O Crânio da Aroeira, o mais antigo fóssil humano até hoje encontrado em Portugal, descoberto por uma equipa da UNIARQ (Centro de Arqueologia da ULisboa) e divulgado em março de 2017, foi entregue ao Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa, no passado dia 16 de janeiro, pelo investigador responsável pelo achado, o arqueólogo João Zilhão (UNIARQ; ICREA - Universidade de Barcelona).

Após conclusão dos trabalhos de estudo e restauro, realizados na Universidade Complutense de Madrid por uma equipa internacional liderada pelo especialista em evolução humana Juan Luis Arsuaga, o Crânio da Aroeira está de regresso a Portugal e será uma das peças principais de uma exposição sobre Evolução Humana a decorrer em 2018, no Museu Nacional de Arqueologia.

Sob o comissariado científico de João Zilhão, a iniciativa irá mostrar ao público achados realizados em Portugal “que contribuíram de forma muito significativa para a revisão profunda do entendimento científico da Evolução Humana, nomeadamente no que respeita à origem e destino do Homem de Neandertal”, como a “criança do Lapedo”, e tem o apoio da UNIARQ e da Câmara Municipal de Torres Novas, segundo comunicado divulgado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGCP).

Recorde-se que o achado foi realizado, em 2014, por uma equipa da UNIARQ durante trabalhos de escavação arqueológica levados a cabo na rede de cavidades subterrâneas associada à nascente do Rio Almonda (Pedrógão, Torres Novas) e os seus resultados científicos foram publicados, em 2017, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA (PNAS), uma das mais importantes revistas científicas mundiais.

A entrega deste achado ao Museu Nacional de Arqueologia tem sido matéria de vários destaques em órgãos de comunicação social nacionais, como o jornal “Público”, a TSF, a RTP e a SIC Notícias. Leia a recolha de imprensa sobre o assunto AQUI.

 

 

Fontes: UNIARQ; DGCP
Texto: Marisa Costa, Divisão de Relações Externas - Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas