
Jaime de Magalhães Lima (Aveiro, 1859–1936) foi um pensador, poeta, ensaísta, crítico literário, jornalista e deputado, reconhecido pela sua escrita marcada por ideais humanistas e reformistas.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra (1888), destacou-se como intelectual comprometido com causas sociais, políticas e culturais, defendendo valores como a justiça, a liberdade e a educação. Em 1892 exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, tendo sido também, posteriormente, deputado pelo Partido Regenerador no parlamento português.
Colaborou em vários jornais e revistas, entre os quais O Século, a Revista de Portugal e a revista O Vegetariano. Foi um seguidor dos ideais de vida de S. Francisco de Assis e admirador de Leão Tolstoi, que conheceu pessoalmente.
Autor de ensaios, romances e poesia, defensor e divulgador do vegetarianismo e naturismo em Portugal, a sua obra reflecte preocupações com a ética, a espiritualidade e o progresso social. Além da produção literária, com obras como A língua portuguesa e os seus mistérios (1923), Notas d'um provinciano (1899), Apostolos da terra (1906), O Vegetarismo e a Moralidade das raças (1912) entre outras, teve papel activo no debate sobre nacionalismo, democracia e identidade cultural portuguesa.
Faleceu em 1936, deixando um legado de reflexão crítica e de compromisso com a transformação social e moral da sociedade.
Ouça o episódio dedicado a Jaime Magalhães de Lima da rubrica histórico‑humorística Vamos Todos Morrer, de Hugo Van Der Ding, emitida na Antena 3 por ocasião da efeméride da morte do doador da Biblioteca, ocorrida a 26 de Fevereiro de 1936: