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O que são revistas predatórias

Publicações e editores predatórios são entidades que primam o interesse próprio em detrimento do conhecimento científico e se caracterizam por dar informações falsas ou enganosas, se desviarem das melhores práticas editoriais, por falta de transparência e/ou por uso de práticas agressivas e indiscriminadas de angariação.

Porque têm aumentado exponencialmente nos últimos anos o número de publicações predatórias?

Podemos identificar quatro principais impulsionadores dos periódicos predatórios:

    1. Crescente comercialização da academia (pagar para publicar) – os interesses comerciais podem colocar em causa a integridade da investigação
    2. Predominância de sistemas de avaliação que primam a quantidade sobre a qualidade – as métricas utilizadas, nomeadamente nos rakings universitários
    3. A pressão que existe sobre os investigadores para publicar
    4. Falta de transparência nos processos de revisão por pares

Pode também ter ajudado ao seu crescimento o facto do problema ter sido subestimado – é percepcionado como um problema de cientistas jovens e inexperientes ou de países menos desenvolvidos.

Quais são as principais consequências e riscos da sua proliferação?

- Infiltrar e minar a investigação científica

- Aumentar a falta de confiança do público na ciência. A desinformação é muitas vezes deliberada e as revistas servem como veículo

- Levar a consequências potencialmente prejudiciais para as políticas públicas

Em resumo, publicar em periódicos predatórios é potencialmente prejudicial em termos de:

    1. perda de novo conhecimento
    2. desperdício de tempo e recursos de investigação (pessoas e materiais)
    3. dificultar a eficiência, impacto e diversidade do processo de investigação

Quais os principais alertas para identificar revistas falsas ou predatórias?

1. Website: contém informações enganosas ou falsas (por exemplo, indexação, métricas), não possui um ISSN ou usa um que já foi atribuído a outra publicação, imita o website de outra revista/editora ou não possui qualquer conteúdo antigo ou recente. O website não é profissional.

 2. Nome do periódico: é o mesmo, ou facilmente confundido com o de outro. É desconhecido para os investigadores da área. O título remete para uma dada afiliação nacional ("American Journal of ...") embora esteja localizado noutro país/continente.
3. Peer-Review e qualidade dos artigos: O processo e modelo de peer-review não são mencionados ou o tempo de revisão referido é muito curto. Os artigos disponíveis são de fraca qualidade e têm erros.
4. Propriedade e administração: as informações sobre a propriedade e/ou gestão estão ausentes ou são pouco claras, enganosas ou falsas.

5. Corpo de gestão: as informações estão ausentes, são enganosas, falsas ou inadequadas para a revista; não são dados nomes completos e afiliações dos seus membros. O editor apresenta-se com sendo líder na área apesar de ter iniciado a sua actividade há pouco tempo.

6. Equipa editorial: não são dados nomes completos e afiliações dos editores da revista, não há informações de contato completas, o editor-chefe também é o proprietário ou o editor-chefe é também o editor de muitas outras revistas, especialmente em áreas não relacionadas.

7. Copyright e licenças: as políticas de direitos autorais (e licença de publicação e licença de usuário) estão ausentes ou são pouco claros.

8. APC: as taxas para publicação não são referidas ou explicadas claramente no website da revista e/ou são reveladas apenas na carta de aceitação, como condição de aceitação.

9. Identificação e procedimento em caso de alegação de má conduta na investigação: não há descrição de como os casos de suposta má conduta são tratados.

10. Ética de publicação: Não há política sobre ética de publicação (por exemplo, sobre autoria/contribuição, partilha e reprodução de dados, propriedade intelectual, supervisão ética, conflitos de interesse, correções/retrações). O editor não é um membro de qualquer organização reconhecida na área das boas práticas de publicação (COPE ou EASE)

11. Calendário de publicação: A periodicidade da publicação não é indicada e/ou parece errática a partir do conteúdo da revista disponível.

12. Acesso: A(s) forma(s) em que o conteúdo é disponibilizado aos leitores, e quaisquer custos associados, não são declarados e, em alguns casos, os artigos listados não estão disponíveis.

