À Conversa Sobre o Novo Edifício com o Diretor da FLUL

Em preparação para a inauguração do Novo Edifício da FLUL, a Faculdade de Letras conversou com o seu Diretor, Professor Hermenegildo Fernandes.

Todos os detalhes acerca do Novo Edifício podem ser consultados nesta página, que acolhe notícias, testemunhos, particularidades sobre a construção e muito mais.


"[I]nduz uma alteração na forma como vemos o ensino e vemos a investigação. Cria um espaço repousado, relaxado e luminoso – essa ideia de luz que orienta as nossas atividades."

 

P.: Excelentíssimo Senhor Diretor da Faculdade de Letras, Professor Hermenegildo Fernandes, começo por agradecer a sua disponibilidade para a realização desta entrevista. Estamos a poucos dias da inauguração do Novo Edifício de Letras, que servirá toda a comunidade académica da FLUL, procurando responder às suas necessidades atuais.
A Faculdade de Letras estabeleceu-se na Cidade Universitária no final da década de 50, antecipando, até, a conclusão do projeto inicial – que incluía o conjunto arquitetónico das Faculdades de Letras e Direito e o edifício da Reitoria, este último inaugurado em 1961. Ao longos dos últimos anos, a Alameda tem vindo a expandir-se, a Universidade de Lisboa contempla, agora, outros campi para além desta fronteira geográfica, e a própria Faculdade de Letras tem vindo a crescer.
Do ponto de vista científico e cultural, como encara esta contínua ampliação?

R.: Na verdade, é uma ampliação que resulta inicialmente, como referiu, da transferência das primitivas instalações da Faculdade de Letras – primeiro, curso Superior de Letras, depois, Faculdade de Letras, na Academia das Ciências, onde estivemos cerca de 100 anos. Vir ocupar este edifício, em 1958, foi seguramente uma coisa extraordinária. O edifício Pardal Monteiro é um edifício extraordinário, aliás, hoje classificado como Monumento Nacional, e no qual queremos continuar a investir para o renovar e para o recuperar. Pode-se dizer que essa transferência permitiu o grande crescimento que a Faculdade teve durante os anos 60.

Um novo ciclo iniciou-se depois, no final dos anos 90, com a inauguração do edifício da Biblioteca. Esse acrescento foi uma velha ambição concretizada e agora estamos numa fase crucial deste novo ciclo – são ciclos de cerca de 25, 30 anos de renovação – com a inauguração do Novo Edifício. Isso, evidentemente, encontra-se ligado à grande expansão da Universidade de Lisboa – expansão, em grande medida, também resultante da fusão entre a Universidade Técnica de Lisboa e a Universidade dita “Clássica”, portanto, não técnica, onde a Faculdade de Letras estava – o que, evidentemente, criou uma nova dinâmica na Faculdade de Letras e novas necessidades, porque a Faculdade de Letras é, evidentemente, a Escola de Humanidades da maior e melhor classificada universidade do país. Isso cria novas responsabilidades às quais pensamos poder corresponder melhor com a inauguração deste Edifício – uma inauguração há muito aguardada. Isto é, há uns 15 anos fui subdiretor do Professor António Feijó e nesse momento já estávamos quase a começar a construção do Novo Edifício.

Isso não foi possível, portanto, é esta Direção que conseguiu, efetivamente, levá-lo a bom porto, continuando o trabalho da Direção anterior, do Professor Miguel Tamen. Isso cria-nos possibilidades muito significativas, quer do ponto de vista pedagógico, quer do ponto de vista científico.

 

P.: Considerando as salas de aula que o Novo Edifício tornará disponíveis, equipadas com tecnologias atualizadas, bem como a melhoria da acessibilidade e a melhor distribuição dos espaços, pergunto-lhe de que modo é que a nova construção expande, efetivamente, a capacidade pedagógica da Faculdade de Letras.

