Vasco de Magalhães-Vilhena (1916-1993) foi aluno das Faculdades de Letras de Lisboa e de Coimbra onde se viria a licenciar em Histórico-Filosóficas em 1939. Defendeu, em 12 de Março de 1949, na Sorbonne, a tese de Doutoramento de Estado (Doctorat-ès-Lettres) intitulada Le Problème de Socrate. Le Socrate historique et le Socrate de Platon, e uma tese complementar, intitulada Socrate et la légende platonicienne, tornando-se Docteur-ès-Lettres com a classificação máxima. As duas teses revelam uma enorme erudição, bem como um domínio rigoroso de uma bibliografia monumental, que se vê em grande parte reflectida nos cerca de 8000 títulos que compõem o seu espólio. Heterogénea temporal e linguisticamente, a sua colecção, doada pelo Partido Comunista Português, inclui um número considerável de obras publicadas nos séculos XVIII e XIX e, embora predomine o português, o francês, o alemão, o inglês, o espanhol e o italiano, contempla ainda uma quantidade não desprezável de obras em russo e em búlgaro e algumas em romeno, não faltando o grego antigo e o latim. Integra também um copioso conjunto de obras de história e de filosofia dos séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, bem como abundante material sobre o movimento comunista internacional.
Disse Magalhães-Vilhena em entrevista: «Sempre considerei a cultura universal. Se olhar para a minha biblioteca ou simplesmente para a bibliografia das teses e restantes estudos verá a múltipla proveniência dos livros consultados, o número de línguas utilizadas»
«Sempre considerei a cultura universal. Se olhar para a minha biblioteca ou simplesmente para a bibliografia das teses e restantes estudos verá a múltipla proveniência dos livros consultados, o número de línguas utilizadas»