Espólios e Doações

 

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Mário Barradas (1931–2009) foi encenador, actor e agente cultural, com intervenção determinante na história do teatro português, em particular no contexto da descentralização teatral no pós-25 de Abril. Licenciado em Direito, desenvolveu actividade teatral em Moçambique (1962–1969), onde dirigiu e dinamizou estruturas de teatro amador, nomeadamente o TALM – Teatro Amador de Lourenço Marques. Frequentou o curso de encenação e direcção de cena, em França, na Escola Superior de Arte Dramática do Teatro Nacional de Estrasburgo, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em Portugal, esteve ligado à criação e direcção de estruturas e projectos relevantes no domínio do teatro e da política cultural, destacando-se o seu papel na criação do Centro Cultural de Évora / Centro Dramático de Évora – CENDREV (1975), com forte investimento na formação (formal e não formal) e na concepção do teatro como serviço público, orientado por princípios de democratização cultural. Encenou autores clássicos e contemporâneos, dinamizou debates sobre políticas culturais e exerceu funções na Administração Pública (1997-1998). Foi agraciado com várias distinções.

Além de uma numerosa componente bibliográfica, a sua doação inclui 2.323 documentos de natureza arquivística produzida, recebida e reunida por Mário Barradas no âmbito da sua vida pessoal e familiar, formação, exercício profissional (incluindo advocacia e docência), actividade artística, direcção e gestão cultural, militância e intervenção cívico-política, bem como relações sindicais, redes sociais e reconhecimento público.

 

 

Projecto de tratamento arquivístico Entre a Política e o Teatro: Legado de Mário Barradas

A Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa concluiu o tratamento arquivístico do Espólio de Mário Barradas (1931–2009), no âmbito do projecto “Entre a política e o teatro – o legado de Mário Barradas”, financiado pelo Programa Iberarchivos, com apoio da AECID (Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo). O trabalho decorreu entre Abril e Dezembro de 2025 e teve como objectivo central a organização, classificação e descrição do espólio, criando condições para o seu acesso público através do Portal dos Arquivos da ULisboa

Mário Barradas foi uma figura incontornável do panorama artístico nacional, articulando criação teatral, formação e intervenção cívico-política. Recém-licenciado em Direito, partiu para Moçambique, onde dirigiu o Teatro de Amadores de Lourenço Marques, e posteriormente frequentou a Escola Superior de Arte Dramática do Teatro Nacional de Estrasburgo, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, aprofundando a sua formação em encenação. De regresso a Portugal, destacou-se como um dos principais impulsionadores da descentralização teatral. 

Este espólio tem elevado valor histórico e cultural para o estudo do teatro português contemporâneo, das políticas culturais e das dinâmicas de descentralização no período pós-1974. O acervo foi doado pela Fundação Calouste Gulbenkian à Biblioteca da FLUL, através do Centro de Estudos de Teatro, em 2011.

Alternativamente ao Portal dos Arquivos da ULisboa, o conteúdo do Espólio arquivistíco de Mário Barradas é consultável através do Instrumento de Descrição Documental (IDD) dedicado.

 

 

O Teatro da Cornucópia foi fundado em 1973 por Jorge Silva Melo e Luis Miguel Cintra, oriundos do teatro universitário, com um grupo de actores profissionais. Até 1974 funcionou sem sede e recebeu apoios pontuais da Fundação Gulbenkian. O programa inicial incidiu em Molière e Marivaux devido à censura. Após 1974 passou a privilegiar dramaturgia contemporânea.

Entre 1974 e 1977 apresentou Brecht, Gorki, Jourdheuil/Chartreux, Horváth, Büchner, Kroetz e Michel Deutsch. Em 1975 contou com colaboração de Jean Jourdheuil e integrou Cristina Reis, que partilhou a direcção com Cintra a partir de 1980. A companhia organizou ciclos temáticos, incluindo um dedicado ao cómico.

Em 1983 iniciou o ciclo O Mal Estar do Nosso Tempo. Em 1984 participou no XXXII Festival Internacional de Teatro da Bienal de Veneza com A Missão de Heiner Müller. Após 1985 apresentou Shakespeare, Strindberg e Edward Bond. 

Explorou o teatro como representação da vida com autores de várias épocas e abordou temas políticos com textos clássicos e contemporâneos. Encenou clássicos de diferentes períodos e, desde 1990, dramaturgos do século XX. Criou espectáculos a partir de textos não teatrais, convidou encenadores estrangeiros e apoiou jovens criadores, desenvolvendo actividades com escolas e apoiando o nascimento do Teatro da Cidade em 2016.