R.: Essa é fácil de responder porque expande, de facto, muitíssimo. Depois da destruição, e antes da destruição, da suspensão de atividades no dito Pavilhão Novo, (que já era velho, por sinal), tínhamos ficado reduzidos essencialmente ao edifício central, o edifício Pardal Monteiro. A construção do Novo Edifício, com 25 salas de aula, equipado, desde logo, com muito boas condições para a prática docente, e que que permite albergar cerca 1000 alunos em simultâneo. É evidente que corresponde a novas possibilidades e, com espaços que são completamente novos, a ambientes de ensino mais produtivos. E também porque essas aulas se encontram organizadas de forma claustral, isto é, em torno de um pátio central, e as que estão viradas para fora estão viradas também para o arvoredo.

Na verdade, ensina-se em qualquer lado: nas universidades medievais, antes até das universidades, começou se por ensinar nas pontes e, muitas vezes, os alunos ficavam sentados em fardos de palha. Portanto, na verdade, pode-se ensinar em qualquer lado. Mas tanto os professores como os como os alunos têm hoje outras expetativas. E há, muito claramente, um impacto das condições e da habitabilidade dos espaços na forma como podemos ensinar. Portanto, acho que o panorama vai mudar radicalmente, como os novos alunos depressa perceberão.

 

P.: Parte do Edifício receberá diversas tipologias de salas pensadas para os docentes. Em que eixos se sustentou a reorganização funcional dos gabinetes de professores e investigadores?

R.: Esse era um aspeto crucial na vida da Faculdade. Quando cheguei aqui, há quase 40 anos, como um muito jovem assistente estagiário, uma das coisas que comecei imediatamente a ouvir era que não tínhamos gabinetes e, de facto, não havia gabinetes para professores, ao contrário do que havia noutras Escolas, mesmo da Universidade de Lisboa. [Este edifício] não foi pensado assim. Foi pensado com institutos e centros e, portanto, os professores habitavam esses institutos e esses centros. Alguns dos professores tinham gabinetes próprios, mas eram quase sempre gabinetes de função e, portanto, que detinham enquanto detinham os cargos. E assim se mantém até hoje.

O programa que gerou o projeto do Novo Edifício foi desde logo pensado para suprir essa insuficiência. E isso tem a ver com a conceção de que os docentes devem trabalhar na universidade e não, necessariamente, em suas casas, como a minha geração, maioritariamente, fez. Evidentemente, permite uma maior integração com os estudantes e permite, também, uma maior interligação entre o corpo docente e pensar a investigação de forma, talvez, mais diretamente coletiva. E, portanto, o piso superior do Edifício foi pensado para ser ocupado por gabinetes de professores que se encontram, igualmente, padronizados dessa forma claustral em torno daquele pátio central, e vão albergar mais de 160 professores – portanto, uma parte muito significativa. Basicamente, permitem albergar os professores do quadro. Há outros professores na Faculdade, há os leitores e há todo o corpo de investigadores mais flutuante, depois há um pequeno corpo de investigadores do quadro, também. Mas, basicamente, esse piso vai albergar todos os professores do quadro e isso permite mudar radicalmente as condições de trabalho.

As tipologias foram pensadas, no projeto – um projeto que já recebi e que acho, em muitos títulos, exemplar –, para gabinetes mais pequenos, individuais e gabinetes duplos triplos. Não havia nenhuma possibilidade, do ponto de vista financeiro, de produzir só gabinetes individuais, nem sei se seria interessante. Quanto à regra de distribuição dos gabinetes, de que os professores já foram informados, será uma regra simples que tem a ver com a ver com a posição que ocupam na carreira e, portanto, excluindo os que já entrem diretamente nessa última fase, evidentemente, irão mudando de gabinete. A ideia é a de que o gabinete não nos pertence; pertence à Faculdade. É uma coisa que nós ocupamos e, portanto, recusamos um pouco essa ideia da identificação pessoal ao espaço. Embora o gabinete, enquanto lá estamos, é nosso, e disso não há qualquer dúvida. Penso que isso vai mudar a relação que os professores têm com a Faculdade. E, seguramente, as gerações que estão a entrar agora – há uma grande renovação do quadro – vão entrar diretamente para este regime e, portanto, vão perceber os benefícios de poderem libertar uma parte da sua casa e de poderem trabalhar de forma concentrada num ambiente que foi desenhado para o trabalho e o estudo.