13. Arquivo: Não há backup eletrónico e preservação do acesso ao conteúdo do periódico (apesar de poderem haver referências nesse sentido).

14. Fontes de receita: Modelos de negócios, parcerias/acordos comerciais ou fontes de receita não são indicados; as taxas de publicação estão vinculadas à tomada de decisões editoriais.

15. Publicidade: A política de publicidade não é indicada. Os anúncios são integrados no conteúdo publicado.

16. Marketing direto: O marketing direto é invasivo e fornece informações enganosas ou falsas e incoerentes. Convites agressivos para publicar enviados por spam (por vezes, com uma narrativa muito elogiosa e com uma escrita com erros)

Como se deve proceder para evitar estas publicações?

- Familiarize-se com as características mais comuns das publicações predatórias. Se a revista reunir mais de duas, deve ser evitada ou analisada com cautela.

- Utilize Checklists de “auto-ajuda” - Uma das principais e mais utilizadas é a Think.CheckSubmit  

- Se uma revista afirma que está indexada num indexador de confiança (Scopus, Web of Science), verifique.

- Verifique se um periódico está listado no DOAJ (Directory of Open Access Journals): se estiver, o periódico é praticamente seguro porque foi validado.

- Utilize listas de publicações predatórias mas com cautela - Beall's list of potential predatory journals and publishers

-  Desconfie se um periódico se oferecer para publicar o seu artigo num espaço de tempo muito curto: uma revisão por pares com qualidade requer tempo.

-  Aconselhe-se com o seu mentor/supervisor ou com outros colegas da área.

-  Ignore e-mails de convite para publicar numa revista que venha de SPAM.

-  Quando subsistirem dúvidas, contactar a Divisão de Biblioteca para ajudar na correcta identificação do perfil da publicação.

-  Quando receber e-mails que considere que são de revistas predatórias, partilhe esta informação e o alerta com os colegas e com a DB, de forma a criarmos ferramentas comuns e partilha de experiências na FLUL.


Mais informações aqui.

Aliando-se à importância dos rankings das universidades (sobretudo o Ranking de Xangai e o THE), tem-se acentuado a relevância dos indicadores de produção científica, subjacentes à avaliação das instituições de ensino superior.

A ULisboa aposta numa estratégia que a posicione cada vez melhor nestas listas e que a torne mais competitiva, valorizando, para medir o impacto da produção científica, a publicação nas bases referenciais:

  • ISI: Web of Science (Thomson Reuteurs) –  inclui a Social Sciences Citation Index (SSCI), Arts & Humanities Citation Index (A&HCI);
  • Scopus (Elsevier/Plataforma Scimago); 

A avaliação da produção científica com base nestes índices é feita através de indicadores bibliométricos como:

  • a qualidade científica (avaliação dos conteúdos pelos pares)
  • a actividade científica (contabilizam actividade – por exemplo a produtividade dos autores)
  • o impacto científico dos trabalhos (nº citações recebidas)
  • as fontes (factor de impacto das revistas, índice de citação, influência das revistas)

 Mais informação aqui

Glossário

Bibliometria: técnica quantitativa que mede a produção científica com base em indicadores bibliométricos, tais como a qualidade científica (avaliação dos conteúdos pelos pares), a actividade científica (contabilizam actividade – por exemplo a produtividade dos autores), o impacto científico dos trabalhos (nº citações recebidas), as fontes (factor de impacto das revistas, índice de citação, influência das revistas).

Índices/Indexação: Bases de dados usadas para medir impacto da produção científica. Sendo as principais: ISI: Web of Science (Thomson Reuteurs) – cobre várias bases de dados, entre as quais a Social Sciences Citation Index (SSCI), Arts & Humanities Citation Index (A&HCI); Scopus (Elsevier/Plataforma Scimago); Qualis (Capes-Brasil); ERIHPLUS – European reference índex for the Humanities and Social Sciences (ESF – european Science Foundation/NSD - Norwegian Centre for Research Data).

Scopus/Scimago: SCImago Journal & Country Rank - Portal em acesso livre que inclui indicadores científicos relativos a revistas de diversos países, com dados retirados da base de dados Scopus (Elsevier)

Web of Science/ISI: ISI Journal Citation Reports (JCR) Relatórios emitidos anualmente que comparam periódicos com base em indicadores bibliométricos. Informam a posição (quartil) das revistas em cada uma das categorias em que estão incluídas - Rank in Category

Factor de Impacto: Inicialmente usado apenas para determinar que publicações incluir no Science Citation Index (Web of Science). Tornou-se o indicador bibliométrico mais usado internacionalmente. Avalia a importância relativa de um periódico, quando comparado com outros do mesmo campo científico, tendo em conta o nº de citações correntes a artigos publicados pela revista nos dois anos anteriores em função do nº total de artigos publicados pela revista nesse mesmo período. (Mais informação sobre este indicador aqui)

Eigenfactor ™ e o Article Influence™: Estão também disponíveis nos Journal Citation Reports e complementam o Factor de Impacto fornecendo uma perspectiva mais ampla sobre a influência de uma revista - têm em conta a qualidade das fontes e das citações das revista.

H-index (hi ) Combina medidas de actividade (produção) e de impacto dos investigadores, referindo-se ao nº de artigos de um investigador com, pelo menos, o mesmo nº de citações.

Scientific Journal Rankings indicator (SJR) - Expressa o número médio de citações recebidas no ano seleccionado, através dos documentos publicados na revista nos 3 anos anteriores (Scopus). O periódico tem um impacto direto sobre o valor de uma citação - uma citação de uma fonte com SJR alto vale mais do que uma citação de uma fonte com um SJR menor.

SNIP - Source Normalized Impact per Paper –mede o impacto de citações contextuais, pesando-as com base no número total de citações numa determinada área de pesquisa. O impacto de uma citação recebe um valor maior em áreas de pesquisa com menor probabilidade de citações e vice-versa.

 

Beall's list of potential predatory journals and publishers
Cópia on-line da lista de publicações predatórias produzida por Jeffrey Beall. Esta foi disponibilizada por outros que não o autor da lista original.

DOAJ (Directory of Open Access Journals)
Diretório independente de revistas científicas em acesso aberto e que cumprem os critérios internacionais da edição académica.

MIAR
Matriz de revistas com informações sobre a sua indexação e avaliação, bem como sobre a sua política de acesso aberto.

SHERPA / RoMEO
Recurso que reúne as políticas de acesso aberto de um grande número de editores e revistas.

Think.Check.Submit  .Submit  
“Campanha” apoiada por uma coligação de organizações internacionais (ex. DOAJCOPE, ISSN International Centre). Há uma lista de verificação para atestar a legitimidade das revistas e outra para editores de livros e monografias. Estão disponíveis em vários idiomas, incluindo PT.

 

Política de Depósito de Publicações da Universidade de Lisboa


Regulamento

O advento das tecnologias da informação e da comunicação cientifica tem proporcionado, nas últimas décadas, novas possibilidades e oportunidades de inovação, sobretudo nos domínios da publicação, da divulgação e do acesso aos resultados da investigação.

A consciência crescente das limitações e contradições do sistema tradicional de comunicação da ciência, em particular no que diz respeito às restrições ao acesso e uso dos dados da investigação científica, tornou evidente a necessidade de modelos alternativos de disseminação do conhecimento científico.

Nesta conjuntura, surgiu o movimento internacional conhecido por Open Access Initiative (OAI) ou Acesso Livre ao Conhecimento (AL), que encontrou no uso da Web um suporte para a sua consolidação e difusão.

Acesso Livre significa a disponibilização livre na Internet de cópias gratuitas, online, de artigos de revistas científicas avaliados por pares (peer-reviewed), comunicações em conferências, bem como relatórios técnicos, teses e documentos de trabalho.

