A Faculdade

 

Faculdade de LetrasA Faculdade de Letras é a terceira maior das dezoito escolas da Universidade de Lisboa. Adquiriu a actual designação em 1911, quando sucedeu ao Curso Superior de Letras, criado em 1859 a partir de um fundo doado pelo Rei D. Pedro V.  O seu ensino e investigação centrou-se sempre nas principais áreas das humanidades, a que hoje chamamos estudos literários, filosofia, história e linguística. Ao longo do tempo essas áreas foram frequentemente reconfiguradas, de modo a incluir novos tópicos de desenvolvimento e interesse.

Missão

A Faculdade de Letras é uma escola de humanidades. Entende que uma verdadeira educação liberal implica uma formação humanística e científica e que não existe uma verdadeira Universidade sem uma educação liberal.

Objectivos

A Faculdade é a escola de humanidades da Universidade de Lisboa. Entende as humanidades de modo integrado, e procura transmitir esse entendimento através do ensino e da investigação. Para além de cursos especializados em muitas das áreas das humanidades, oferece assim um programa de primeiro ciclo transversal (Artes e Humanidades) e participa com mais dez escolas na licenciatura em Estudos Gerais, da Universidade de Lisboa.

Governo

O Director da Faculdade é também presidente do Conselho Científico; é eleito pelo Conselho de Escola, e pode nomear até quatro Subdirectores. Quer o Conselho Científico quer o Conselho de Escola são eleitos por sufrágio universal dos corpos relevantes, com excepção de cinco dos membros do Conselho Científico, que são designados pelos Centros de Investigação. Com funcionamento independente, existe um Conselho Pedagógico, também eleito por sufrágio universal, com representação eleitoral paritária de professores e estudantes, e um Conselho de Gestão, responsável pela gestão administrativa, financeira, patrimonial e dos recursos humanos da Faculdade.  Todos os mandatos são de quatro anos, excepto os dos estudantes, que são de dois.

Organização funcional

A nível administrativo a Faculdade é dirigida por um Director Executivo, nomeado pelo Director, e que, com o Director e um Subdirector, constitui o Conselho de Gestão. Conta actualmente com nove divisões (Biblioteca, Recursos Humanos, Gestão Financeira, Manutenção e Património, Apoio à Investigação, Serviços Académicos, Relações Externas e Internacionais, Sistemas e Informática, e Estratégia, Planeamento e Acreditação).

Ensino e investigação

A Faculdade organiza-se em quatro grandes áreas (Ciências da Linguagem, Filosofia, História, e Literaturas, Artes e Culturas), em que se integram os seus sete departamentos, oito programas, dez centros de investigação e quatro cátedras (com financiamento externo).  Oferece dezasseis cursos de licenciatura (e participa num décimo sétimo, da Universidade), vinte e sete cursos de mestrado, e vinte e três cursos de doutoramento (alguns em colaboração com outras instituições, nacionais e internacionais).

Cada Área é dirigida por um Director de Área, membro do Conselho Científico, e eleito pelos directores das unidades que a integram. Os quatro Directores de Área e o Director da Faculdade formam a Comissão Coordenadora do Conselho Científico, que aprecia o expediente científico corrente.

Extensão à comunidade

Na Faculdade existe um conjunto de unidades vocacionadas para a prestação de serviços à comunidade: o  Centro de Avaliação do Português Língua Estrangeira (CAPLE), o Centro de Línguas (CLi), onde se ensinam línguas estrangeiras, e o Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (ICLP), onde se ensina Português como língua estrangeira ou língua segunda, e onde funciona um centro de exames de português-língua estrangeira (LAPE-FLUL).

Alunos

Entre 1859 e 1911 foram nossos alunos escritores como Ramalho Ortigão (1869), Cesário Verde (1873), Manuel Teixeira Gomes (1878), e Eugénio de Castro (1885). Fernando Pessoa foi também nosso aluno em 1905-7. Em 1895 foi admitida a nossa primeira aluna, Maria Adelaide Cunha do Amaral.

Depois de 1911, muitos dos nossos professores e alunos continuaram a marcar a vida intelectual da universidade e a vida pública portuguesa. Entre estes contam-se Ruben A., Simonetta Luz Afonso, António Franco Alexandre, Francisco Vieira de Almeida, Teresa Amado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Manuel Antunes, Ana Bacalhau, José Barata-Moura, Maria Isabel Barreno, José Leitão de Barros, Maria Barroso, Maria de Lourdes Belchior, Ruy Belo, José Mário Branco, Fiama Hasse Pais Brandão, Ivo Castro, Yvette Centeno, Mário Tavares Chicó, Hernâni Cidade, Luís Lindley Cintra, Luís Miguel Cintra, Manuel Clemente, António Borges Coelho, Eduardo Prado Coelho, Jacinto Prado Coelho, Armando Côrtes-Rodrigues, João Bénard da Costa, Maria Velho da Costa, Hélia Correia, Pedro Costa, Gastão Cruz, Mário Dionísio, Inês Duarte, Arnaldo Espírito Santo, António M. Feijó, R. M. Rosado Fernandes, Maria de Lourdes A. Ferraz, José Medeiros Ferreira, Maria Aliete Galhoz, Jaime Gama, Sebastião da Gama, Jorge Gaspar, Teolinda Gersão, Fernando Gil, Isabel Capeloa Gil, Luísa Costa Gomes, Victor S. Gonçalves, Teresa Patrício Gouveia, Manuel Gusmão, Ana Hatherly, Maria Teresa Horta, João Miguel Fernandes Jorge, Luiza Neto Jorge, Nuno Júdice, Adília Lopes, Óscar Lopes, Frederico Lourenço, M. S. Lourenço, Graça Machel, Jorge Borges de Macedo, Joaquim Manuel Magalhães, A. H. de Oliveira Marques, Fernando Mascarenhas, Maria Helena Mira Mateus, Maria Vitalina Leal de Matos, José Mattoso, Jorge Silva Melo, Margarida Vieira Mendes, Maria Alberta Menéres, Jorge Molder, Maria Filomena Molder, Maria Filomena Mónica,  Manuel Hermínio Monteiro, Paula Morão, David Mourão-Ferreira, Vitorino Nemésio, Rui Vieira Nery, Luiz Pacheco, Irene Pimentel, Maria Lucília Gonçalves Pires, José Augusto Ramos, Virgínia Rau, Orlando Ribeiro, Maria Idalina Resina Rodrigues, Delfim Santos, Maria João Seixas, Maria Alzira Seixo, Mécia de Sena, Joaquim Veríssimo Serrão, Mário Soares, António José Saraiva, Cláudio Torres, Vasco Pulido Valente, Joana Morais Varela, e Eugénia Vasques.