E é por isso que há uma separação funcional entre a zona de ensino, a zona das aulas, e a zona dos gabinetes em cima. Não há aulas em cima, nem há gabinetes em baixo. Isso é importante. Mas permite, também, receber alunos, por exemplo; não era imediato onde se podia fazer isso e agora vai poder ocorrer nesses espaços. Portanto, vai haver alunos em circulação, mas são alunos que querem dirigir-se a um professor determinado para, por exemplo, ter uma tutoria, mas não é um espaço de circulação de aulas. Portanto, isso permite uma certa concentração e as pessoas podem escrever, podem fazer coisas na Faculdade que não faziam, necessariamente, antes.

 

“[H]á, muito claramente, um impacto das condições e da habitabilidade dos espaços na forma como podemos ensinar. Portanto, acho que o panorama vai mudar radicalmente, como os novos alunos depressa perceberão.”

 

P.: Em 2025, a Biblioteca da Faculdade de Letras celebrou o 25.º aniversário do seu novo edifício. Agora, em virtude da requalificação do edifício principal da Faculdade, possível apenas pela obra que em breve se inaugura, os espaços que tinham sido cedidos pela Biblioteca ser-lhe-ão integralmente devolvidos. De que modo prevê a valorização dos seus serviços, bem como a sua centralidade pedagógica e científica?

R.: Este aspeto é também muito importante. O aspeto da Biblioteca, aliás, fazia parte do meu programa. Havia uma espécie de slogan no programa – A Biblioteca para a Biblioteca –, ou seja, o edifício da Biblioteca para a Biblioteca, porque o edifício foi criado pela Biblioteca, mas uma parte dele foi imediatamente dedicado – devido a necessidades evidentes de expansão aqui no Edifício Pardal Monteiro e a intensificação das atividades dos centros de investigação – uma ala desse edifício, na área que noutros lugares de depósito ou a área técnica, foi entregue aos centros de investigação. Já sabendo que o Edifício ia ser construído, aliás, começou a ser construído no verão do ano em que tomei posse, coloquei no programa essa reorganização funcional.

Portanto, no edifício Pardal Monteiro ficam todos os centros de investigação e parte das aulas, uma parte muito substantiva das aulas que não cabem, evidentemente, no Edifício Novo, e os serviços, a estrutura diretiva, etc. E também os espaços áulicos, os espaços de representação do Conselho Fiscal e do Conselho Científico, de representação e de função, e as coisas que vão ser reestruturadas: a sala da antiga Biblioteca, que vai ser recuperada, será uma espécie de aula magna, a sala de exposições, que vai ser devolvida ao seu uso primitivo, aquele para a qual foi construída, e a construção de uma nova sala de atos. O edifício Pardal Monteiro continua a ser o coração da Faculdade. Os professores e uma parte das aulas ficam no Novo Edifício, que já tem nome, mas não vou dizer já qual é. A Biblioteca fica na Biblioteca, com exceção das salas que tinham sido preparadas, por um dos meus antecessores, para serem salas de congressos, porque tudo aquilo é um investimento excelente e muito funcional. Portanto, vamos manter isso. Com exceção disso, tudo o resto será Biblioteca.

O que é que isso permite? Permite, em grande medida, ampliar o espaço de depósitos. Esses espaços de depósitos a mais é crucial, porque nós estamos, neste momento, com cerca de 1 milhão de volumes que tem crescido muito e muito bem. Ou seja, não são volumes quaisquer. São coleções muito importantes que temos incorporado, aquisições que fizemos, mas, sobretudo doações. Tivemos doações extraordinárias. E há uma atividade esfuziante na Biblioteca sob a direção do Professor José Pedro Serra e, portanto, a criação de um novo espaço de depósitos vai libertar outras coisas na Biblioteca, vai torná-la muito mais funcional e permitirá abrir uma fase que, esperamos, possa arrancar daqui a alguns anos, que será uma fase de beneficiação e restauro da própria Biblioteca, visto que o edifício, que comemorou agora 25 anos, é, na verdade, de 1998. Esteve algum tempo sem ser inaugurado e já necessita de algumas atualizações. Mas é um espaço muito importante para os professores e para os alunos. E, aliás, vêm alunos de outras faculdades estudar para a Biblioteca da Faculdade de Letras, por vezes mesmo disputando lugares.

