Conferência: Cérebro e Arte - Art and Brain

Conferência: Cérebro e Arte - Art and Brain

05 dezembro 2019 18:30 - 20:30

brain A conferência será proferida pelo Doutor Zvezdan Pirtošek, neurologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Liubliana. A iniciativa insere-se no âmbito da celebração do centenário da fundação da Universidade de Liubliana.

Images & brain & culture: from Chauvet to Koons

The retina of our eye breaks the visual image into a shivering mosaic of thousand pieces; after that a laborious re-creation of the image starts in many areas of the brain - those related to colour, semantic meaning, movement, shape, emotion, intuition, abstraction. Although early stages of this re-creative process are limited by biology of the brain, later stages enable a highly individual and culture-specific expression. The “I paint what I see and know” of a Cro-Magnon; the spectator entering the perspective of the Renaissance painting; liberation from imitation with emerging photography; decomposition of forms with Cozen; decomposition of emotions with Van Gogh and Munch; and dissociation between art and beauty with Duchamp – they all reflect a fascinating multilogue between the “physically objective” reality, brain, mind and culture.

Brain disease and artist: Mozart and Ravel

In the second talk we will introduce the emerging concept of the ‘musical brain’ and find out whether the brain processes differ between what can be felt as ‘pleasant’ versus ‘unpleasant’ music. Could it be that a brain disease might have shaped some of the late masterpieces of Ravel and Mozart?

CÉREBRO E ARTE

1. Imagens & cérebro & cultura: de Chauvet à Koons

A retina do nosso olho fracciona a imagem visual num mosaico tremente de milhares de pedaços. Em seguida, inicia-se uma laboriosa criação de imagem em muitas áreas do cérebro: as relativas à cor, significado semântico, movimento, tamanho, emoção, intuição e abstracção. Embora as fases iniciais desse processo de recriação sejam limitadas pela biologia do cérebro, as fases posteriores possibilitam uma expressão altamente individual e culturalmente específica. O “pinto o que vejo e sei” dum Cro-Magnon; o espectador entrando na perspectiva das pinturas renascentistas; libertação da imitação com o surgimento da fotografia; decomposição das formas com Cezanne; decomposição das emoções com Van Gogh e Munch; e dissociação entre arte e beleza com Duchamp - tudo isto reflecte um fascinante diálogo múltiplo entre o “fisicamente objectivo”, realidade, cérebro, mente e cultura.

2. A doença do cérebro e o artista: Mozart e Ravel

Na segunda parte, introduzir-se-á o conceito emergente do “cérebro musical” e revelar-se-á como os processos cerebrais diferem quanto ao que pode ser sentido como música “agradável” ou música “desagradável”.

Será que a doença do cérebro gerou algumas das últimas obras-primas de Ravel e Mozart?

Mais informações: rozmanlisboa@gmail.com

Organização: Leitorado de Língua e Cultura Eslovenas, em colaboração com o Departamento de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Eslavos do Departamento de Linguística Geral e Românica e CLi- FLUL (Centro de Línguas da FLUL)