Cursos 2021/22

Cada seminário é identificado por dois códigos.  Os alunos de mestrado deverão inscrever-se usando o primeiro código; os de doutoramento, o segundo. 
Os seminários têm lugar na sala C244.C (ex sala 6/5), excepto o Seminário de Investigação II, que tem lugar na sala C138.B (ex sala 5/2).

 

TEO4.911535/ TEO7.920259 Introdução ao Estudo Avançado da Literatura / TEO5.920495/ TEO8.920494 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S1, 2ª, 9:30-12:30, Miguel Tamen)

Perto ou longe

Existe um debate recorrente nos estudos literários entre quem acha que as obras literárias devem ser examinadas de perto e quem acha que lê-las de perto é uma perda de tempo.  Os primeiros defendem que os pormenores num poema ou num romance têm prioridade em relação a considerações gerais sobre a história, a sociedade ou a cultura; os segundos que os pormenores são sempre explicados por essas considerações gerais, e por isso são dispensáveis.  Seguiremos o debate através de discussões recentes das noções de “close reading” e de “distant reading.” Cada participante terá de escrever um ensaio por semana.

 

TEO5.920507/ TEO8.920506 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S1, 5ª, 9:30-12:30, Rita Patrício)

“Perscrutadores do real”: poesia e metafísica em Antero e Nemésio

No “Prefácio: Da Poesia” Vitorino Nemésio descreveu poetas e metafísicos como “as duas estirpes de perscrutadores do real”. Neste seminário, a partir de poemas e de textos ensaísticos de Antero de Quental e de Vitorino Nemésio, serão discutidos alguns pontos críticos da relação entre poesia e metafísica entendidas como perscrutações do real, pensando no que aproxima e distingue essas duas estirpes. Nessa reflexão ocupar-nos-á muito em particular a ideia de fim da poesia.

 

TEO5.920497/ TEO8.920496 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S1, 4ª, 15:30-18:30, Alberto Arruda)

Uma leitura da Fenomenologia do Espírito, parte I

O seminário consistirá numa leitura das três primeiras secções da Fenomenologia do Espírito (capítulos I – V + Introdução). Estas três primeiras secções incluem os capítulos dedicados à consciência e à autoconsciência, nos quais Hegel define o seu projecto em diálogo com Kant, e a secção denominada Razão, na qual Hegel distingue o seu projecto de uma antropologia filosófica.  Faremos ao longo do seminário uma interpretação detalhada de todas as secções, posicionando o argumento de Hegel em relação ao todo da Fenomenologia.   Serão também considerados alguns textos adicionais, sempre que estes facilitem a compreensão do argumento feito ao longo do seminário: e.g. Brandom sobre a consciência, Hyppolite e Kojève sobre a autoconsciência, Gadamer e Taylor sobre a relação entre filosofia e antropologia filosófica.

Este seminário terá duas partes, dadas em dois anos consecutivos. O segundo ano será dedicado à parte designada por Espírito. Para participar no seminário não é necessário ter já lido Hegel, nem falar alemão.

 

TEO5.920503/ TEO8.920502 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S2, 3ª, 10:00-13:00, António M. Feijó)

Fernando Pessoa

Descrição a anunciar.

 

TEO5.920501/ TEO8.920500 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S2, 4ª,14:00-17:00, Joana Matos Frias)

Se uma frase: falácias e intenções

O seminário parte de algumas considerações tecidas nos volumes IV e V de The Life and Opinions of Tristram Shandy, de Lawrence Sterne, procurando reflectir em que medida se aplicam às ideias sobre literatura enunciados como “Philosophy has a fine saying for everything” e “How finely we argue upon mistaken facts”. Com um andamento aproximável do que Brian Dillon propõe no seu livro Suppose a Sentence, e tendo em conta o postulado de Herberto Helder segundo o qual “nenhuma frase é dona de si mesma”, as sessões organizar-se-ão em torno do comentário de frases e fórmulas mais ou menos famosas da literatura e da crítica ocidentais, desmontando e remontando falácias, intenções, leituras e tresleituras.

 

TEO5.920505/ TEO8.920504 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S2, seminário intensivo, duas semanas em Janeiro, datas a anunciar, 2ª-6ª, 9:30-12:30, Brett Bourbon)

Consciousness, Intentionality, Meaning, Purpose, Thought, And Value

M.H. Abrams writes in The Mirror and the Lamp that “[i]n any period, the theory of mind and the theory of art tend to be integrally related and to turn upon similar analogies, explicit or submerged” (69). I think this is true. But why is it true? We will explore and answer this question, not relative to the Romantic theories that concern Abrams, but rather relative to contemporary theories of mind.  What Abrams notes has a more profound significance in our modern context—because theories of mind and science often take the form of reductive materialism, the goal of which is to eliminate the literary and folk psychological ways we talk about our minds (and much else).

This relationship between theories of art and mind has further significance in our contemporary condition—because it is a specific case of a more general problem. I will let Thomas Nagel characterize this general problem: Can “the reality of such features of our world as consciousness, intentionality, meaning, purpose, thought, and value . . . be accommodated in a universe consisting at the most basic level of physical facts—facts, however sophisticated, of the kind revealed by the physical sciences”? For Nagel in Mind and Cosmos this is a question to be answered by a philosophical analysis of science and of consciousness, etc. It is to my mind also a question of theology and art. We will explore this question as an aspect of all three—science, theology, and art.

 

TEO5.920499/ TEO8.920498 Tópicos de Teoria Literária (12 ECTS, S2, 5ª, 9:30-12:30, Maria Sequeira Mendes)

Hamlet

Não existe um Hamlet. Diz-se de John Gielgud, por exemplo, que foi Hamlet mais de quinhentas vezes. Temos o Hamlet de Lawrence Olivier e o de Mel Gibson, o de David Tenant, Adrian Lester, ou Maxine Peake. O “Ser ou não ser” que prefiro foi interpretado por Innokenty Smoktunovsky, num filme de 1964 dirigido por Grigori Kozintsev e Iosif Shapiro (numa versão do texto traduzida para Russo por Boris Pasternak). A versão contemporânea mais notável da peça foi encenada por Yoshihiro Kurita, em 2007. Nesta, o actor Kohchi Hirokazu literaliza a hesitação de Hamlet, permanecendo sentado de pernas cruzadas à boca de cena durante todo o tempo do espectáculo, enquanto as outras personagens vão surgindo à sua volta. Neste seminário far-se-á um exercício de close-reading de Hamlet, contrastando-se as versões do Q1 e Q2 com a do Folio e discutindo-se as cenas a partir de clips de encenações importantes. Serão convocados para a discussão textos críticos importantes.

 

TEO6.920301/ TEO9.913606 Seminário de Investigação I (12/30 ECTS, S1, 6ª, 9:30-12:30, João R. Figueiredo)

Projectos de Tese

Este seminário será organizado a partir da discussão de exposições orais dos participantes. As exposições ocupar-se-ão, de uma forma preliminar, de tópicos que os participantes se proponham desenvolver nas suas dissertações. As discussões visarão a modificação desses tópicos. O objectivo final do seminário é a produção, por parte dos participantes, de um resumo escrito e pormenorizado, das suas futuras dissertações.

 

TEO6.920303/ TEO9.913607 Seminário de Investigação II (6 ECTS, S2, datas a anunciar, Maria Sequeira Mendes)

Colóquios de Tese: As Teses da Teoria.

Neste seminário, os participantes (ocupados já com a elaboração das suas teses), apresentam ao grupo, e discutem, em conferências públicas, os resultados ou os pontos de vista que forem elaborando.