É um sítio muito emblemático da vida da Faculdade. A Faculdade, no fundo, será uma Faculdade multinuclear. O coração é aqui, mas ficamos com uma espécie de pequeno campus, que não é tão pequeno assim. Um pequeno campus dentro do campus. E a Biblioteca, numa Faculdade de Letras, e apesar dos recursos digitais, tem, evidentemente, que manter um papel primordial.

 

P.: Prevê que a nova distribuição dos centros de investigação possibilite melhores condições de trabalho e de colaboração?

R.: Os centros de investigação vão, seguramente, ocupar parte dos espaços dos antigos departamentos e espaços que eram, na verdade, adaptados a gabinetes; não eram bem gabinetes de origem, mas eram adaptados a gabinetes. Estamos a fazer e vamos fazer um investimento nessa adaptação. E isso terá de ter em vista que os investigadores, que não são investigadores permanentes de carreira, e que são uma parte muito significativa das atividades dos centros, vão continuar neste edifício Pardal Monteiro e, portanto, vão continuar nos centros. Além dos secretariados e do gabinete do diretor de cada centro... Os secretariados são também cruciais. A Faculdade tem um técnico superior em cada um dos centros, pago pela Faculdade e, portanto, uma parte importante do pulsar da atividade dos centros passa-se nas instalações dos próprios centros.

E, portanto, do meu ponto de vista, é crucial que esses centros estejam mais próximos uns dos outros, que não estejam tão dispersos por dois edifícios, às vezes com vários polos, cada um a tentar uma medida de racionalização do espaço. E está previsto, também, que uma parte das instalações que, provavelmente, não vamos necessitar de utilizar e que serviam para aulas do ICLP, possam servir para uma incubadora de projetos dos centros, um espaço partilhado por todos os centros. Portanto, quem tiver um projeto financiado vai ter ali um espaço e isso é muito importante para criar cultura de investigação conjunta, sendo que, evidentemente, muitos dos centros fazem coisas que se cruzam com os outros.

E é vital, também, que os centros estejam no edifício Pardal Monteiro, porque isso reflete a visão que nós temos da centralidade da investigação na vida da instituição, e, em certo sentido, do carácter inseparável da investigação e do ensino. É assim que nós vemos a investigação na Universidade. 

 

“A Faculdade, no fundo, será uma Faculdade multinuclear. O coração é aqui, mas ficamos com uma espécie de pequeno campus, que não é tão pequeno assim. Um pequeno campus dentro do campus.”

 

P.: Pedir-lhe-ia que considerasse o impacto que esta obra terá na vida dos estudantes, porventura não só os de Letras, nomeadamente no que diz respeito ao maior equilíbrio de horários e ao arejamento do edifício Pardal Monteiro. Contribuirá esta nova construção para uma Faculdade mais saudável e mais dinâmica?

R.: Eu estou seguro de que sim. Estou absolutamente seguro de que sim. Em primeiro lugar, do ponto de vista da circulação dos estudantes, creio que é óbvio. O Edifício é, evidentemente, para os estudantes de Letras, primeiramente, mas está aberto a toda a comunidade. A libertação que faz dos espaços permite, também, que a renovação em curso – que já começou em anteriores direções, sublinho isso – do edifício Pardal Monteiro – falo em obras que procuram repor a identidade do edifício, quer começaram pelo menos há três direções atrás, não em obras que se fizeram nos anos 80 ou 90, que destruíam a identidade do edifício – vão, evidentemente abrir o edifício Pardal Monteiro à comunidade. Estou a pensar, por exemplo, na importância da abertura da sala de exposições. A sala de exposições é suposto que apresente um novo espaço expositivo à cidade de Lisboa. É um espaço que, evidentemente, pode ser usufruído pelos estudantes. Propus também à Associação de Estudantes que, do ponto de vista dos grupos de teatro, rentabilizassem o chamado Pátio Grego, que é, na verdade, um teatro. Isso já começou. Portanto, é a ideia de que os estudantes possam usufruir do edifício.

