A FLUL foi o palco escolhido para a entrega dos prémios aos vencedores da VI edição das Olimpíadas da Língua Portuguesa, no passado dia 7 de dezembro.

Projeto iniciado na Direção-Geral da Educação no ano letivo de 2012/ 2013, em parceria com o Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa e a Associação de Professores de Português, as Olimpíadas da Língua Portuguesa contam hoje com uma parceria mais abrangente, incluindo o Plano Nacional de Leitura, a Escola Secundária de Camões e, desde 2017, a FLUL. O objetivo é incentivar os alunos ao bom uso da língua portuguesa.

Na abertura da sessão da entrega dos prémios, a sub-diretora da FLUL, Professora Doutora Alexandra Assis Rosa, destacou que “é importante que a Ciência em Portugal fale português, escreva em português”.

Eulália Alexandra, sub-diretora da Direção-Geral de Educação, referiu que nestas iniciativas “ganha a língua portuguesa, a língua dos nossos afetos”, acentuando que “o crescimento dos jovens tem que se alicerçar em valores democráticos e a língua ajuda nesse processo”.

O Secretário de Estado da Educação, Professor Doutor João Costa, que se licenciou em Linguística pela FLUL, lançou desde logo a pergunta: “afinal a escola serve para quê? Serve para sabermos umas coisas de cor”? Em resposta frisou que “a escola é um instrumento de acesso à cidadania” e que é necessário “redefinir o que é uma escola de qualidade, que não é a dos rankings dos jornais, mas sim aquela que é um efetivo elevador social”.

Com a entrega dos prémios já a decorrer, no escalão A, sob o tema formas de preservação da água, foram distinguidos no primeiro lugar Maria Catarina Nunes da Costa Pais Monteiro e no segundo lugar Joaquim Vilar Magalhães, ambos do Colégio Moderno (Lisboa). Na terceira posição ficou a aluna Ana Rute de Freitas Matos, do Grande Colégio Universal (Porto).

No escalão B, respeitante aos alunos do ensino secundário, o primeiro prémio foi entregue a Pedro Afonso Medeiros Vilão Silva, da Escola Secundária de Ferreira Dias (Agualva, Sintra), o segundo lugar a Nuno Duarte Pereira Pinto, do Colégio de Nossa Senhora da Bonança (Mafamude) e o terceiro lugar foi conquistado por Alexandra Raquel Clérico Lourenço, da Escola Secundária Quinta das Palmeiras (Covilhã).

Durante a entrega dos prémios, os vencedores destacaram que “o futuro do mundo somos todos nós”, pelo que “o papel formativo e cívico das escolas é essencial, devendo ser enaltecido”. Os premiados não esqueceram a leitura, que consideraram “a melhor das formas para viajar”.

Na segunda parte da VI edição das Olimpíadas da Língua Portuguesa, a Conferência “Língua Portuguesa - a língua dos nossos afetos” contou com a participação de docentes de várias universidades portuguesas e do escritor Richard Zimler, que debateram o ensino e aprendizagens da língua portuguesa.

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DRE, Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas)

Fotografia: FLUL- Divisão de Relações Externas