points to mystery people”.

pub 14 3 2017 01 origDa Europa, ao continente americano e à Ásia, a magnitude da descoberta veio agitar quer a comunidade científica nacional e internacional, quer os órgãos de comunicação social e as publicações especializadas, como a “National Geographic Espanha”, que destaca, na sua edição online, a combinação única de características morfológicas, ou a “Science”, que refere a importância do achado para compreensão da evolução humana, enquanto elo de ligação entre diferentes fósseis europeus, no contexto dos estudos sobre o homem de Neandertal.

Na recolha de imprensa realizada pela UNIARQ, contabilizam-se, já, cerca de três centenas de artigos publicados e várias reportagens televisivas transmitidas sobre o acontecimento. Aceda a alguns destes artigos, aqui.

 

Uma equipa interdisciplinar e internacional

aroeira 2014 overview with teamDo exigente trabalho de escavação e extracção do achado pelos investigadores (que demorou 12 horas a ser concluído), ao processo de datação da jazida e restauro do crânio, o estudo e publicação do fóssil foi possível através do importante trabalho interdisciplinar desenvolvido pela rede internacional de Centros de Investigação em que a UNIARQ se encontra integrada.

Neste contexto, o Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa refere a particular importância dos contributos do Max-Planck-Institut für evolutionäre Anthropologie “a quem se deve o rigoroso e preciso trabalho de datação da jazida através do método da série do Urânio” e do Centro Universidad Complutense de Madrid-Instituto de Salud Carlos III de Investigación sobre la Evolución y Comportamiento Humanos, autores do “dificílimo trabalho de restauro e preparação do fóssil”.

A UNIARQ destaca, ainda, o grupo de especialistas de renome internacional, aos quais se deve a descrição antropológica do crânio e seu estudo comparativo: Juan Luis Arsuaga (Universidad Complutense de Madrid), Rolf Quam (State University of New York at Binghamton, E.U.A.), Elena Santos (Universidad de Burgos), e Erik Trinkaus (Washington University, St.-Louis, E.U.A.).

 

O trabalho continua

almonda escarpment 2013 dsc 6902 stitch joanPara o complexo arqueológico da rede cársica da nascente do rio Almonda planeiam-se, entretanto, “Mais uma ou duas campanhas na gruta da Aroeira, durante o próximo Verão”, segundo declarações do Professor João Zilhão ao jornal “Público”, faltando, ainda, encontrar o esqueleto respeitante ao crânio descoberto, cujos trabalhos de restauro estarão concluídos no próximo mês de julho.

No contexto do estudo das jazidas arqueológicas do Almonda, o contributo da Câmara Municipal de Torres Novas tem sido determinante, sendo a edilidade a principal financiadora dos trabalhos executados, entre outros apoios de entidades públicas e privadas, imprescindíveis para o desenvolvimento deste projeto.

Reconhecendo-se a importância da divulgação do achado junto do público, em Lisboa, o Museu Nacional de Arqueologia irá exibir o fóssil numa exposição monográfica agendada para outubro deste ano.

 

Texto: Marisa Costa; Fotos: UNIARQ

 

Fontes: UNIARQ; PNASScience; Público; National Geographic España; Le Journal de MontrealNews Straits Times.

"Euphrosyne", publicação do Centro de Estudos Clássicos, classificada como revista científica de classe A pela ANVUR, Itália

A "Euphrosyne", revista de Filologia Clássica e Estudos Literários publicada pelo Centro de Estudos Clássicos da ULisboa, foi, recentemente, classificada como revista de classe A (Excelente), no conjunto de publicações indexadas na área 10, pela Agenzia Nazionale di Valutazione del Sistema Universitario e della Ricerca (ANVUR), agência estatal italiana para a avaliação da investigação e do ensino superior, criada em 2006.

No contexto deste índice, a área de avaliação 10 integra publicações científicas no âmbito da Antiguidade Clássica, Filologia, Literatura e História. Recorde-se que a publicação do Centro de Estudos Clássicos da ULisboa integra, também, o ranking SCImago/ Scopus, posicionando-se, atualmente, no Quartil 2 (Q2) da área de Estudos Clássicos, com a posição global 34, num total de 104 publicações listadas.

Crânio humano fóssil com 400.000 anos descoberto por equipa da UNIARQ

aroeira 3 restored fossilSob o título A new Middle Pleistocene hominin cranium from Gruta da Aroeira (Portugal), a revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA, uma das mais importantes revistas científicas mundiais, anuncia, em artigo publicado na sua Early Edition (online) do dia 13 de março de 2017, o descobrimento em Portugal de um crânio humano datado de há 400.000 anos. É o mais antigo fóssil humano até hoje encontrado em território nacional. O achado foi feito por uma equipa da UNIARQ (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa) durante trabalhos de escavação arqueológica levados a cabo na rede de cavidades subterrâneas associada à nascente do Rio Almonda (Pedrógão, Torres Novas).

aroeira 2014 overview with team

 

Prevendo-se para o próximo mês de Julho a conclusão dos trabalhos de restauro e preparação do fóssil, este será apresentado ao público, juntamente com outros fósseis portugueses de importância relevante para o estudo da evolução humana, no âmbito de uma exposição monográfica a realizar no Museu Nacional de Arqueologia, com inauguração prevista para o próximo mês de outubro.

Mais informação acerca do Projeto ARQEVO: Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da Península Ibérica, aqui.

Fique a saber mais sobre esta importante descoberta arqueológica no website da UNIARQ.

 


Fonte: UNIARQ - Centro de Arqueologia da ULisboa

“A Lusitânia dos Flávios: a propósito de Estácio e das Silvas” no Museu Nacional de Arqueologia

lusitanialusitania A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Museu Nacional de Arqueologia, instituições parceiras, promovem uma exposição-dossier intitulada “A Lusitânia dos Flávios: a propósito de Estácio e das Silvas”. A iniciativa, realizada com a participação do CEC- Centro de Estudos Clássicos e UNIARQ – Centro de Arqueologia da ULisboa, será inaugurada no próximo dia 17 de março de 2017, às 18 horas, no Museu Nacional de Arqueologia.

A iniciativa nasce no contexto da organização do colóquio Editing and Commenting on the Silvae, a ter lugar nos dias 16 e 17 março, na FLUL. O congresso, organizado pelo Centro de Estudos Clássicos, reunirá, pela primeira vez, os mais importantes editores e comentadores daquela obra poética do século I d.C., proporcionando um debate ao mais alto nível, que contará com a participação das Universidades de Harvard e de Oxford (G.B.), da Scuola Normale Superiore di Pisa (Itália), entre outras instituições.

Servindo Estácio e as Silvas de pretexto para estimular o estudo dos vestígios arqueológicos daquele período em Portugal, exibir-se-ão peças recentemente descobertas, apresentadas ao público pela primeira vez, e peças raramente expostas.

A comissão científica e organizadora é composta por: Paulo Farmhouse Alberto (Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); António Carvalho (Diretor do Museu Nacional de Arqueologia); Maria Cristina Pimentel (Diretora do Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa); Carlos Fabião (Diretor da UNIARQ, Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa); Catarina Viegas (UNIARQ, Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa) e Ana Lóio (Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa).

A exposição estará patente no Museu Nacional de Arqueologia até ao dia 22 de Setembro de 2017.

>>Ver convite

FLUL lança novo website e iniciativas para os Alumni

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A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa acaba de lançar um novo website e novas iniciativas para os antigos alunos.

O “FLUL Alumni – Memórias Vivas” pretende, não só, reforçar a ligação entre a Faculdade e os seus antigos alunos como, também, fortalecer a relação entre as antigas e atuais gerações de alunos da FLUL. No novo website - alumni.letras.ulisboa.pt - estão disponíveis conteúdos em vários formatos, dando-se a conhecer os trajetos profissionais dos alumni, assim como várias biografias, testemunhos de antigos alunos e memórias fotográficas.

Com a nova presença online, o “FLUL Alumni – Memórias Vivas” tem também outras novidades: os antigos alunos vão passar a ter acesso a várias parcerias com instituições e serviços que lhes conferem descontos com a apresentação do “Cartão Alumni FLUL”, disponível através de registo no website como alumni da FLUL.

Ao nível da carreira, os projetos de mentoring e orientação profissional são outros dos serviços que os antigos alunos têm ao dispor. Em preparação está, também, o primeiro "Encontro Anual de Alumni FLUL" e outras iniciativas de interação entre atuais e antigos alunos, a decorrer ainda este ano letivo.

 

Texto: FLUL - Alumni