Trabalhou no Teatro do Bairro Alto desde 1975, renovado em 1986/87. Fez digressões nacionais e apresentou espectáculos no estrangeiro, incluindo Bruxelas, Udine e Paris. Realizou co‑produções com teatros nacionais e estreou textos de Sophia de Mello Breyner Andresen, Edward Bond e José Tolentino Mendonça. 

A Cornucópia encerrou as portas em 2016, tendo o seu espólio sido doado à Biblioteca da FLUL. É composto por documentação de diversas tipologias e formatos, incluindo cartazes, programas e outros materiais gráficos. Apresenta uma forte componente audiovisual que integra suportes como VHS, DVD, MiniDV, Hi8 e Betacam, com registos de espetáculos, ensaios e processos de montagem, bem como spots publicitários, conteúdos audiovisuais produzidos para os espetáculos e cópias de filmes. Integra ainda um vasto e importante arquivo fotográfico que documenta os 43 anos de actividade da Companhia.

Projecto Memória em Movimento: Salvaguarda do Património Audiovisual do Teatro da Cornucópia

A Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa viu aprovada, pelo segundo ano consecutivo, a sua candidatura ao programa Iberarquivos 2025, com o projecto Memória em Movimento: Salvaguarda do Património Audiovisual do Teatro da Cornucópia. O Iberarquivos é um dos mais antigos programas de cooperação Ibero-americana, e tem por missão promover o acesso, o tratamento, a conservação e a difusão do património arquivístico do Espaço Cultural Ibero-americano. O arquivo do Teatro da Cornucópia, doado por Cristina Reis e Luís Miguel Cintra, após a extinção da companhia, foi integrado no fundo documental da Biblioteca da FLUL, em 2018, através do Centro de Estudos de Teatro.

Fundado em Lisboa por Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia afirmou-se como uma das mais importantes companhias do teatro português contemporâneo, desempenhando um papel central na renovação do teatro em Portugal e na formação de várias gerações de públicos e profissionais. O seu arquivo constitui, por isso, uma fonte incontornável para o estudo da história do teatro português, das suas práticas artísticas, da sua relação com o contexto político e cultural, bem como da sua projeção nacional e internacional.

O financiamento agora atribuído permitirá avançar com a transferência de suporte do material audiovisual, uma intervenção considerada prioritária para a preservação de um conjunto documental de reconhecido valor histórico, artístico e patrimonial. O projeto segue orientações técnicas e metodológicas internacionalmente reconhecidas no domínio da preservação audiovisual e da preservação digital.

Com esta iniciativa, reforça-se a salvaguarda de um património excecional, assegurando a sua preservação, estudo e futura acessibilidade.

 

 

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Maria Helena Serôdio (Goa, 1948) é Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde integra o Departamento de Estudos Anglísticos e o Centro de Estudos de Teatro. Doutorada em Literatura Inglesa (1984) e agregada em Estudos Shakespeareanos (1994), especializa‑se em literatura dramática de expressão inglesa, Shakespeare, crítica de teatro e, ainda, teatro em Portugal nos séculos XX e XXI e documentação em teatro. Coordena o Programa de Pós‑Graduação em Estudos de Teatro e dirige projectos de investigação, entre os quais a CETbase.

Autora de numerosos estudos sobre teatro português dos séculos XX e XXI, publicou Questionar apaixonadamente: o teatro na vida de Luís Miguel Cintra e diversos ensaios em revistas e obras internacionais. Orientou várias teses de mestrado e doutoramento e tem participado activamente em colóquios e redes internacionais.

Figura relevante da crítica e investigação teatral em Portugal, foi co‑fundadora e directora da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e da revista Sinais de Cena: Revista de Estudos de Teatro e Artes Performativas.

A sua colecção bibliográfica foi doada à Biblioteca da FLUL em 2022.

 

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Alberto Eduardo Estima de Oliveira (Lisboa, 1934‑2008) iniciou‑se na actividade seguradora aos 14 anos, concluindo o Curso dos Liceus no ensino nocturno. Viveu longamente fora de Portugal: partiu para Angola em 1957, residindo no Bocoio, no Lobito e em Benguela durante cerca de dezoito anos. Após breve regresso ao país, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que abandonou dois anos depois ao partir para a Guiné‑Bissau. Em 1982 fixou‑se em Macau, onde dirigiu a Companhia de Seguros de Macau e permaneceu até 2002.