As iniciativas e os projectos de apoio a este movimento registaram desenvolvimentos significativos nos últimos anos, reforçando a sua visibilidade e afirmação no contexto da acessibilidade e disseminação da informação científica. De entre as principais, destacam-se:

 

a)    A nível internacional:

  • As declarações Budapest Open Access Initiative (BOAI) (Dezembro de 2001), Bethesda Statement on Open Access Publishing (Junho de 2003) e de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades (Outubro de 2003) (particularmente importantes no movimento de acesso livre ao conhecimento, são frequentemente designadas por declarações BBB);
  • A Declaração de Princípios e Plano de Acção aprovada pela Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, promovida pela ONU (2003) (esta declaração contém apoio explícito ao acesso livre à informação científica);
  • As recomendações do Grupo de Trabalho sobre Open Access da European University Association (EUA) (Março de 2008);
  • A OECD Ministerial Declaration on Access to Digital Research Data From Public Funding (2004);
  • As decisões da Comissão Europeia IP/07/190 (2007) e IP/08/1262 (2008).


b)    A nível nacional:

A declaração do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Acesso Livre à literatura científica (2006). Neste documento, o CRUP: i) manifesta o seu apoio e adesão aos princípios do Acesso Livre & literatura científica, subscrevendo, através do seu Presidente, a Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento; i) recomenda a todas as universidades portuguesas que estabeleçam repositórios institucionais onde os seus investigadores depositem a literatura científica e académica que produzem; ii) recomenda a todas as universidades portuguesas que definam políticas institucionais que requeiram aos seus membros o depósito das publicações científicas e académicas que produzam nesses repositórios, disponibilizando-as em Acesso Livre sempre que possível.


Os Repositórios institucionais inserem-se no movimento Acesso Livre à literatura científica. Surgem como uma nova estratégia para as universidades promoverem mudanças no processo de comunicação científica. Definem-se como colecções digitais que armazenam, preservam e divulgam em livre acesso a produção intelectual de comunidades académicas ou científicas.

O Repositório da Universidade de Lisboa é a colecção de documentos que reúne a produção científica da sua comunidade universidade.

Com a criação deste sistema online, a Universidade de Lisboa tem como objectivos:

  • Reunir e organizar de forma sistemática o conjunto da produção intelectual, académica e científica da UL;
  • Divulgar, dar acesso e maior visibilidade à investigação desenvolvida na UL;
  • Melhorar a monitorização, avaliação e gestão das actividades de investigação e de ensino na UL;
  • Promover a valorização e preservação da memória intelectual e cultural desta Universidade.


Assim,

Visando atingir os objectivos estabelecidos,

em concordância com a declaração de Berlim e a declaração Acesso Livre & literatura cientifica do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas,

e no respeito pela legislação em vigor, em particular o Regulamento da Propriedade Intelectual da UL e o Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos,

a Universidade de Lisboa adopta a seguinte Politica de Depósito de Publicações:

 

  1. Os docentes e investigadores da UL devem depositar no Repositório toda a produção cientifica produzida no contexto das suas actividades na UL, como autores ou co-autores. Por produção cientifica entende-se as publicações cientificas, nomeadamente artigos de revistas, comunicações, conferências, relatórios e capítulos de livros, entre outros, bem como livros sempre que haja a devida autorização.
  2. Os centros de investigação, laboratórios associados e departamentos da UL devem garantir a execução da politica de depósito da produção científica a dos seus membros.
  3. Os autores de teses e dissertações aprovadas pela UL são obrigados, conforme a Deliberação n.º 1506/2006, publicada em Diário da República, 2. Série, n.º 209, de 30 de Outubro, a entregar cópia digital do seu trabalho em CD ou DVD, preferencialmente em formato PDF (Portable Document Format), acompanhada de declaração de autorização do depósito da tese ou dissertação no Repositório da UL.


Aproveita-se esta oportunidade para recordar a necessidade de uma correcta filiação institucional (Normas de Afiliação) ULisboa da assinatura dos artigos, seguindo o critério habitual (com as devidas adaptações):

  • Nome do autor;
  • Universidade de Lisboa;
  • Faculdade de XXX;
  • Centro de XXX.