A grande arquitetura é uma espécie de obra de arte habitável e nós normalmente não nos damos conta disso. E nós, aqui, estamos, claramente, diante um exemplo de grande arquitetura, a respeito do edifício Pardal Monteiro. E quanto mais anos passam sobre o momento em que entrei aqui pela primeira vez mais me convenço que tenho um privilégio extraordinário, eu e toda a comunidade, em trabalharmos neste espaço, que é um espaço luminoso, desenhado há 70 anos atrás, mas que não perdeu a atualidade. É um espaço completamente contemporâneo e, nesse sentido, é o clássico-contemporâneo de que eu falo tantas vezes.


E o Novo Edifício dialoga... A escolha do projeto foi muito bem feita bem como os projetistas. A equipa de arquitetos que o fizeram foi extraordinária, a Arquiteta Manuela Oliveira e o Arquiteto Bruno Pereira foram os líderes da equipa e fizeram, realmente, um trabalho extraordinário de diálogo entre os dois edifícios. No Novo Edifício respira-se muito o mesmo ambiente. Enfim, é um edifício do século XXI, mas respira-se muito o mesmo ambiente. E a ideia é que isto induz uma alteração na forma como vemos o ensino e vemos a investigação. Cria um espaço repousado, relaxado e luminoso – essa ideia de luz que orienta as nossas atividades. E isso está em linha com as coisas mais contemporâneas: a ideia de que temos de ter qualidade de vida, que não podemos ensinar em fardos de palha. Temos de usufruir dos espaços.

Esse é o principal contributo e é também um desafio para toda a comunidade – professores, funcionários não-docentes e alunos: conseguirem perceber a possibilidade que nos está a ser dada neste momento e usufruirmos desta possibilidade. 

 

P.: Para terminar, gostaria de acrescentar algo acerca do Novo Edifício?

R.: Não quero acrescentar nada. Quero dizer... Porque eu já disse bastantes coisas. Quero dizer apenas que estou perfeitamente consciente, individualmente, que tenho a grande sorte de ser o Diretor que o construiu, e por isso tenho de agradecer à Direção anterior, liderada pelo Professor Miguel Tamen, que o promoveu, pelo que isto é, em certo sentido, um trabalho colaborativo – uma Direção promoveu a obra, a outra Direção executou-a. E também às Direções anteriores, que se lançaram nesse caminho. A Direção anterior, do Professor Paulo Alberto e a anterior ainda, de que eu fui subdiretor, do Professor António Feijó. Portanto, enquanto indivíduo, estou ciente do privilégio que tive.

E à comunidade queria dizer que é um desafio para nós. É um desafio diferente do da Biblioteca, porque o edifício da Biblioteca era um sítio onde podíamos ir. Mas aqui é um sítio onde vamos viver. E, portanto, queria dizer à comunidade, alunos e professores, que aproveitem esta extraordinária possibilidade, que a combinação de variáveis – a conjuntura do PRR, a conjunção de vontades políticas da Reitoria, e a atuação do Senhor Reitor e de toda a sua equipa foram muito importantes, das Direções da Faculdade de Letras... Tudo isto, tudo o que este feliz alinhamento astral, digamos assim, permitiu concretizar.

Temos de aproveitar o Edifício e temos de estar conscientes que esta possibilidade não se repetirá, seguramente, durante esta geração. E talvez não seja necessário. O que é necessário é efetivamente repensarmos a Faculdade, agora a uma escala maior, que sempre foi a sua.

 

 

 


Esta entrevista faz parte de um conjunto de conversas com os principais envolvidos na conceção e desenvolvimento do Novo Edifício da Faculdade de Letras da ULisboa, publicadas no website da FLUL e nas suas redes sociais.

A entrevista em vídeo está também disponível na página de Youtube da FLUL.

 

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A obra do Novo Edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (recuperarportugal.gov.pt), no âmbito do projeto Impulso Adulto e Jovem STEAM.