Dedicado à poesia desde os 18 anos, publicou textos nos cadernos Vector II e III e na Kuzuela III – 1.ª Antologia de Poesia Africana de Expressão Portuguesa. O seu primeiro livro, Tempo de Angústia, surgiu em 1972. Em Macau editou grande parte da sua obra poética, entre a qual Infraestruturas (1987), Rosto (1990), O Corpo (Con)Sentido (1993), Esqueleto do Tempo (1995), O Sentir (1996) e Diálogo do Silêncio (1988). Algumas obras foram traduzidas para chinês e inglês, destacando‑se a colectânea Fly (1986).

Agraciado pelo Governo de Macau com a Medalha de Mérito Cultural, Estima de Oliveira recebeu ainda, em 1999, o Grande Prémio de Poesia do Festival Curtera de Arges, na Roménia. O seu último livro, Mesopotâmia, foi publicado em Lisboa, em 2003, com o apoio da Fundação Oriente.

A sua biblioteca pessoal integrou as colecções da Biblioteca da FLUL em 2008.

 

José Alberto Osório de Almeida Mateus (Viseu, 1940–1996) foi uma figura decisiva na institucionalização dos Estudos de Teatro em Portugal. Formado em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra, iniciou actividade como professor e animador teatral, encenando O Meu Caso (1963) e O Fidalgo Aprendiz (1967). Após formação em França com Roland Barthes, integrou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde criou, em 1980–81, o primeiro curso universitário de História do Teatro e, mais tarde, o pioneiro Curso de Especialização em Estudos de Teatro. Investigador, crítico, tradutor e encenador, desenvolveu projectos estruturantes como OPSIS e HTP online, articulando teatro, arquivo e imagem.

O seu espólio, doado à Faculdade de Letras em 1996, constitui um dos maiores acervos nacionais de Teatro e Artes do Espectáculo: mais de 15 000 espécies bibliográficas dos séculos XVIII a XXI, 1000 programas, 300 periódicos e um vasto conjunto iconográfico. Organizado por locais de edição e autores‑chave, inclui secções especializadas como a Vicentina e a Braga. A raridade e diversidade das obras fazem do Acervo Osório Mateus um instrumento indispensável para investigadores, estudantes e profissionais.

Os livros antigos e raros da doação foram objecto de um projecto de conservação, digitalização e difusão e estão, na sua maioria, disponíveis para consulta online através do Catálogo Colectivo da Universidade de Lisboa.

 

Espólio Osório Mateus


O espólio Osório Mateus é constituído por um fundo bibliográfico com mais de 15000 espécies dos séculos XVIII a XXI, que incluem peças de teatro e estudos sobre teatro em edições de todo o mundo, maioritariamente portuguesas, espanholas, inglesas e francesas. Possui ainda 1000 programas de espectáculos e 300 periódicos de teatro portugueses e estrangeiros e um conjunto importante de imagens de teatro em diferentes suportes (gravura, litografia, fotografia, entre outros). Pertenceu ao professor e encenador Osório Mateus que o doou à Faculdade de Letras em 1996, data da sua morte.

Este fundo possui um dos maiores acervos bibliográficos e iconográficos de Teatro e Artes do Espectáculo do país - para além de materiais de carácter documental (memorabilia) coleccionados pelo seu proprietário - e tem por objectivo fundamental responder às necessidades de estudo e investigação de utilizadores nacionais e estrangeiros interessados nesta área do saber. Organizado espacialmente por locais de edição (Portugal, França, Espanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América, Brasil, América latina, outros países), as suas cotas reflectem essa original forma de classificação, pois a cada conjunto foi dado o nome de um autor representativo (Garrett, Musset, Lope, Goldoni, Shakespeare, Williams, Cossa, Brecht, Anchieta).

Depois da morte de Osório Mateus, e aquando da transferência do espólio para a Faculdade de Letras, foi criada uma secção chamada Vicentina, justificada pela riqueza de obras existentes no fundo que reúne seguramente todas as edições dos autos e os mais importantes estudos sobre Gil Vicente, autor de que Osório Mateus foi reconhecido especialista. Da mesma forma as obras de referência (dicionários, enciclopédias etc.) foram classificadas sob a designação Braga (do nome do primeiro historiador do teatro português). Cada conjunto obedece, em seguida, a uma segunda repartição em Peças e Não peças. Não dispondo de um catálogo era, deste modo, geograficamente fácil ao seu proprietário aceder a um título ou escolher a edição que melhor servia os objectivos da investigação. Nas cotas que o leitor hoje encontra no catálogo bibliográfico está reflectido este modo de organização.

A raridade de muitas espécies e a diversidade das áreas que abarcam dentro das artes do espectáculo (dramaturgia, crítica, teoria e estética teatral, sociologia do espectáculo, iconografia, história do teatro, antropologia, teatro e outras artes) tornam este acervo um instrumento indispensável para investigadores e artistas. É por isso assiduamente frequentado por estudantes, professores, profissionais do espectáculo e investigadores nacionais e estrangeiros. O facto de ser possível aceder ao catálogo bibliográfico através da Internet faz com que a sua vocação inicial – contribuir para a construção da história do teatro em Portugal – prossiga de acordo com o que foi o pensamento e a prática de Osório Mateus. Servirá também para dinamizar a área de estudos artísticos na Universidade de Lisboa, na qual pontuam cursos que vão da licenciatura ao pós-doutoramento. Na verdade, é justo afirmar que para qualquer pesquisa sobre qualquer área das artes do espectáculo o estudioso encontra no Arquivo Osório Mateus obras de referência de indiscutível importância.

A informatização do catálogo foi feita em 2002, tendo os registos sido convertidos, num primeiro momento, para o software documental Aleph e, recentemente, para o software de gestão documental Koha, visando a integração no Catálogo Colectivo da Universidade de Lisboa. A campanha de digitalização decorreu nas instalações da Biblioteca da FLUL e produziu 81009 imagens, correspondentes a 6360 páginas de periódicos encadernados (formato A4 e superior) e a 74649 páginas de monografias (formatos A4, A5 e A6). A captura digital das imagens fez-se através de scanners planetários equipados com compensador de lombadas.

Depois de previamente definidos os critérios de pertinência do material a digitalizar - raridade e estado de conservação das espécies, inexistência de cópias digitais conhecidas e domínio público das obras em causa -, e desenvolvidas as pesquisas necessárias por forma a evitar duplicação de reproduções digitais, o processo avançou após a realização de testes de aceitação provisória das imagens, obedecendo a requisitos técnicos ditados pelas boas práticas de digitalização comummente definidas e aceites neste domínio. A captura digital das imagens fez-se através de scanners planetários equipados com compensador de lombadas.

É agora possível aceder através da Internet ao catálogo bibliográfico e a uma biblioteca digital de teatro (peças dos séculos XVIII e XIX e periódicos dos inícios do século XX), preparados com o apoio financeiro do Programa Operacional de Cultura. Cumpre-se assim o objectivo de assegurar a preservação de espécies raras sem inviabilizar a consulta, da mesma forma que a pesquisa no catálogo visa, como se disse, incrementar o conhecimento deste fundo e incentivar o estudo das artes do espectáculo.

O Arquivo pretende ser mais do que um instrumento ao dispor dos investigadores e artistas. A raridade de muitas espécies e a diversidade das áreas que abarcam no vasto campo das artes do espectáculo (crítica, teoria, história, sociologia, antropologia, iconografia, artes visuais) tornam o seu acervo particularmente importante para a comunidade científica. É assiduamente frequentado por estudantes, professores, profissionais do espectáculo e investigadores nacionais e estrangeiros que o encontram referenciado na página web do Centro de Estudos de Teatro (http://www.fl.ul.pt/centros_invst/teatro/pagina/programa/osorio_mateus.htm ).

 

 

 

 

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Mário Jacques (1939–2015) foi um actor português com uma carreira de mais de cinco décadas de teatro e televisão. Estreou‑se em 1960 no Teatro Experimental do Porto, sob a direcção de António Pedro. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, prosseguiu estudos em França, na École Dramatique de Strasbourg e na École d’Art Dramatique Charles Dullin, realizando estágios com Roger Planchon e Georges Wilson.

De regresso a Portugal, integrou a companhia Rey Colaço–Robles Monteiro, no Teatro Nacional D. Maria II. Em 1970 fundou o grupo independente Os Bonecreiros e, em 1982, aprofundou a formação em Moscovo, no Instituto Lunatcharski e no Teatro Mayakovski. Ao longo da carreira trabalhou ainda no Teatro Hoje e no Teatro da Malaposta, interpretando obras de Arthur Miller, Anton Tchekhov, Carlo Goldoni, Bernard Shaw, entre outros.

No cinema participou em filmes de António de Macedo, Paulo Rocha, João Botelho e João Mário Grilo. Em 1990 recebeu o Prémio de Interpretação Masculina Palmira Bastos–António Silva pela sua interpretação em Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, de Edward Albee. Foi coordenador da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos (1985–1993), a cuja Assembleia‑Geral presidiu entre 1993 e 1997.

O seu espólio bibliográfico deu entrada na Biblioteca da FLUL em 2015.