Para correcta execução da política de depósito de publicações acima definida recomenda-se:


Aos autores

  1. A inclusão do texto integral de cada publicação em formato PDF (Portable Document Format) com opção pelo nível de acesso público, sempre que possível, num prazo de seis meses após a data de publicação;
  2. No caso das publicações com revisão, deve ser depositada a versão aceite para publicação após revisão (versão do autor ou versão da editora, de acordo com os contratos de publicação assinados);
  3. Se existirem períodos de embargo, estes devem ser aplicados ao acesso e não ao depósito, isto é, o depósito deverá ser sempre realizado, ficando o documento (texto integral) em acesso restrito e os seus metadados descritivos (título, autores, resumo, referências) em acesso público;
  4. Na impossibilidade de realização de depósito da publicação no Repositório da UL devido a cláusulas contratuais comerciais ou por o seu conteúdo integrar resultados de pesquisas passíveis de serem patenteados, o autor fica desobrigado de o efectuar, tendo de apresentar, para o efeito, justificação assinada pelo Conselho Científico da sua Unidade Orgânica. 


Aos Serviços Administrativos

  1. Assegurar que os autores (doutorandos ou mestrandos) entregam cópia digital do seu trabalho em CD ou DVD, preferencialmente em formato PDF (Portable Document Format);
  2. Assegurar que os autores (doutorandos ou mestrandos) entregam a declaração a autorizar o depósito da sua tese ou dissertação no Repositório da UL devidamente preenchida;
  3. Assegurar a entrega do CD ou DVD e de cópia da declaração mencionada em ii) nos serviços técnicos da biblioteca da sua unidade orgânica.
    Nota: A entrega dos trabalhos finais de conclusão passou a ser entregue exclusivamente em formato digital não editável, de acordo com o Regulamento de Estudos Pós-Graduados da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, publicado em Diário da República, 2.ª série, n.º 4, de 6 de janeiro de 2022.

 

Às Bibliotecas

  1. Garantir a qualidade dos metadados introduzidos pelos autores sempre que procedam ao auto-arquivo de publicações;
  2. A inclusão, no Repositório da UL, dos conteúdos digitais fornecidos nos CD ou DVD das teses e dissertações que lhes forem entregues pelos Serviços Administrativos.

Aprovado pelo Reitor da Universidade de Lisboa, no dia 2 de Junho de 2010

O presente regulamento encontra-se disponível aqui.

 

 

CIÊNCIAVITAE

O CIÊNCIAVITAE, desenvolvido e gerido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), é o sistema nacional de gestão curricular de ciência que agrega num único sítio a informação de forma simples e estruturada.

É fundamental que os investigadores se registem e utilizem esta plataforma para a gestão e promoção do seu curriculum, uma vez que as candidaturas a concursos de projectos da FCT já só permitem a importação de dados da equipa através deste instrumento.

A plataforma utiliza mecanismos de importação e preenchimento automático dos dados curriculares, assegurando o princípio de reutilização da informação, em articulação com o Ciência ID que é um identificador digital único e permanente para todos os cidadãos que desenvolvem atividade científica no ecossistema científico e tecnológico nacional. A plataforma CIÊNCIA ID permite ao utilizador gerir o seu perfil e autenticar-se para aceder a outros sistemas, nomeadamente o CIÊNCIAVITAE.

Consulte aqui o manual de utilizador e outros tutoriais disponibilizados.

 

ORCiD - (Open Researcher and Contributor ID)

ORCiD  é um identificador digital único, gratuito e persistente, que permite distinguir os investigadores (por exemplo, em caso de homónimos ou de nomes semelhantes).  Consiste num código alfanumérico (com formato de 16 dígitos separados em grupos de quatro por hífens: 0000-0000-0000-000X). Este identificador é usado internacionalmente por diversas instituições e plataformas ligadas a informação científica (Web of Science, Scopus, Crossref), grupos editoriais e agências de financiamento.

O ORCiD é disponibilizado por uma plataforma de registo, semelhante a um CV, à qual o utilizador pode associar várias informações em conexão com outras plataformas.

O ORCiD pode e deve ser associado ao seu CIÊNCIAVITAE. A ferramenta de sincronização de dados disponibilizada no CIÊNCIAVITAE permite-lhe sincronizar informação das áreas funcionais “Produções” e “Projetos” com o ORCiD.

Mais informações aqui.