Depois de duas edições a impulsionar o diálogo entre as línguas estrangeiras, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa abre portas, a partir de hoje, à 3.ª edição do Destrava – Festival das Línguas.

Ao longo de quatro dias, a criatividade vai ser explorada através de actividades tão diversas como cinema documental, workshops, aulas abertas de línguas, teatro, exposições, meditação, gastronomia e música, num Festival promovido pelo Centro de Línguas da FLUL (CLi-FLUL). Cruzar a sociedade com a Faculdade é um dos objectivos do Destrava, que começou no ano de 2016 e, desde aí, tem vindo a despertar o interesse não apenas da comunidade académica mas, também, do público externo, com iniciativas de participação gratuita.

destrava cli 2019“A arte faz bem à cabeça”, defende a directora do CLi-FLUL, Guilhermina Jorge, que sublinha que “faz falta estimular a criatividade, essencial para a aprendizagem e aquisição de conhecimento”, tornando-os mais motivantes. Como directora da licenciatura em Tradução da FLUL, Guilhermina Jorge acentua, também, a importância da motivação dos alunos como fulcral ao seu sucesso académico, mas não esquece que esse sucesso é tanto maior se “o trabalho da criatividade estiver lá”.

Se na primeira edição a ligação com entidades externas, quer do meio empresarial quer cultural, e o foco na empregabilidade foram essenciais para o surgimento e para a divulgação do Festival, já na edição passada o objectivo principal foi dinamizar o programa sob o tema da felicidade. A edição deste ano dá continuidade à abertura do Destrava a diferentes temáticas e, em 2019, a escolha do tema da criatividade procura ampliar, ainda mais, a ligação da Faculdade ao exterior, sem esquecer a comunidade académica, “não apenas como espectadores, mas também como criadores”, sublinha Guilhermina Jorge a propósito do programa desta edição que inclui actividades desenvolvidas por estudantes e professores da FLUL. “Os alunos também querem ter o seu papel neste festival”, conta, sendo ainda relevante a divulgação do Festival pelos docentes da Faculdade.

Desde o seu início, o Destrava tem sido acolhido com entusiasmo junto de entidades parceiras e pessoas que se têm associado ao CLi-FLUL, quer na programação, quer na viabilização do projecto. “É muito fácil organizar o Destrava pela adesão e generosidade que encontramos”, diz a directora do Centro. No momento inicial de preparação do programa do Destrava, “as nossas primeiras opções para convite à participação no Festival têm sempre resposta positiva pelas diversas entidades”, refere Guilhermina Jorge. Na FLUL, o Centro de Estudos Eslavos, a Biblioteca e o Instituto Confúcio são algumas das unidades que têm, igualmente, respondido positivamente ao convite para se associarem à iniciativa.

Este ano, entre hoje e a próxima quinta-feira, há mais para descobrir e, sobretudo, para dar tempo à criatividade! Junte-se a esta festa das línguas, das artes e das humanidades, consulte o programa aqui.



Texto: Marisa Costa e Tiago Artilheiro (FLUL-DRE, Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas)