O Programa em Crítica Textual foi fundado em 2008, por iniciativa de João Dionísio, e funciona de forma ininterrupta desde então, formando Mestres e Doutores cujos interesses se multiplicam pelas diversas áreas do pensamento relacionadas com a edição de textos antigos e modernos, literários e não literários.
O ensino da Filologia e da Crítica Textual na Faculdade de Letras decorria já, porém, em período muito anterior, o que possibilitou de resto a própria existência do Programa em Crítica Textual. A nossa história começou, portanto, muito antes da formalização do Programa, em 2008. Vários separadores desta página (História; Antigos Professores; Antigos alunos) serão em breve dedicados à memória de um magistério na FLUL a que o Programa em Crítica Textual dá continuidade.
Os estudantes procuram-nos por reconhecerem a solidez dos nossos programas e o prestígio do nosso corpo docente. Também porque somos o único Programa de estudos pós-graduados do País sobre edição de textos a incluir, nos seus planos de estudos, reflexão e prática sobre texto antigo, além de texto moderno. Esta combinação, que exige competências específicas do corpo docente, permite valorizar distintivamente o curriculum dos nossos estudantes, quer eles pretendam seguir um percurso académico, quer prefiram optar por um percurso profissional.
Somos igualmente procurados por quem, num mundo onde o trabalho previsível vai sendo, ou será em breve, substituído por IA, pretende desafiar-se e evoluir através do pensamento científico e da prática orientada por métodos criticamente definidos, que visam a criação de conhecimento. Por quem se preocupa com os meios de autenticação de autoria humana, no mundo que se avizinha.
O Programa em Crítica Textual acolhe com entusiasmo estudantes que tenham já em mente o desenvolvimento de um projeto filológico ou especificamente de edição de texto, e que tenham preparação prévia na área da Crítica Textual.
Recebe com o mesmo entusiasmo aqueles que, tendo formação superior noutra área, demonstrem interesse por desbravar caminho na Crítica Textual e vontade em fazê-lo. Não nos faltam exemplos de sucesso com estudantes chegados de outras áreas do conhecimento a quem devemos a multiplicação de pontos de vista e o enriquecimento dos diálogos.
Mestrado em Crítica Textual
O Mestrado em Crítica Textual prepara especialistas em edições complexas de textos literários e não literários, em suporte de papel ou em suporte digital. Os nossos mestres são recursos preciosos em qualquer organização que se dedique à publicação de edições académicas e científicas (estudos, edições acompanhadas de estudos e/ou de anotações, edições digitais, revistas indexadas, projetos científicos e outros equivalentes) e ao tratamento dos materiais necessários à edição e ao estudo (manuscritos, livros anotados etc.) dos textos. O Mestrado em Crítica Textual permite assim igualmente adquirir competência para avaliar as edições disponibilizadas pelo mercado editorial e fazer recomendações sobre as melhores edições, com base em critérios objetivos e na experiência, quer no âmbito dos média, quer em instituições públicas e privadas.
O Mestrado, centrado na área científica de Línguas e Ciências Filológicas, permite uma escolha entre o ramo científico (a concluir com a apresentação e defesa de uma dissertação) e o ramo profissionalizante (a concluir com a realização de um estágio e a apresentação e defesa de um relatório de estágio).
Para a realização de estágios, apoiamo-nos num protocolo com a Imprensa Nacional, com o Serviço de Edições da Biblioteca Nacional e com a Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Incentivamos e apoiamos também os nossos estudantes na identificação de outras editoras onde desejem estagiar e com as quais possamos estabelecer protocolos de colaboração para a realização de estágios.
Plano de Estudos
1.º ano (S1 e S2): curso de especialização
História da Crítica Textual | Produção de Textos | Transmissão de Textos |Tópicos de Crítica Textual I | Tópicos de Crítica Textual II
2.º ano (S3 e S4): investigação e redação do trabalho final
Ramo científico: Seminário de Orientação | Opção livre (12 ECTS) | Dissertação
Ramo profissionalizante: Seminário de Orientação | Opção livre (12 ECTS) | Estágio e Relatório de estágio
Créditos totais: 120 ECTS
Duração total: quatro semestres
Informação Útil
Vagas: 10 | Acreditação A3ES: com acreditação em 2022 por seis anos | Registo em vigor na DGES | Horário: Diurno | Regulamento do Mestrado em Crítica Textual
Contacto: MA-critica.textual@letras.ulisboa.pt
Doutoramento em Crítica Textual
O Doutoramento em Crítica Textual visa o pensamento sobre os fenómenos da criação de quaisquer textos literários e não literários, assim como os fenómenos da transmissão de textos, desde época antiga ou desde época mais recente. Abrange igualmente as diversas práticas de edição (incluindo a digital) e o pensamento sobre estas práticas, que permitem o progresso do conhecimento, não só sobre os textos editados, mas também sobre a ciência da edição.
O curso tem início com a frequência de seminários (dois obrigatórios e três opcionais) durante quatro semestres (120 ECTS). Seguem-se dois semestres de investigação autónoma e redação de uma dissertação de doutoramento inédita e original, sob orientação de um ou mais professores (60 ECTS).
A frequência dos seminários pode ser substituída pela participação em projetos de investigação reconhecidos pela Comissão Científica do Programa em Critica Textual ou por um plano de trabalhos sob supervisão, igualmente reconhecido pela mesma Comissão.
Plano de Estudos
1.º ano (S1 e S2): curso de doutoramento
Tópicos Avançados em Crítica Textual I | Tópicos Avançados em Crítica Textual II | Opções (60 ECTS) Veja a oferta letiva atual aqui.
2.º ano (S3 e S4): investigação orientada
Seminário de Orientação I (30 ECTS) | Seminário de Orientação II (30 ECTS)
3.º ano (S5 e S6): tese
Investigação e redação (60 ECTS)
Créditos totais: 180 ECTS
Duração total: seis semestres
Informação Útil
Vagas: 8 | Horário: diurno | Regulamento do Doutoramento em Crítica Textual
Contacto: MA-critica.textual@letras.ulisboa.pt
Professores
Ângela CorreiaDiretora do Programa em Crítica Textual |
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Professora Associada da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, e investigadora do Centro de Linguística da mesma Universidade. Publicou dois ensaios sobre a lírica dos trovadores galego-portugueses, que incluem a edição crítica de sátiras e cantigas de amor: Ama. A Importância de um nome no conhecimento dos Trovadores Galego-Portugueses (Bibliotrónica Portuguesa, 2017) e O Outro Nome de «Don Estevan». Oito Sátiras relacionadas com Sancho II de Portugal (Biblioteca Nacional, 2021), área de estudos a que dedicou diversa bibliografia. Editou criticamente seis romances e dois dramas de Camilo Castelo Branco (Imprensa Nacional, 2013-2023), e duas obras de crítica literária de Vitorino Nemésio (Imprensa Nacional, 2019). Defendeu, em 2001, uma tese de doutoramento sobre as cantigas de amor do trovador português Joam Soares Coelho. |
João Dionísio |
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Professor Catedrático da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, e investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. Publicou recentemente uma nova edição crítica de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett (Imprensa Nacional, 2022), e de O Labirinto da Saudade e outros ensaios sobre a cultura portuguesa, de Eduardo Lourenço (Fundação Calouste Gulbenkian, 2023). Dele também saíram nos últimos anos Os Livros de M. S. Lourenço (FLUL/Imprensa Nacional, 2023) e Doença Bibliográfica, sobre espólios e edições de autores modernos (Imprensa Nacional, 2021). Apresentou, em 2001, uma tese de doutoramento sobre a influência de João Cassiano no Leal Conselheiro, de D. Duarte. |
Cristina Sobral |
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Professora Associada com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutora em Literatura Portuguesa pela mesma Faculdade. Investigadora do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. Diretora da Cátedra Camilo Castelo Branco. Colaboradora da BITAGAP (Bibliografia de Textos Antigos Galegos e Portugueses), da Universidade da Califórnia. Coordenadora do Corpus de Textos Antigos em Português até 1525. Editora crítica de textos antigos portugueses: Flos Sanctorum de 1513; Primeira Crónica dos Lóios, de Paulo de Portalegre. Editora crítica de romances de Camilo Castelo Branco. Autora de diversos estudos sobre as tradições textuais (manuscritas e impressas) de textos hagiográficos medievais e modernos e sobre os processos de escrita camiliano e queirosiano. |
Fernando Brissos |
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Professor auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tem lecionado disciplinas no âmbito da linguística histórica, da crítica textual e da linguística portuguesa. Investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, do Linguistik Zentrum Zürich [Centro de Linguística da Universidade de Zurique], do Grupo de Pesquisa em Dialetologia e Geolinguística da Universidade de São Paulo e do Grupo de Pesquisa Sociogeolinguística da Universidade Federal de Uberlândia. Doutor em Linguística Portuguesa, especialidade de Linguística Histórica, pela Universidade de Lisboa, onde também fez um pós-doutoramento sobre metodologias inovadoras aplicadas à variação linguística. Foi docente de Estudos Portugueses da Universidade de Zurique e diretor da Cátedra Carlos de Oliveira do Instituto Camões/Universidade de Zurique. Tem proferido conferências em vários países e publicado estudos nos domínios da linguística histórica (incluindo dialetologia) e da crítica textual. Igualmente tem orientado alunos nesses domínios em instituições de vários países. |
Nuno Medeiros |
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Professor Auxiliar da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, e investigador do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colaborando ainda com o Centro de História da Universidade de Lisboa e o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Doutor em Sociologia da Cultura, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com uma tese sobre a edição para o grande consumo no Portugal contemporâneo, estudando o caso da editora portuguesa Romano Torres, ativa entre 1885-1886 e 1990. A sua área de especialização principal é o estudo social e histórico da cultura e comunicação escritas, impressas e digitais, bem como da edição de livros e da sua circulação, em Portugal e no Brasil. Recentemente, publicou Livro, Trânsitos e Inovações: Configurações Culturais, Históricas e Sociais da Edição (2024). No prelo encontra-se O Livro em Questão: Ensaios Sobre a Edição e o Editor. |
Elena Lombardo |
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Professora Auxiliar Convidada da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Linguística da mesma instituição (Grupo de Filologia). Doutorada em Crítica Textual pela Universidade de Lisboa, com uma tese dedicada à tradição manuscrita e à edição digital da Crónica do Xarife Mulei Mahamet e d'el-Rey D. Sebastião. Desenvolve investigação em Filologia Digital, centrando-se na edição filológica digital de textos portugueses, com destaque para as crónicas dos séculos XV a XVIII. Coordena o Projeto "Sebástica Manuscrita" e a iniciativa "Do pergaminho ao computador: editar manuscritos na Era digital". |
Seminários
História da Crítica Textual
(12 ECTS, S1, 2.ª, 14-18, João Dionísio)
A história da crítica textual é a história dos modos como se fazem e se apresentam edições de texto baseadas directamente em testemunhos. Estes modos têm sido múltiplos ao longo do tempo, mas convergem em torno de duas ideias aparentemente antagónicas: a síntese e a análise. O programa deste seminário procura, primeiro, explorar as ideias de síntese e de análise com base nas propostas de Karl Lachmann e de Joseph Bédier; e, depois, observar reflexos dessa tensão na edição da Crónica Geral de Espanha de 1344 elaborada por Lindley Cintra.
Transmissão de Textos
(12 ECTS, S1, 4.ª, 14-18, Ângela Correia)
A operação de emenda, durante o processo de edição de textos cujos autores já desapareceram, há mais ou menos tempo, é das mais exigentes em fundamentação e enquadramento. Cada caso, consideradas todas as circunstâncias de criação, de publicação, de transmissão do texto, pode exigir ponderação específica e resposta própria. A transmissão do conto «Tanta Gente Mariana», de Maria Judite de Carvalho, levanta a questão da resposta adequada a diferentes tipos de erros de autor. A edição crítica do romance camiliano Carlota Ângela é uma lição sobre como a condição de texto inacabado constitui um freio no processo de emenda. A edição crítica de cantigas trovadorescas, como a de Ai flores, ai flores do verde pino, de D. Dinis, revela-se um importante e repetido alerta para que a emenda se deve manter a salvo de expetativas. A prática regular de edição crítica e, portanto, de emenda, precedida de ponderação, seguida de fundamentação, constituirá experiência importante para os estudantes.
Produção de Textos
(12 ECTS, S1, 3.ª, 14-18, Cristina Sobral)
Depois da morte de um autor, a sua obra não será mais alterada, a não ser, em condições estudadas em Transmissão de Textos, por entidades que lhe são alheias. Até ao momento da morte do autor, existe sempre a possibilidade de alteração do texto por sua vontade, documentada em diferentes tipos de testemunhos. Este seminário estuda o processo de criação literária documentado em testemunhos sobre os quais incidiu, em graus diferentes, a vontade do autor, com destaque para os testemunhos autógrafos, manuscritos ou dactiloescritos. Procura questionar e definir conceitos usados pela crítica genética para o estudo dos processos de escrita, sem esquecer que estes processos são complexos e que se relacionam com processos de transmissão, permitindo-nos refletir, de forma mais global, sobre a escrita enquanto catividade intelectual. Para este estudo serão consideradas obras de Camilo Castelo Branco ou de outros autores, das quais disponhamos de testemunhos autógrafos, e que nos permitam praticar dois tipos de edição, a genética e a crítica.
Tópicos de Crítica Textual – Edição de Original
(12 ECTS, Ângela Correia – Este seminário não abrirá em 2026-27)
A edição de um texto original implica a relação de um editor com um autor vivo (romancista, ensaísta, investigador, poeta, tradutor, técnico...). Nesta relação, a articulação entre editor e autor assenta no pressuposto de que há papéis exclusivos desempenhados no palco do mesmo texto, mas também que o editor exerce uma influência de contornos mais ou menos definidos sobre o autor. Refletir sobre os limites desta influência, os modos de a exercer, as ferramentas tecnológicas e retóricas que se podem usar, os processos e as fases por que passa (ou pode passar) permite tomar consciência de como agilizar as interações de editor e autor. Durante o trabalho de edição, as propostas de intervenção do editor podem ter natureza estrutural, e podem relacionar-se com a consistência, a correção ou a elevação de estilo; quer se apoiem num livro de estilo institucional, quer tal livro não exista ou não tenha sido formalizado. Praticar a intervenção sobre textos, em todas estas vertentes, no pressuposto do diálogo com um autor, que terá a última palavra sobre o seu texto, é importante para assegurar uma experiência mais profícua.
Tópicos de Crítica Textual I: O Cânone Linguístico
(12 ECTS, S2, 4.ª, 14-18, Fernando Brissos)
Só podemos editar cabalmente textos de outras épocas se soubermos a história da língua ou línguas respetivas. Por outro lado, só podemos estudar a história de línguas com longa tradição escrita, como o português, se soubermos explorar os respetivos testemunhos textuais. Este seminário proporciona formação avançada no domínio da linguística histórica, mais concretamente da história do português, para o estudante de Crítica Textual, que tem questões e problemas específicos. Os alunos aprendem, sempre em ambiente prático e com recurso a documentos medievais e modernos, as respostas a questões como: que português começa a ser escrito no século XIII? Que português é levado, nas naus dos Descobrimentos, para fora da Europa? Como se consegue responder a questões como estas a partir da análise de textos que foram escritos, em contextos fundamentalmente desconhecidos, por pessoas que [também?] não conhecemos? A interdisciplinaridade, característica nuclear da Crítica Textual, forma parte integrante do programa, na medida em que estabeleceremos pontes para outros ramos do conhecimento (sobretudo a história, a cultura e a literatura).
Tópicos de Crítica Textual I: Edição e editores: a construção da cultura escrita
(12 ECTS, S2, 5.ª, 16-20, Nuno Medeiros)
Neste seminário estudar-se-á a edição de livros em âmbito contemporâneo, procurando compreender os fenómenos e os processos editoriais como gestos sociais de produção cultural com as suas particularidades, envolvendo ligações de natureza múltipla, lógicas variadas e inscrições diversas, a partir de práticas e intenções corporizadas por uma vasta gama de indivíduos e entidades coletivas. O propósito fundamental é, assim, contribuir para o aprofundamento e a pluralidade dos olhares de natureza sistemática e crítica que analisem a produção cultural editada e posta a circular (nas suas formas impressa, eletrónico-digital, áudio ou outra), com vista à construção social da cultura escrita, enquanto processo central na modernidade.
Tópicos de Crítica Textual II: Edição Digital
(12 ECTS, S2, 3.ª, 9-13, Elena Lombardo)
Como editar um texto em plena era digital? Qual o lugar e a função da Crítica Textual num contexto marcado pela aceleração tecnológica? Que transformações trouxe o digital aos conhecimentos e aos métodos desta disciplina? O presente seminário propõe uma reflexão crítica em torno destas questões, a partir da prática de preparação de edições filológicas digitais. O programa acompanha todas as fases do processo editorial: desde o planeamento da edição, à codificação do texto em XML-TEI, até à conceção de interfaces de leitura/utilização. Ao longo do seminário, os participantes terão a oportunidade de trabalhar com textos diversos: antigos e recentes, em prosa e em verso, que permaneceram manuscritos e que chegaram a ser impressos, conservados em cópias de terceiros ou em documentos redigidos pelo/a próprio/a autor(a) – por exemplo, autógrafos de Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa e Eça de Queirós, manuscritos inéditos da Crónica de D. Sebastião, atribuída a Fr. Bernardo da Cruz (século XVI), excertos dos Contos e Histórias de Proveito e Exemplo, de Gonçalo Fernandes Trancoso, e de Os Lusíadas, de Luís de Camões.
Teses
Últimas teses defendidas
Doutoramento
- 2025, Ana Sonsino, Tipografia e Transmissão Textual: de Trois Vertus a Espelho de Cristina (http://hdl.handle.net/10400.5/116942)
- 2025, Elena Lombardo, A Crónica do Xarife Mulei Mahamet e d’el-Rey D. Sebastião : edição e estudo
(https://repositorio.ulisboa.pt/handle/10400.5/99096) - 2023, Carlotta Defenu, Génese e Reescrita da poesia ortónima de Fernando Pessoa (http://hdl.handle.net/10451/58423)
- 2022, Teresa Filipe, Edição digital e estudo da marginália de Fernando Pessoa (http://hdl.handle.net/10451/57880)
- 2022, Edna Soares, Variantes Bibliográficas e Textuais na obra de Vasconcelos Maia (http://hdl.handle.net/10451/53515)
- 2022, Alexandre Dias Pinto, History of Portugal, de Robert Southey: Estudo e Edição Genética Parcial (http://hdl.handle.net/10451/55803)
- 2017, Carlota Pimenta, O processo de escrita camiliano em Novelos do Minho. Análise genética (http://hdl.handle.net/10451/27982)
Mestrado
- 2026, Maria Boavida Martins, O Cancioneiro de Martim Peres Alvim. Edição Crítica e Estudo
- 2024, Ana Rita Rafael, As cores de Ruben A.: O Processo de Escrita de «Verde» e «Pardos» (https://repositorio.ulisboa.pt/handle/10400.5/99455)
- 2024, Vânia Cristina Carvalheiro Mendes, Estudo Genético dos Opúsculos de José Leite de Vasconcelos (http://hdl.handle.net/10451/64273)
- 2024, Ana Matilde Gomes de Jesus Pereira, A outra margem. O E-Book e a Transformação do Livro (http://hdl.handle.net/10451/65056)
- 2023, Maria Manuel Cabral, Génese textual da adaptação dramática do conto O Suave Milagre (http://hdl.handle.net/10451/57163)
- 2023, Inês Hortas Marques, Diversidade e unidade textual na tradição editorial portuguesa (http://hdl.handle.net/10451/59740)
- 2022, Telmo Fonte, Editar e publicar uma obra académico-científica em Portugal. A edição da dissertação de mestrado Existiu uma escrita manuelina? Estudo paleográfico da produção gráfica de escrivães da corte régia portuguesa (1490-1530), de Teresa Coelho (http://hdl.handle.net/10451/56316)
- 2022, Filipa Perdigão, Espólio de José Leite de Vasconcelos Corpus Linguístico: o «Dialeto Brasileiro» (http://hdl.handle.net/10451/51644)
- 2021, Maria Inês Bico, Espelho da Cruz: tradição, transmissão e tradução (http://hdl.handle.net/10451/48933)
- 2021, Andresa Fresta Marques, Entre a Versão e a Variante: Casos Exemplares de Entremezes Portugueses dos Séculos XVII E XVIII Edição e Estudo (http://hdl.handle.net/10451/50727)
- 2018, Marta Louro Cruz, A Vida de Santa Senhorinha de Basto em português: estudo estemático e linguístico (http://hdl.handle.net/10451/34477)
- 2018, Maria Helena Sardinha, Correspondência de Luiz Pacheco com Luís Amaro (http://hdl.handle.net/10451/33906)
- 2017, Raquel Oliveira, Edição Crítica das Memórias do Cárcere de Camilo Castelo Branco (http://hdl.handle.net/10451/27200)
- 2017, Leticia Guimarães Martins, A génese do caderno 11 de Carolina Maria de Jesus (http://hdl.handle.net/10451/30400)
- 2017, Filipa Beça, O Espólio de Leite de Vasconcelos. O Pacote D18 (http://hdl.handle.net/10451/29962)
- 2017, Alda Cardoso, Relatório final de estágio de mestrado na área de revisão editorial (http://hdl.handle.net/10451/26303)
- 2016, Filipa Rodrigues, Relatório de Estágio na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (http://hdl.handle.net/10451/24561)
- 2015, Patrícia Franco, Introdução ao estudo genético de Duplo Passeio, de Teixeira de Pascoaes (http://hdl.handle.net/10451/23338)
- 2015, Joana Fernandes, Uma selecta de textos alemães traduzidos por João Félix Pereira: estudo e edição genética (http://hdl.handle.net/10451/24516)
- 2015, Andreia Querido, O cancioneiro de Airas Engeitado, trovador (http://hdl.handle.net/10451/24153)
- 2015, Ana Sonsino, A espada de Alexandre, de Camilo Castelo Branco: polémica origem e invulgar génese de um texto polémico e invulgar (http://hdl.handle.net/10451/24500)
- 2013, Jessica Firmino, A gênese de uma tradução de Camilo Castelo Branco: História de Gabriel Malagrida (http://hdl.handle.net/10451/10142)
Entrevistas sobre Edição
Um diálogo aberto sobre edição, nos mais diversos ângulos. Organização: Ângela Correia, Inês Hortas Marques, Vânia Carvalheiro.
30 de abril de 2026
A edição académica, com Justine McConnell, King's College London
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Convidada
Justine McConnell. Prior to coming to King’s College in 2016, Justine was a Leverhulme Early Career Fellow at the University of Oxford, researching contemporary African, Caribbean, and ancient Greek poetics. She had previously held postdoctoral fellowships at Northwestern University in Illinois and at the Archive of Performances of Greek and Roman Drama (APGRD) at Oxford. She has a BA in Classics from Cambridge, an MPhil in English Literature from Bristol, and a PhD from Royal Holloway, University of London. She is the author of Black Odysseys: The Homeric Odyssey in the African Diaspora since 1939 (OUP, 2013), Performing Epic or Telling Tales (co-authored with Fiona Macintosh; OUP, 2020), and Derek Walcott and the Creation of a Classical Caribbean (Bloomsbury, 2023). She has also co-edited four volumes: Ancient Slavery and Abolition: From Hobbes to Hollywood (OUP, 2011), The Oxford Handbook of Greek Drama in the Americas (OUP, 2015), Ancient Greek Myth in World Fiction since 1989 (Bloomsbury, 2016), and Epic Performances from the Middle Ages into the Twenty-First Century (OUP, 2018).
Responsáveis pela condução da entrevista
Nuno Medeiros é professor no Programa em Cultura e Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e docente da área de Literaturas, Artes e Culturas e do Departamento de História. É graduado em Sociologia, mestre em Sociologia Histórica e doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade Nova de Lisboa. É investigador integrado do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colaborando ainda com o Centro de História da Universidade de Lisboa, o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Estudos em Teorias da História e Historiografias da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Tem-se especializado no estudo sociológico e histórico do livro, da edição, da livraria, da leitura e da cultura e comunicação impressas e digitais.
Inês de Sá frequenta o último ano da Licenciatura em Línguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ao longo do seu percurso académico, tem manifestado especial interesse pela área da crítica textual e edição de texto, pelo que prepara a sua candidatura ao Mestrado em Crítica Textual oferecido pelo Programa em Crítica Textual da FLUL.
3 de novembro de 2025
Entrevista a Hernando Cabarcas, editor e investigador
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Convidado
Hernando Cabarcas, investigador e editor, responsável pelo projeto Voy loja: invocación y tergiversación (León de Greiff 1925-2025-1425...).
Responsáveis pela condução da entrevista
João Dionísio, Professor Catedrático da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, e investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, é Diretor da Área de Línguas e Culturas da FLUL, foi diretor do Programa em Crítica Textual entre 2010 e 2013, presidente da European Society for Textual Scholarship, e responsável pelo Grupo de Filologia do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. Publicou recentemente uma nova edição crítica de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett (Imprensa Nacional, 2022), e de O Labirinto da Saudade e outros ensaios sobre a cultura portuguesa, de Eduardo Lourenço (Fundação Calouste Gulbenkian, 2023). Dele também saíram nos últimos anos Os Livros de M. S. Lourenço (FLUL/Imprensa Nacional, 2023) e Doença Bibliográfica, sobre espólios e edições de autores modernos (Imprensa Nacional, 2021).
Laura Campo Sepúlveda é licenciada em Literatura e especializada em Edição de Textos. É editora e revisora de textos académicos e literários em espanhol, bem como redatora cultural. Em 2024, ganhou a bolsa para novos investigadores em estudos editoriais do Ministério da Cultura da Colômbia e atualmente é mestranda em Crítica Textual pela Universidade de Lisboa.
7 de novembro de 2024, 12h
O serviço de edições da Biblioteca Nacional de Portugal
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Convidada
Cristina Gouveia é coordenadora do Serviço de Atividades Culturais e Relações-Públicas da Biblioteca Nacional de Portugal que integra a área de edições, exposições e relações-públicas. Entre 2022 e 2024, foi responsável pela área de edições da BNP. Antes, entre 2000 e 2015, coordenou o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Câmara Municipal da Amadora. É mestre em Museologia e Património e doutoranda em História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Responsáveis pela condução da entrevista
Ângela Correia é Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirige o Programa em Crítica Textual, e é investigadora no Centro de Linguística da mesma Universidade. Especialista em Crítica Textual, tem-se dedicado ao estudo e edição das cantigas dos trovadores galego-portugueses, assim como ao estudo de outras obras medievais e ao estudo e edição de outros autores, como Camilo Castelo Branco e Vitorino Nemésio.
Vânia Carvalheiro é doutoranda em Crítica Textual na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Concluiu o Mestrado em Crítica Textual na mesma Faculdade com a defesa do relatório de estágio intitulado «Estudo genético dos Opúsculos de José Leite de Vasconcelos», sob a orientação do Professor Fernando Brissos. Enquanto investigadora do Centro de Linguística, tem trabalhado no projeto de edição das obras de Leite de Vasconcelos, sendo também sobre a vida e obra deste autor que os seus estudos têm incidido.
13 de março de 2025, 12h
A edição digital
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Convidada
Elena Spadini is an associated researcher at the University of Bern and a research navigator at the University of Basel, working in digital humanities and in particular scholarly editing projects. Her background is in romance philology and her research interests span from medieval manuscripts to born-digital literary sources. She is guest editor of the RIDE (https://ride.i-d-e.de/) issues on software reviews and has published on various aspects of digital philology, such as automatic collation, semantic web, data modelling and reuse.
Responsáveis pela condução da entrevista

Sandra Boto é Investigadora Auxiliar Convidada da Cátedra High Performance Computing da Universidade de Évora, desde agosto de 2024. Entre 2020 e 2024 desenvolveu o projeto From the past to the future: the platform of the Portuguese expression folk balladry (CEECIND/00058/2018) na Universidade NOVA de Lisboa. Doutorou-se em Línguas, Literaturas e Culturas: Estudos Literários pela Universidade NOVA de Lisboa, com a tese As Fontes do Romanceiro de Almeida Garrett. Uma Proposta de Edição Crítica (2012). A sua investigação de doutoramento foi desenvolvida com o apoio de uma bolsa concedida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, bem como o projeto de pós-doutoramento O Romanceiro de Almeida Garrett. A edição crítica integral em formato digital, acolhido pelo Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve, foi desenvolvido entre 2013 e 2019. Ensinou e investigou na Universidad de Huelva, na Universidade do Algarve e na Universitat Autònoma de Barcelona, onde dirigiu o Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões. Da sua experiência docente, destaca-se o ensino de Português para Estrangeiros, de Literatura Espanhola e de Humanidades Digitais.

Elena Lombardo é doutoranda em Crítica Textual na Universidade de Lisboa. Ocupa-se da edição filológica digital de crónicas portuguesas, tendo experiência com textos dos séculos XV a XVIII. Atualmente, dedica-se à Crónica do Xarife Mulei Mahamet e del-Rey D. Sebastião. É colaboradora do Grupo de Filologia do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, onde fundou o Projeto Sebástica Manuscrita.

Maria Inês Bico é estudante de doutoramento, com uma bolsa de investigação atribuída pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) ao abrigo do Centro de Linguística de Universidade de Lisboa (CLUL). Concluiu, em 2021, o mestrado em Crítica Textual pela Facultadade de Letras da Universidade de Lisboa. Os seus tópicos de investigação são: crítica textual, linguística, processamento da linguagem natural e colação automática.
5 de março de 2024, 15h30, FLUL, Anf. III
O Plano editorial e os processos de edição da Imprensa Nacional
Ouça o podcast aqui
Convidados
Paula Mendes é editora-chefe da Imprensa Nacional. Formou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), sendo licenciada em Linguística (1994) e mestre em Edição de Texto e Crítica Textual (2000). Concluiu também a pós-graduação em Estudos Editoriais (FLUL – 1995).
Cláudio Garrudo é diretor editorial e cultural da Imprensa Nacional, cofundador e presidente da direção da Associação de Arte Contemporânea Isto Não É Um Cachimbo, cofundador do Mapa das Artes, o Mapa de Arte Contemporânea de Lisboa, do PIPA – Programa da Imagem e da Palavra da Azinhaga e diretor editorial da Série Ph. dedicada à fotografia portuguesa.
Responsáveis pela condução da entrevista
Ivo Castro é Professor Emérito da Universidade de Lisboa, em cuja Faculdade de Letras ensinou desde 1969, nas áreas de Literatura Portuguesa e Crítica Textual. É também investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. A sua formação académica compreende uma licenciatura em Filologia Românica (FLUL - 1969) e um doutoramento em Linguística Portuguesa (FLUL - 1993). Ao longo da sua carreira de docente, orientou cerca de meia centena de dissertações e publicou mais de uma centena de artigos científicos e capítulos de livros, além de livros e edições. Entre outros cargos, presidiu à comissão instaladora da Associação Portuguesa de Linguística (APL), foi diretor da Cátedra de Estudos Galegos da FLUL (1995-2004) e é membro do conselho editorial da Imprensa Nacional, onde coordena as edições críticas das obras de Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco e José Leite de Vasconcelos. Em 2023, foi distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Santiago de Compostela.
Inês Marques é licenciada em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Concluiu o Mestrado no Programa em Crítica Textual da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2023, com uma dissertação intitulada Diversidade e Unidade Textual na Tradição Editorial Portuguesa. É bolseira do CEComp-UL e colaborou no projeto "iForal - Forais medievais portugueses: uma perspetiva histórica e linguística na era digital" (CH-UL). Prepara a candidatura a doutoramento na área da literatura medieval portuguesa.
Conferências sobre Edição
O Programa em Crítica Textual convida editores com trabalhos em curso, para partilharem connosco desafios, conquistas, reflexões, perspetivas.
27 de fevereiro de 2025, FLUL, sala B112.B
Editar um cancioneiro em evolução: as Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o Sábio

Stephen Parkinson é director do Centro para o Estudo das Cantigas de Santa Maria da Universidade de Oxford, e coordenador da Oxford Cantigas de Santa Maria Database e do projecto de edição critica das Cantigas, ambas iniciadas em 2005. Doutorado em Linguística em 1981, foi professor de Linguística na Universidade de Aberdeen de 1976 a 1988, e professor de Língua e Linguística Portuguesas na Universidade de Oxford de 1988 até jubilar-se em 2015. É autor de mais de 40 artigos sobre as Cantigas e a Lírica Medieval Galego-Portuguesa, e editou Alfonso X the Learned, Cantigas de Santa Maria: an Anthology (MHRA; 2015), Cobras e Son. Papers on the Texts, Music and Manuscripts of the Cantigas de Santa Maria (Legenda, 2000), Companion to Portuguese Literature (Tamesis 2009, com T.F. Earle and C. Pazos Alonso) e Reading Literature in Portuguese (Legenda 2013, com C. Pazos Alonso).
Organização: Ângela Correia e Beatriz Ribeiro
14 de novembro de 2024, Zoom
Considerações em torno da edição da Crónica de D. Afonso V

O Doutor Thomas Earle é Professor de Estudos Portugueses na Universidade de Oxford desde 1968, e Professor Catedrático desde 1996, tendo-se jubilado em 2014. É autor de vários livros e outras publicações acerca da literatura portuguesa, principalmente do século XVI, que abrange uma temática diversa, incluindo a poesia, lírica e épica, o teatro e a prosa histórica. Em 2024 sairá uma edição, da sua autoria, da Crónica de D. Afonso V de Rui de Pina.
Organização: Elena Lombardo e Maria Martins
Veja o vídeo aqui
Cursos livres
O Programa em Crítica Textual oferece um conjunto de Cursos Livres à comunidade em geral e, em condições especiais, aos inscritos no mestrado e doutoramento em Crítica Textual.
Para se inscreverem, os interessados deverão preencher a ficha disponível aqui e enviá-la por e-mail para sa.graduados@letras.ulisboa.pt ou para sa.posgraduados@letras.ulisboa.pt. Caso o cursoreceba o número mínimo de inscrições para se realizar, os interessados receberão, em resposta, uma referência multibanco para pagamento do valor correspondente, após o que estarão inscritos e poderão participar no curso livre. Não será possível anular a inscrição, nem serão devolvidos valores de inscrição por impossibilidade de comparência.
Financiado por:

Paginação em InDesign: ferramentas e práticas
O objetivo deste curso livre é capacitar para trabalhar com o programa InDesign e conhecer as regras básicas da tipografia. Serão apresentadas as várias ferramentas e explicadas as funções adequadas ao tratamento de texto e de imagem, à paginação, além dos recursos disponíveis on-line. Demonstrar-se-á como criar um PDF para e-book e/ou impressão e suas especificidades. Veja o programa aqui. O curso será lecionado por Cristina Ferreira, que desenvolve trabalho na área da paginação e tratamento de imagens desde 1990, na Biblioteca Nacional de Portugal. É obrigatório trazer computador portátil com o programa InDesign já devidamente instalado.
Próximas datas: a indicar.
Número mínimo e máximo de vagas: 3-25
Custo: Público em geral – 50 euros | Bolseiros de ação social – 20 euros | Estudantes do Programa em Crítica Textual – 20 euros
Contacto para esclarecimentos: programa.critica.textual@letras.ulisboa.pt
Da ideia à publicação: Investigação em Humanidades
Responsáveis: Inês Marques, Vânia Mendes, Ângela Correia
A transição entre a licenciatura e os cursos de pós-graduação exige aos alunos do campo das humanidades o domínio de variados conceitos relacionados com a escrita e linguagem académica, os direitos de autor e o plágio, a seleção de fontes primárias e secundárias e a publicação em periódicos de referência. Neste contexto, a idealização de projetos e a aplicação de metodologias de trabalho rigorosas depende da compreensão de todas as etapas que envolvem a elaboração de um projeto científico, desde a sua conceção até à publicação e/ou financiamento. Durante o curso livre, os estudantes poderão adquirir as ferramentas necessárias para iniciarem o seu percurso na investigação científica, alcançarem bons resultados nas unidades curriculares de licenciatura e, possivelmente, obterem financiamento ou oportunidades de publicação para os seus projetos de investigação. O curso contemplará ainda o desenvolvimento, redação e apresentação de um breve artigo que servirá de exercício prático de aplicação dos conteúdos estudados ao longo das sessões.
Próximas datas: 1 de julho de 2026 a 20 de julho de 2026 (segundas e quartas, 14h–18h)
Número mínimo e máximo de vagas: 4-30
Custo: Público em geral – 24 euros | Bolseiros de ação social e Inscritos no Mestrado e Doutoramento em Crítica Textual – 5 euros
Contacto para esclarecimentos: programa.critica.textual@letras.ulisboa.pt
Saiba mais aqui.
Atividades
Ciclo de Aulas Abertas – O Texto e a Língua |
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Um percurso pela História da Língua, a Linguística Histórica e a Crítica Textual, num conjunto de conversas com especialistas que exploram, a cada sessão, um período histórico distinto. Entre setembro de 2025 e maio de 2026, os encontros bimestrais convidam o público a mergulhar na mudança linguística e nos textos que a testemunham. Mais informações neste site. 18-09-25 a 14-05-26 |
Oficinas de Edição Digital |
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Um espaço de partilha e discussão sobre práticas de edição filológica digital. Trata-se de encontros mensais, de frequência gratuita e abertos a todos os que têm projetos de edição digital em curso. Mais informações neste site. 2025-2026 |
Visita à Casa-Museu de Camilo Castelo Branco, S. Miguel de Seide |
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Em maio, estudantes do Programa em Crítica Textual rumaram até Seide, em Famalicão, para uma visita guiada à casa onde o autor viveu os últimos anos de vida e escreveu grande parte da sua obra. Esta visita complementou os estudos desenvolvidos no Programa em torno da obra do autor, e enriqueceu a cultura geral de todos os participantes. 10-05-2025 |
Visita à Tipografia Popular. Museu do Seixal |
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A visita, guiada por Eduardo Palaio, responsável pelas atividades no espaço museológico, e por Ana Sonsino, ex-estagiária do Museu e doutoranda em Crítica Textual, foi organizada por Carolina Pita, mestranda em Crítica Textual. Para memória ficou um vídeo da visita sobre os processos tipográficos ali explicados. Veja-o aqui. 2-11-2024 |
Apontamentos de Progresso |
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O Programa em Crítica Textual reúne-se regularmente, pelo menos duas vezes por ano, para que mestrandos e doutorandos possam apresentar e discutir, em conjunto, o andamento dos respetivos projetos de tese; as dificuldades enfrentadas e as conquistas alcançadas. Pretende-se com esta partilha o apoio mútuo e o estímulo intelectual que sempre resulta das conversas entre aqueles que enfrentam problemas científicos afins. São também convidados professores de outras áreas científicas, para que o diálogo resulte enriquecido por diferentes perspetivas. 29-01-2024 | 13-05-2024 | 26-09-2024 | 09-01-2025 | 26-09-2025 |
Natal do PCT |
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No Gabinete do Programa em Crítica Textual com as mãos de mestrandos, doutorandos, docentes e familiares, foi erguida uma singular árvore de Natal, depois de terem sido feitos enfeites variados com restos de papel, cartão, fitas velhas tornadas laços e lacinhos. Houve bolos e bolachas, brindes e muita alegria natalícia. 22-11-2023 | 27-11-2024 | 26-11-2025 |
Receção às caloiras |
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Antigos e atuais professores, antigos e atuais estudantes do PCT foram convidados para acolhermos a nova turma de mestrandas, num singelo convívio durante o qual um jogo nos permitiu conhecer melhor todos os presentes e gargalhar um pouco. Todos saíram carregados de livros oferecidos. 21-09-2023 | 26-09-2024 |
Antigos Professores
Professores que lecionaram no Programa Em Crítica Textual
As biobibliografias dos Professores que fazem parte da história do Programa em Crítica Textual e da docência de Filologia na Faculdade de Letras foram redigidas por estudantes do Programa. Para que a memória não se perca, nem se interrompa.
O projeto permanece em elaboração, pelo que os textos poderão vir a ser melhorados com correções ou mais informações; serão acrescentadas as biobibliografias já anunciadas, e outras por anunciar. Se quem nos lê tiver correções a apontar, informações, sugestões de nomes a acrescentar, agradecemos que nos contacte para a seguinte morada de e-mail: programa.critica.textual@letras.ulisboa.pt
Edição dos textos: Ângela Correia
Revisão das referências bibliográficas: Vânia Carvalheiro
Coordenação: Inês Hortas Marques, Ângela Correia, Elena Lombardo, Maria Inês Bico
2025
Elsa Pereira (-) Tem como alma mater a Universidade do Porto, onde concluiu uma Licenciatura (2003), um Mestrado (2007) e um Doutoramento (2013). Foi bolseira de Doutoramento (2008-2011) e de Pós-Doutoramento (2014-2019) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Foi investigadora contratada pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2019-2025) e lecionou no programa de Crítica Textual entre 2018 e 2025. Integra o conselho diretivo da European Society for Textual Scholarship. A sua investigação tem privilegiado os estudos textuais e de edição, nos paradigmas analógico e digital. Publicou uma edição crítico-interpretativa da poesia de Jorge da Câmara (ca.1619-1649) e uma edição crítico-genética das obras de João Penha (1839-1919), além de diversos artigos em revistas científicas internacionais.
Esperança Cardeira (1957–) nasceu em Lagos e formou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua tese de doutoramento em Letras, com especialização em Linguística Portuguesa, orientada por Ivo Castro e defendida em 1999, foi publicada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda com o título Entre o Português Antigo e o Português Clássico (2005), e tornou-se uma referência nos estudos de História da Língua. Ao longo da sua formação, foi aluna, entre outros, de Lindley Cintra, Paul Teyssier, Celso Cunha e Maria Ana Ramos, figura fundamental do seu percurso académico. Concluiu o mestrado em Linguística sob orientação de Ivo Castro, com a dissertação Contributo para o Estudo da Norma Ortográfica no Scriptorium de Alcobaça (1431–1446). Foi colega neste curso de Rita Marquilhas, entre outros que viriam a lecionar na FLUL. Lecionou na Faculdade de Letras entre 1987 e 2024; no Programa em Crítica Textual, de que foi diretora, assegurou a disciplina Tópicos de Crítica Textual II: o Cânone Linguístico, de 2011 a 2024. Além da História da Língua e da Crítica Textual, o seu leque de interesses de investigação abrange a Lexicografia, Dialetologia, Literatura e História da Cultura Portuguesa. Entre outros trabalhos, publicou O Essencial sobre a História do Português (2006), uma Gramática Histórica do Português Europeu (2021) e preparou as edições semidiplomáticas de sete textos incluídos no Corpus de Textos Antigos: Do Dia do Juízo (2019); Do Inferno (2019); O Quicunque Vult per Linguajem (2019); Vida de Santa Maria Egipcíaca (2015); Vida do Honrado Infante Josafat, Filho d’el Rei Avenir (2015); Vida de Santa Eufrosina (2014); Vida de Tarsis (2014). Integrou a direção do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa.
Elena Lombardo
Cardeira, E. (s.d.) Curriculum vitae. CIÊNCIAVITAE . [consultado pela última vez em 15-10-2024].
Cardeira, E. (s.d.) Comunicação pessoal. [consultado pela última vez em 15-10-2024].
Ivo Castro (1945–) nasceu em Lisboa. Iniciou o percurso académico na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo concluído a licenciatura em Filologia Românica em 1969, com a edição crítica de seis poemas de Frei Jerónimo Baía. Em 1984, conclui o doutoramento em Linguística Portuguesa com uma tese de edição e estudo do Livro de José de Arimateia. A carreira docente, iniciada em 1969, estendeu-se ao longo de quase meio século. A aposentação acontece em 2013, e em 2016 é distinguido com o título de Professor Emérito. Ao longo dos anos, foram vários os cargos que ocupou: diretor da Cátedra de Estudos Galegos (1995–2004), diretor do Departamento de Linguística Geral e Românica (2004–2006), diretor do Centro de Linguística (2008–2010) e Investigador Responsável do grupo de Filologia, diretor da área das Ciências da Linguagem (2009–2013). Em 2023, é-lhe atribuído o título de Doutor honoris causa pela Universidade de Santiago de Compostela. Na Faculdade de Letras, foi aluno de Luís F. Lindley Cintra e de Joseph Maria Piel, mas foi igualmente muito influenciado por Celso Cunha. No que respeita a Crítica Textual, entre os seus alunos destacam-se Maria Ana Ramos, Luiz Fagundes Duarte, João Dionísio, Esperança Cardeira, Ângela Correia, Cristina Sobral, Fernando Brissos, entre outros. As suas principais áreas de interesse, no ensino e na investigação, são a História da Língua Portuguesa e a Crítica Textual, e ainda a Dialetologia, a Onomástica e a Política Linguística. É responsável pela edição crítica da obra de Camilo Castelo Branco e pela edição crítico-genética da obra de Fernando Pessoa. O legado manuscrito de José Leite de Vasconcelos tem sido alvo da sua atenção permanente. De entre a bibliografia publicada, destacam-se os títulos: O Manuscrito de “O Guardador de Rebanhos” de Alberto Caeiro (1986), A Demanda da Ortografia Portuguesa (1987, com Inês Duarte e Isabel Leiria), Editar Pessoa (1990, 2013), Curso de História da Língua Portuguesa (1991), Introdução à História do Português (2004, 2006), A Estrada de Cintra (2017), O Legado de Leite de Vasconcelos na Universidade de Lisboa (2019).
Maria Inês Bico
Álvarez, R., et al. (2013) Ao sabor do texto: Estudos dedicados a Ivo Castro. Universidade de Santiago de Compostela. Santiago de Compostela.
Carrilho, E., et al. (2019) Estudos linguísticos e filológicos oferecidos a Ivo Castro . Centro de Linguística da Universidade de Lisboa . Lisboa. [consultado pela última vez em 29-10-2024].
Castro, I. (2013) Curriculum vitae . [consultado pela última vez em 29-10-2024].
Monteagudo, H. (2023) Discurso de Henrique Monteagudo . [consultado pela última vez em 29-10-2024].
Castro, I. (2016) Entrevista com o Professor Ivo Castro . ElingUp: Revista Eletrónica de Linguística dos Estudantes da Universidade do Porto, 6. [consultado pela última vez em 29-10-2024].
Jerónimo Pizarro (1977–) Galardoado com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2013, Pizarro é atualmente Investigador no Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa e Professor Associado na Universidade de Los Andes, em Bogotá, Colômbia, onde se licenciou. Contribuiu com sete volumes para a coleção Edição Crítica das Obras de Fernando Pessoa, publicada pela INCM, incluindo uma edição crítica do Livro do Desassossego (2010), e é responsável por vários textos críticos e um livro de ensaios sobre Pessoa: A Arca de Pessoa (2007). É, desde 2012, editor da revista Pessoa Plural – A Journal of Fernando Pessoa Studies, na Brown University; e coordena, desde 2013, a Coleção Pessoa da editora Tinta-da-China. Foi consultor do projeto Nenhum Problema Tem Solução: Um Arquivo Digital do Livro do Desassossego. Mantém fortes laços com a Colômbia, sendo titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões naquele país e coordenando três coleções de autores portugueses ali publicadas, além de ser membro do Conselho Estratégico Portugal-Colômbia. Doutorou-se em Linguística na Universidade Nova de Lisboa, onde também concluiu o mestrado, tendo publicado as teses que, em ambos os casos, dedicou a Fernando Pessoa. O interesse inicial pelo escritor português consolidou-se nas especializações que se seguiram (um doutoramento na Universidade de Harvard em Literaturas Hispânicas e um pós-doutoramento na Universidade de Lisboa, em Linguística Geral e Românica).
Maria Sousa
Pizarro, J. (s.d.) Curriculum vitae. CIÊNCIAVITAE . [consultado pela última vez em 30-10-2024].
José Camões (1958–) nasceu em Lisboa. As suas principais áreas de estudo são a Crítica Textual, a História do Teatro e as Humanidades Digitais. É Investigador Principal do Centro de Estudos de Teatro (CET) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde desenvolve trabalho de pesquisa sobre a história do teatro em Portugal e a edição de teatro clássico português, e onde coordena vários projetos, entre os quais a edição digital integral do corpus do Teatro de Autores Portugueses dos séculos XVI a XVIII e a base de dados História do Teatro em Portugal (HTP Online). Tem lecionado também no programa de pós-graduação em Estudos Teatrais da FLUL. Entre a bibliografia da sua autoria, destacam-se os textos que editou e coeditou, nomeadamente, as inúmeras obras de Gil Vicente; Filodemo: Teatro (2004) de Luís de Camões; Poesia de Francisco de Sá de Miranda (2021); Tragédia da Vingança que foi Feita sobre a Morte del Rei Agaménom (tragédia de Orestes) de Anrique Aires Vitória (2021). Traduziu e adaptou ainda peças de Jean-Jacques Rousseau, Molière e Benedetto Marcello, como Narciso ou o Namorado de Si Mesmo; Narciso ou o Peralta Namorado de Si Mesmo (2012), Pourceaugnac: Versão Portuguesa do Século XVIII (2017) e O Teatro à Moda: Tradução Portuguesa do Século XVIII (2009), respetivamente. Doutorou-se em Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa.
Lígia Deitado
Camões, J. (s.d.) Curriculum vitae. CIÊNCIAVITAE . [consultado pela última vez em 10-12-2024].
Camões, J. (s.d.) Curriculum vitae. ORCID . [consultado pela última vez em 10-12-2024].
Paula Mendes é editora-chefe da Imprensa Nacional. Obteve a totalidade da sua formação académica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), sendo licenciada em Linguística (1994) e mestre em Edição de Texto e Crítica Textual (2000). Concluiu ainda a pós-graduação em Estudos Editoriais (FLUL–1995).
Inês Marques
Mendes, P. (s.d.) Perfil profissional de Paula Mendes [Perfil no LinkedIn]. LinkedIn. [consultado pela última vez em 13-12-2024].
Paulo Farmhouse Alberto (1959–) Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leciona desde 1989, o seu principal interesse de investigação tem sido a literatura latina da Espanha medieval, especialmente a hagiografia e a poesia visigótica. Tem estudado e editado criticamente autores da Espanha visigótica do sexto e sétimo séculos, dedicando especial atenção ao contexto histórico. Devem-se-lhe diversas publicações académicas e de divulgação sobre estes temas, de que são exemplos, «Editing Hispanic Passionaries», Euphrosyne, 49 (2021); «Poetry in Seventh–Century Visigothic Spain», in Wisigothica. After M. C. Díaz y Díaz, (2014); São Tiago – São Nicolau. Santos e Milagres na Idade Média em Portugal. (2015). Pertence, desde 1989, ao Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras, onde tem coordenado diversos projetos financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), como Mitos Clássicos na Literatura Portuguesa Quinhentista e Corpus Documentale Latinum Portucalense. Participou também no projeto Hispania como intermediaria entre distintas culturas durante la Edad Media, na Universidade de Salamanca. Doutorou-se, em 1996, em Estudos Clássicos com a tese A Poética de Eugénio de Toledo. Foi diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre 2013 e 2018, e é atualmente vice-reitor da Universidade de Lisboa.
Beatriz Ribeiro
Farmhouse Alberto, P. (s.d.) Curriculum vitae. CIÊNCIAVITAE . [consultado pela última vez em 24-10-2024].
Farmhouse Alberto, P. (s.d.) Curriculum vitae . Edizione Nazionale dei Testi Mediolatini d’Italia . [consultado pela última vez em 24-10-2024].
Farmhouse Alberto, P. (s.d.) Curriculum vitae. Società Internazionale per lo Studio del Medioevo Latino . [consultado pela última vez em 24-10-2024].
Rita Marquilhas (1960–) nasceu em Lisboa e lecionou, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre 1986 e 2018. Desde o início da sua carreira, adotou uma abordagem multidisciplinar que conjuga Crítica Textual, História da Língua e História Sociocultural. Entre os seus temas de investigação, destacam-se a Linguística Histórica, a História da Escrita e da Ortografia e as Humanidades Digitais. Em 2012, na continuação de dois projetos anteriores (2007 e 2010), elaborou o Projeto P.S. Post Scriptum. A Digital Archive of Ordinary Writing (Early Modern Portugal and Spain), para o qual obteve financiamento do European Research Council. A plataforma digital de edição filológica e anotação linguística criada no âmbito deste projeto (TEITOK; Janssen, 2016) é atualmente usada por um grande número de centros de investigação, tanto nacionais como internacionais. Doutorou-se em Linguística em 1997, com a dissertação A Faculdade das Letras. Leitura e Escrita em Portugal no século XVII, sob orientação de Ivo Castro. Neste estudo, publicado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (2000), ocupa-se das taxas de alfabetização em Portugal no século XVII, com base em cartas manuscritas dos arquivos da Inquisição. A dissertação de mestrado em Linguística, concluída em 1988, também sob orientação de Ivo Castro, versou a ortografia portuguesa do século XVIII (Norma Gráfica Setecentista. Do Autógrafo ao Impresso). Foi colega de estudos de Esperança Cardeira, Fernanda Menéndez, Alice Fernandes, Rui Vieira de Castro, Bernardo Sá Nogueira e António Guerra.
Elena Lombardo
Janssen, M. (2016) TEITOK: Text-Faithful Annotated Corpora. Proceedings of the Tenth International Conference on Language Resources and Evaluation (LREC 2016) . Portorož. Slovenia. 4037–4043. [consultado pela última vez em 15-10-2024].
Marquilhas, R. (s.d.) Curriculum vitae. CIÊNCIAVITAE . [consultado pela última vez em 15-10-2024].
Marquilhas, R. (s.d.) Comunicação pessoal. [consultado pela última vez em 20-10-2024].
Susana Tavares Pedro (1966–) é Investigadora Integrada do Centro de História da Universidade de Lisboa, desde 2008, e leciona na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa desde 2014. Anteriormente, lecionou na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (1998–2009). Adepta da interdisciplinaridade, foi durante o mestrado em Paleografia e Diplomática que teve contacto com disciplinas que viriam a marcar o seu percurso científico – Crítica Textual, Edição de Textos e Linguística Histórica. Começou a colaborar em projetos filológicos após concluir o mestrado (1994), quando integrou a Equipa Pessoa (1994–1997), a convite de Ivo Castro e Luís Fagundes Duarte. Desde então, participou em vários projetos de cariz filológico, tanto a nível nacional como internacional. Os exemplos mais recentes são Escrita e Rainhas. As Chancelarias Reginais como Instrumentos de Poder (eReginae) (2022–2023) e Paleografia, Linguistica y Filologia. Laboratorio online de la Lirica Gallego-Portuguesa (2016–2020). Concluiu o doutoramento em História (2008), com a tese O Género Diplomático ‘notícia’ na Documentação Medieval Portuguesa (Séculos X–XIII) e iniciou, um ano mais tarde, o projeto de pós-doutoramento intitulado Dicionário de Abreviaturas Portuguesas (2009–2013), com o objetivo de criar uma versão digital do dicionário elaborado por Eduardo Borges Nunes. Em 2022–2023, co-coordenou, com Hervé Baudry, o projeto exploratório TraPrInq — A Transcrição dos Processos da Inquisição Portuguesa (1536–1821), do Centro de História de Além Mar (Un. Nova) para a criação de um modelo de transcrição automática de manuscritos portugueses dos séculos XVI a XIX. De entre a sua produção científica, destacam-se os títulos: Apontamentos para uma descrição codicológica do códice BnF, Portugais 5 (2012); Análise paleográfica das anotações marginais e finais no Cancioneiro da Ajuda (2016); As ‘notícias’ medievais portuguesas: (análise, classificação e edição de documentos dos séculos X a XIII) (2013).
Catarina Coelho
Pedro, S. T. (s.d.) Curriculum vitae. CIÊNCIAVITAE . [consultado pela última vez em 4-11-2024].
Filólogos que lecionaram na Faculdade De Letras Da Universidade De Lisboa
Agostinho de Campos (1870–1944) Nasceu no Porto e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Foi professor de alemão na Real Casa Pia de Lisboa, bem como no Liceu Central de Lisboa. A convite de Eugénio de Castro e de Silva Gaio ingressou, em 1933, na Faculdade de Letras de Coimbra enquanto docente de Filologia Românica, substituindo Mendes dos Remédios. Em 1938, transfere-se para a Faculdade de Letras de Lisboa, sendo-lhe atribuída a regência da cadeira de Estudos Camonianos. Assumiu depois a direção da FLUL, sucedendo a Vieira de Almeida, e jubila-se em 1940. Entre as diversas obras publicadas, destacam-se Língua e Má Língua (1944), Glossário de Incertezas, Novidades, Curiosidades da Língua Portuguesa, e Também de Atrocidades da nossa Escrita Actual (1938), Sobre o Valor Literário do Cancioneiro da Ajuda (1930) e Ler & Tresler: Apontamentos de Linguagem e Literatura (1924). Em 1911, dirige a série de volumes Antologia Portuguesa, onde se incluem os três tomos de Paladinos da Linguagem, escritos pelo filólogo. É também redator-fundador, em 1924, da revista de estudos portugueses, Lusitania. Ainda em 1932, é fundado o Centro de Estudos Filológicos, de cuja primeira direção Agostinho de Campos faz parte, bem como outros nomes da Filologia Portuguesa, como José Leite de Vasconcelos, David Lopes, João da Silva Correia, José Maria Rodrigues, Hernâni Cidade, Rodrigues Lapa, Paiva Boléo, Rebelo Gonçalves, Abílio Roseira, Agostinho da Silva, Armando Lacerda.
Maria Martins
Coelho, J. C. F. (1972) Agostinho de Campos, Um Clássico da Prosa Contemporânea. Sociedade de Língua Portuguesa. Lisboa.
Malpique, M. da C. (1960) Agostinho de Campos, Educador e Homem de Letras. Férin. Lisboa.
Aires do Nascimento (1939-) nasceu em Palhais, no concelho de Trancoso. Licenciou-se em 1970 em Filologia Clássica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a tese Apeth sofística: o homem grego do séc. V a.C., em valoração. Concluiu o doutoramento em 1978 com a tese em Filologia Latina Medieval Livro de Arautos = De Ministerio Armorum: Script. anno MCCCCXVI, ms. lat. 28, J. Rylands Library (Manchester). Entre os mais de 500 títulos que publicou, destaca-se: a edição crítica, tradução e estudo de Martinho de Braga, Instrução pastoral sobre as superstições rurais (De correctione rusticorum) (1997); Diogo Gomes de Sintra, Descobrimento primeiro da Guiné – De prima inuentione Guinee (Manuscrito de Valentim Fernandes) (2002); Thomas Morus, Vtopia (2006); Encadernação Portuguesa Medieval (1984). Docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desde 1970, especializou-se em Estudos Medievais pela Universidade Católica de Lovaina, onde se dedicou ao estudo das ciências documentais e da codicologia. Foram seus alunos Ângela Correia, Cristina Sobral, João Dionísio, Paulo Farmhouse Alberto, entre muitos outros. Desempenhou os cargos de Presidente do Instituto Português de Arquivos, Direção Geral de Arquivos (1990-1991), Pró-Reitor da Universidade de Lisboa, Vice-Presidente do Conselho Científico, Diretor do Curso de Especialização em Ciências Documentais e do Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa (entre 1982 e 2008), entre outros, e é membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História. Recebeu o Prémio de Tradução da União Latina/FCT (2007), o Prémio de Tradução do PEN Clube Português (2007) e foi condecorado como Grande-Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada (2023). Foi ordenado sacerdote em 1962.
Fernanda Santos
Acad-Ciências (s.d.) Aires Nascimento. Academia das Ciências de Lisboa. [consultado pela última vez em 18-04-2025].
Universidade de Lisboa (2021, 5 de janeiro) Professor Doutor Aires do Nascimento Grande-Oficial da Ordem de Santiago da Espada. [consultado pela última vez em 18-04-2025].
Centro de Estudos Clássicos (2022, janeiro) Curriculum Vitae: Aires do Nascimento. Universidade de Lisboa. [consultado pela última vez em 18-04-2025].
Catálogo da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (s.d.) [Consulta de registos bibliográficos sobre Aires do Nascimento]. FLUL. [consultado pela última vez em 18-04-2025].
David Lopes (1867–1942) Nasceu na Sertã e faleceu em Lisboa; foi historiador, filólogo e arabista. Tendo concluído o Liceu Central de Lisboa em 1888, frequentou, entre 1889 e 1892, a École Nationale de Langues Orientales Vivantes e a École Pratique des Hautes Études, em Paris. De regresso a Lisboa, estudou no Curso Superior de Letras (1892–1895), onde teve contacto com Guilherme de Vasconcelos Abreu e Francisco Adolfo Coelho. Entre 1901 e 1930, foi professor de Língua e Literatura Francesa, primeiro no Curso Superior de Letras e depois na Faculdade de Letras. Nesta, lecionou também Língua Árabe entre 1914 e 1937 – ano em que foi substituído por Joaquim de Abreu Figanier. Ocupou-se extensivamente do contacto entre o português e as línguas orientais – nomeadamente, o árabe – editando e traduzindo numerosas fontes até então inéditas ou até mesmo desconhecidas. Alguns exemplos são: Chronica dos Reis de Bisnaga. Manuscripto inedito do seculo XVI (1897); Textos em Aljamía Portuguesa (1897; ampliado e reeditado em 1940); Historia dos portugueses no Malabar: manuscripto arabe do seculo XV por Zinadím (1898); Trois faits de phonétique historique arabico-hispanique (1907); Anais de Arzila […] por Bernardo Rodrigues (1915–1919); A Expansão da Língua Portuguesa no Oriente durante os Séculos XVI, XVII e XVIII (1936); Les Sources inédites de l’Histoire du Maroc (1939–48; em colaboração com Robert Ricard). Entre os seus discípulos, destacam-se Orlando Ribeiro, Fernando Castelo Branco, José Pedro Machado, Lindley Cintra, Hernâni Cidade, Francisco José Velozo. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História.
Elena Lombardo
Farinha, A. D. (s.d.) David Lopes. Dicionário de historiadores portugueses da Academia Real das Ciências ao final do Estado Novo . [consultado pela última vez em 30-10-2024].
Pinto, M. P. et al. (2020) Perfil de David Lopes. TECOP – Textos e contextos do orientalismo português . [consultado pela última vez em 30-10-2024].
Prista, L. (s.d.) Biografia de David Lopes. História da Língua Portuguesa em linha . [consultado pela última vez em 30-10-2024].
Eduardo Borges Nunes (1924–2008) – Nasceu em Vilar Seco da Lomba, no concelho de Vinhais. Estudou Filosofia, Teologia e Humanidades, em Braga, na Companhia de Jesus. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1958, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a tese Paulo Orósio Bracarense: seu valor filosófico, teológico e literário. Foi bolseiro em Florença, Roma e no Vaticano, entre 1960 e 1962, e defende, em 1964, a tese de doutoramento (Dom Frey Gomez, abade de Florença: 1420-1440), em História. Lecionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa entre o fim da década de 50 e 1994, tendo assumido, a partir de 1964, o ensino da Paleografia, que se tornou no seu principal campo de estudos. Em 1985, fundou o Mestrado em Paleografia e Diplomática, curso que funcionaria até 1994, quando Eduardo Borges Nunes se jubila, reabrindo, em 2003, sob a direção de Bernardo Sá-Nogueira. Foi professor de Ângela Correia (de cujo júri de mestrado fez parte) e João Dionísio, entre muitos outros. Integrou o Centro de Estudos Arqueológicos. Lecionou na licenciatura de Ciências Históricas da Universidade Livre de Lisboa (1979) e desempenhou as funções de segundo diretor do respetivo departamento (1984–1985). Foi o primeiro Diretor do Departamento de História da Universidade Lusíada (1985–1988). Participou nas reuniões preparatórias da fundação da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais (1985), na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com Luís Adão da Fonseca e José Mattoso. Entre a sua bibliografia, destaca-se: a edição das Ordenações d’el-rei Dom Duarte (1988), em colaboração com Martim de Albuquerque; o Álbum de Paleografia Portuguesa (1969) e o dicionário de Abreviaturas Paleográficas Portuguesas (1979).
Fernanda Santos
Sá Nogueira, B. de (s.d.) João José Nunes: Dicionário de Historiadores Portugueses. Biblioteca Nacional de Portugal. [consultado pela última vez em 18-04-2025].
Catálogo da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (s.d.) [Consulta de registos bibliográficos sobre João José Nunes]. FLUL. [consultado pela última vez em 18-04-2025].
Elsa Gonçalves (1930–2022) Nasceu na Guarda e faleceu em Lisboa. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra. Lecionou em liceus de Coimbra, Guarda, Évora, Lisboa e Luanda, entre 1954 e 1969. Partiu, em seguida, para Itália onde foi leitora de português e bolseira de investigação na Universidade La Sapienza e onde foi discípula de Aurelio Roncaglia. Foi também em Roma que iniciou os estudos sobre os cancioneiros galego-portugueses. Regressou a Portugal em 1976 e, no ano seguinte, integrou o corpo docente da Faculdade de Letras, para dar aulas de Literatura Portuguesa Medieval. Foi também investigadora integrada no Centro de Linguística. Aposentou-se em 1991 e, seis anos mais tarde, recebeu o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Lisboa. Foram seus alunos Ângela Correia, Cristina Sobral, Isabel Almeida e João Dionísio. O trabalho de investigação incidiu sobre os cancioneiros galego-portugueses destacando-se a edição e estudo em «La Tavola Colocciana Autori Portughesi» (1976) e em Poesia de Rei. Três Notas Dionisinas (1991); assim como a antologia A Lírica Galego-Portuguesa (1983), com a colaboração de Maria Ana Ramos. Os seus artigos mais importantes foram reunidos no volume De Roma ata Lixboa: Estudos sobre os Cancioneiros Galego-Portugueses (2016).
Vânia Carvalheiro
Alçada J. N., Almeida I. et al. (2022) Parliamo di Elsa. Cultura Neolatina, LXXXII, 1-2: 155-218. Doi 10.53148/cn202212008
CLUL (2022) Nota de falecimento da doutora Elsa Gonçalves . [consultado pela última vez em 6-7-2024].
Gonçalves, E. (2016) De Roma ata Lixboa Estudos sobre os cancioneiros galego-portugueses. João Dionísio, Henrique Monteagudo, Maria Ana Ramos (eds.). Real Academia Galega.Corunha.
Elza PaxecoMachado (1912–1989) Nasceu em São Luís, no Maranhão, Brasil, e faleceu em Lisboa. Filha de pai português, viajou com a família para a Europa, em 1925. Tendo o pai sido nomeado cônsul em Cardiff, estabeleceram-se, inicialmente, em Inglaterra. Durante este tempo, estudou no Upton Hall School até ingressar na University of Wales, onde se formou Honor Summa cum Laude em Filologia Românica e Filologia Germânica. Após a licenciatura, ingressou na University of London para concluir com distinção o Masters in Arts. Em seguida, rumou a Portugal, para frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, em 1938, com apenas 26 anos, se tornou a primeira mulher doutorada (Filologia Românica). Na Faculdade de Letras, foi leitora de francês e lecionou Literatura Francesa e Língua e Literatura Inglesa, entre 1940 e 1948. Traduziu e anotou textos medievais, como Aucassin e Nicolette (1946), e editou, em colaboração com o marido, José Pedro Machado, O Cancioneiro da Biblioteca Nacional: antigo Colocci-Brancuti. (Leitura, comentários, notas e glossário) (1949–1964). Escreveu também diversos artigos, de entre os quais se pode destacar «Arte de trovar portuguesa» (1947).
Vânia Carvalheiro
Loures, C. (2012) Homenagem à Professora Elza Paxeco. A Viagem dos Argonautas . [consultado pela última vez em 13-12-2024].
Vaz, L. G. D. (2021) Elogio ao patrono: Elza Paxeco Machado. Maranhay, Revista Lazeirenta , 65: 179–201. [consultado pela última vez em 13-12-2024].
Epifânio Dias (1841–1916) Nasceu e faleceu em Lisboa. Frequentou o Curso Superior de Letras entre 1861 e 1862, tendo sido aluno de António José Viale ou Rebelo da Silva. Lecionou em liceus de Santarém, Porto e Lisboa e, em 1881, ingressou como professor de Grego no Curso Superior de Letras, tendo-se jubilado em 1913. Foram seus alunos Urbano Soares, Leite de Vasconcelos e Francisco Rebelo Gonçalves. Os anos de ensino nos liceus levaram-no a compreender melhor as lacunas e dificuldades da instrução pública, razão por que se dedicou à problemática do ensino, defendendo reformas nos métodos e nos instrumentos que considerou necessários. Neste sentido, reformulou diversos compêndios gramaticais para o ensino do português e do latim, de que são exemplos a Gramática Portuguesa Elementar (1894) e os Exercícios Latinos de Morfologia e Sintaxe (1889). Traduziu e editou autores clássicos como Eutrópio (1872), Fedro (1883) ou as Cartas de Cícero (1888), mas também obras como Esmeraldo de Situ Orbis (1905), de Duarte Pacheco Pereira e Os Lusíadas (1910), de Luís de Camões.
Vânia Carvalheiro
Prista, L. (2024) Epifânio da Silva Dias. Instituto Camões . [consultado pela última vez em 6-7-2024].
Silva, M. de C. e (2000) Epifânio Dias: O homem e a obra. Confluência , 19. [consultado pela última vez em 6-7-2024].
Tavares, J. P. (1948) Epifânio Dias e Júlio Moreira, editores e comentadores de textos latinos. Humanitas , 2: 361-390. [consultado pela última vez em 6-7-2024].
Francisco Adolfo Coelho (1847–1919) Nasceu em Coimbra e faleceu em Carcavelos. A sua formação terá sido, em boa medida, autodidata. Frequentou a Universidade de Coimbra, entre 1862 e 1864, sem chegar a completar o curso, e estudou no Curso Superior de Letras, em Lisboa, pelo menos durante o ano letivo de 1865–66. A sua vasta produção intelectual abrange áreas como a Filologia, a Pedagogia, a Etnologia e a Crítica Literária. No campo da Filologia, destacou-se desde cedo com a publicação de A Lingua Portugueza. Phonologia, Etymologia, Morphologia e Syntaxe (1868), obra que Leite de Vasconcelos viria a considerar fundacional da moderna ciência linguística em Portugal. Este trabalho reflete não apenas o seu interesse pelo estudo científico da língua, mas também uma visão reformista da educação, que manifestou, por exemplo, quando participou nas Conferências do Casino (19 de junho de 1871). A conferência (O Ensino), publicada, em 1872, com o título A Questão do Ensino, defendia a separação entre Igreja e Estado como condição fundamental para a liberdade intelectual e a modernização pedagógica em Portugal. Ainda na década de 1870, publicou Theoria da Conjugação em Latim e Portuguez. Estudo de Grammatica Comparativa (1870) e Questões da Lingua Portugueza (1874, com segunda parte em 1889). Mais tarde, contribuiu significativamente para os estudos de crioulística, com a série Os Dialectos Romanicos ou Neo-Latinos na Africa, Asia e America (1880, 1882 e 1886). Em Os Ciganos em Portugal (1892) descreveu o calão. Em 1878, foi convidado a lecionar no Curso Superior de Letras, na companhia de Guilherme de Vasconcelos Abreu. Enquanto Abreu ficou responsável pela cadeira de Língua e Literatura Sânscrita, Védica e Clássica, a Adolfo Coelho coube a cadeira de Filologia Comparada, ou Ciência da Linguagem. Manteve a atividade docente, após a criação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1911. O seu espólio terá sido doado à biblioteca da Faculdade, mas a extensão deste legado permanece incerta. Entre os seus discípulos, destacam-se Epifânio da Silva Dias e João da Silva Correia.
Elena Lombardo
Castro, I. (s.d.) Francisco Adolfo Coelho. Dicionário de historiadores portugueses da Academia Real das Ciências ao final do Estado Novo. http://dichp.bnportugal.gov.pt/imagens/coelho.pdf. [consultado pela última vez em 24-03-2025].
Prista, L. (s.d.) Biografia de Francisco Adolfo Coelho. História da Língua Portuguesa em linha.http://www.extranet.instituto-camoes.pt/hlp/biografias/acoelho.html. [consultado pela última vez em 24-03-2025].
Rodrigues, A. (1992) Memoria Professorum Universitatis Conimbrigensis 1779-1937. https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/autores/COELHO_franciscoadolfo. [consultado pela última vez em 24-03-2025].
Francisco Rebelo Gonçalves (1907–1982) Nascido em Santarém, Rebelo Gonçalves foi professor das Universidades de Coimbra, Lisboa e São Paulo, entre 1930 e 1970. Foi na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que lecionou mais anos, tendo dado continuidade ao trabalho de filólogos como José Maria Rodrigues, José Joaquim Nunes e José Leite de Vasconcelos, principalmente nos estudos sobre a Língua Portuguesa. Figura importantíssima na Filologia clássica e portuguesa, foi professor de grego e latim e de literatura greco-romana, e ainda um dos maiores camonistas do seu tempo. Planeava elaborar uma edição crítica de Os Lusíadas; contudo, apesar das suas intenções, acabou por limitar-se à resolução de alguns problemas de ortografia, fonética e métrica, no seu estudo sobre «Problemas de crítica textual…». Rebelo Gonçalves foi o primeiro filólogo que tratou textos antigos com rigor metodológico moderno, sendo também reconhecido enquanto linguista, lexicógrafo e gramático. Foi autor de diversas obras, reunidas quase na íntegra em três volumes, pela Fundação Calouste Gulbenkian (Obra Completa). Para lá destes volumes ficam duas das suas mais conceituadas obras: O Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, publicado em 1947, e o Vocabulário da Língua Portuguesa, de 1966.
Carolina Pita
Mendes de Almeida, J. (1999) Introdução. Obra Completa de Francisco Rebelo Gonçalves, vol. II. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa.
Pina Martins, J. V. de (1995) Introdução. Obra Completa de Francisco Rebelo Gonçalves, vol. I. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa.
Pina Martins, J. V. de (2002) Introdução. Obra Completa de Francisco Rebelo Gonçalves, vol. III. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa.
Gustavo Cordeiro Ramos (1888–1974) Nasceu em Évora, de onde partiu para realizar a licenciatura em Filologia Germânica na Universidade de Lisboa, tendo depois estagiado na Universidade de Leipzig. Após a conclusão dos estudos, tornou-se professor do liceu de Évora e, posteriormente, exerceu o cargo de Ministro da Instrução Pública (1928–1933), sendo responsável pela criação das Escolas do Magistério Primário e pelo estabelecimento de múltiplos postos de ensino em regiões rurais do interior. Enquanto professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dedicou-se, sobretudo, ao estudo e tradução de autores do romantismo alemão, como Johann von Goethe (1749–1813) e Gottfried Keller (1819–1890). Foi-lhe atribuído o título de doutor honoris causa pela Universidade de Heidelberg. No campo da Filologia, é reconhecido pelas seguintes publicações: Anotações Ligeiras à Tradução de Johson da «Viagem à Abissínia», do Padre Jerónimo Lobo (1945) e Homenagem à Memória do Filólogo Brasileiro J. de Sá Nunes (1955).
Inês Marques
Assembleia da República (s.d.) Gustavo Cordeiro Ramos - Legislaturas I. II. III. IV. [consultado pela última vez 17-11-2024].
Ninhos, C. (2012) «Com luvas de veludo» A estratégia cultural alemã em Portugal (1933–1945). Relações Internacionais, 35: 103–118.
Harri Meier (1905–1990) Nasceu em Hamburgo e faleceu em Bona. Estudou Filologia Germânica e Românica na Universidade de Hamburgo entre 1923 e 1927, onde se doutorou. Entre 1927 e 1928 foi leitor de alemão na Universidade de Múrcia. Tendo regressado à Alemanha, entre os anos de 1933 e 1943, foi professor de cursos de italiano e espanhol e professor no Seminário de Filologia Românica nas Universidades de Leipzig e Rostock, funções que acumulou com a de professor particular nas mesmas cidades. A sua estada em Lisboa decorreu entre 1943 e 1950, tendo lecionado na Faculdade de Letras como professor visitante, no âmbito de um intercâmbio entre o Reich e o governo português. Após o fim da guerra, permaneceu ainda em Lisboa, onde foi professor particular de Luís Filipe Lindley Cintra, entre outros. Regressou depois à Alemanha, para ensinar Filologia Românica na Universidade de Heidelberg e, em 1954, na Universidade de Bona. Em 1953, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Além dos trabalhos no âmbito da Linguística Românica, publicou, em parceria com Dieter Woll, Portugiesische Märchen (Contos de Fadas Portugueses) (1975).
Vânia Carvalheiro
Arquivos da Universidade de Rostock (2022) Harri Ernst Heinrich Friedrich Meier . [consultado pela última vez em 14-12-2024].
Castro, I. (2024) Entrevista ao Programa em Crítica Textual. Em preparação.
Hernâni Cidade (1880–1975) Nascido no Redondo, Alentejo, foi professor, ensaísta, historiador, crítico literário e editor. Após concluir o seminário de Évora, frequentou o Curso Superior de Letras. Começou a lecionar em Lisboa, mudando-se depois para o liceu de Leiria, onde a Primeira Guerra Mundial veio surpreendê-lo. Em 1917, foi condecorado com a Cruz de Guerra. Em 1919, iniciou a carreira universitária na Faculdade de Letras do Porto, tornando-se catedrático em 1929. Dois anos mais tarde, juntou-se ao corpo docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Editor das quatro Décadas da Ásia, de João de Barros, deixou-nos uma obra vasta, que abrange diversas épocas e autores da literatura portuguesa, incluindo Ensaio sobre a Crise Mental do Século XVIII (1929), A Obra Poética do Dr. José Anastácio da Cunha (1930), Luís de Camões. I – O Lírico (1936), Tendências do Lirismo Contemporâneo (1939), Conceito de Poesia como Expressão de Cultura (1945), Portugal Histórico-Cultural (1947), Literatura Autonomista sobre os Filipes (1948), Luís de Camões. II – O Épico (1950) e Luís de Camões III – Os Autos e o Teatro do Seu Tempo. As Cartas – Seu Conteúdo Biográfico (1956). Foi agraciado com a Legião de Honra, pela França, (1956) e com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1958). Faleceu em Évora, em 1975.
Ana Matilde
Belchior, M. de L., Cidade, H. A. (2008) Docentes e Estudantes da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Universidade Digital / Gestão de Informação . [consultado pela última vez em 10-10-2024].
Moura, H. C. (s.d.). Hernâni Cidade. Instituto Camões . [consultado pela última vez em 12-10-2024].
João Silva Correia (1891–1937). Nasceu em Espariz, concelho de Tábua. Fez o curso completo no Liceu Pedro Nunes e licenciou-se, em 1917, em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lecionou nos liceus de Beja e da Guarda, nas escolas normais primárias, no Instituto de Orientação Profissional e na Escola Industrial de Fonseca Benevides. Em 1929, doutorou-se em Filologia Românica com uma tese sobre Rima, pela Universidade de Lisboa, e ocupa a cátedra de Filologia Portuguesa na Faculdade de Letras, de 1930 até 1937, ano em que morre. Em 1934, integrou a Comissão Administrativa dos Novos Edifícios Universitários (CANEU), com o intuito de conceber o programa e o projeto dos edifícios da Reitoria, Faculdade de Direito e Faculdade de Letras. Foi membro da direção do então Centro de Estudos Filológicos, atual Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, diretor da Faculdade de Letras (1934-1936) e vice-reitor da Universidade de Lisboa, em 1937. Discípulo de Leite Vasconcelos, produziu estudos que atravessam as fronteiras da Etnografia, Linguística e Filologia, sofrendo a influência da Estilística de Charles Bally. Entre a bibliografia da sua autoria, bastante dispersa, destacam-se os seguintes títulos: «Migalhas etnográficas» (1916), em que recolhe 480 canções de Espariz, entre outros documentos; Alguns Paralelos entre a Literatura Culta e a Literatura Popular Portuguesa (1927); Eufemismo e Disfemismo na Língua e Literatura Portuguesa (1927); A Rima e a sua Acção Lingüística, Literária e Ideológica (1930) e «Reparo crítico a um passo do Cantar de mio Cid» (1933).
Isabel Rebolho
Bechara, E. (2001) João da Silva Correia. Confluência: Revista do Instituto de Língua Portuguesa, 21, 9–20. https://revistaconfluencia.org.br/rc/article/view/1077/836. [consultado a consultado pela última vez em 17-03-2025].
Bandeira, F. (2002) Cidade Universitária de Lisboa. Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA). https://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=14821. [consultado pela última vez em 17-03-2025].
Instituto Camões. (s.d.) Biografia de João da Silva Correia Júnior. História da Língua Portuguesa em Linha. http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biografias/jscorreia.html. [consultado pela última vez em 17-03-2025].
José Cunha Serra
José Joaquim Nunes (1859 –1932) Natural de Portimão, ingressou no seminário da cidade de Faro, tendo exercido o ministério de sacerdote até 1911. Em 1913 é nomeado sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, tornando-se sócio efetivo em 1926. Em 1914, por indicação de José Leite de Vasconcelos, seu mestre, é convidado a lecionar a cadeira de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo também lecionado as cadeiras de língua latina e grega. Em 1928, assume as funções de diretor, que cessa pouco depois, por ter atingido a idade-limite para o cargo. Apesar de se ter debruçado sobre temas de Etnografia e de Arqueologia, é no campo da Filologia que a sua produção académica se destaca. Da sua mão saíram inúmeras edições críticas de textos medievais, que estavam muitas vezes ainda inéditos, e outros trabalhos de relevo para a história da língua portuguesa (fonética, léxico, antroponímia, toponímia etc.). A Revista Lusitana é o repositório de grande parte das suas publicações. Outros títulos se destacam, como a Evolução da Língua Portuguesa, exemplificada em duas lições principalmente da mesma versão da Regra de S. Bento (1926), Compêndio de Gramática Histórica Portuguesa (1929), e Florilégio de Literatura Portuguesa Arcaica (1932).
Maria Inês Bico
Instituto Camões (s.d.) José Joaquim Nunes. História da Língua Portuguesa em Linha . [consultado pela última vez em 12-9-2024].
Saavedra Machado, L. (1932) Dr. José Joaquim Nunes. Revista Lusitana, XXX: 313-319.
José Leite de Vasconcelos (1858–1941) — Nasceu em Ucanha, Tarouca, e faleceu em Lisboa. Estudou Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde se licenciou, e doutorou-se em Filologia na Universidade da Sorbonne. Em Paris, foi aluno de professores ilustres como Gaston Paris, Antoine Thomas, Paul Meyer ou D’Arbois de Jubanville. Em 1893, funda o Museu Etnográfico Português, atual Museu Nacional de Arqueologia. Em 1895, lança O Arqueólogo Português e, dois anos mais tarde, a revista Lusitana. No mesmo ano, torna-se conservador da Biblioteca Nacional, onde dá aulas de Numismática e Filologia Portuguesa. Em 1911, integra o corpo docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leciona Filologia Clássica, Filologia Românica, Arqueologia e Epigrafia, tendo-se reformado em 1929. Foram seus discípulos Manuel Rodrigues Lapa, Manuel Viegas Guerreiro e Orlando Ribeiro. Para além de se ter dedicado à Arqueologia, à Paleografia e à Etnografia portuguesa, com a sua obra maior Etnografia Portuguesa (Tentame de Sistematização) (1933–1988), deixou importante obra filológica e edições como as do poema provençal Sancta Fides de Agen (1902) e do Livro de Esopo (1903).
Vânia Carvalheiro
Castro, I. (2023) Um estudante de 40 anos. In: Ângela Correia e Carlota Pimenta (coords.) Antes e Depois de Editar. Estudos Filológicos. Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa. 13–68.
Heleno, M. (1960) José Leite de Vasconcellos. Livro do Centenário (1858–1958). 1.ª edição. Imprensa Nacional. Lisboa.
Silvestre, J. P. (s.d.) José Leite de Vasconcelos. Dicionário de historiadores portugueses da Academia Real das Ciências ao final do Estado Novo . [consultado pela última vez em 6-7-2024].
José Maria Rodrigues (1857–1942) Nasce no Minho e estuda na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 1902, fixa-se em Lisboa lecionando Filologia Latina no Curso Superior de Letras. Foi antecessor de Jacinto do Prado Coelho na secção de Ciências Filológicas e professor de figuras como Hernâni Cidade e Rebelo Gonçalves. Inaugurou a unidade curricular de Estudos Camonianos, em 1925, por iniciativa de Afrânio Peixoto. No discurso de inauguração desta unidade curricular, Rodrigues assinala que Carolina Michaëlis teria mais autoridade para reger a Camonologia. Passados dois anos jubila-se, catedrático. Em 1933, é dada a última lição de Camonianos. Um ano antes é ainda fundado o Centro de Estudos Filológicos, de cuja primeira direção faz parte José Maria Rodrigues, além de outros nomes da Filologia portuguesa, como José Leite de Vasconcelos, David Lopes, João da Silva Correia, Agostinho de Campos, Hernâni Cidade, Rodrigues Lapa, Paiva Boléo, Rebelo Gonçalves, Abílio Roseira, Agostinho da Silva, Armando Lacerda. Destaca-se o seu contributo para o estudo da obra de Luís de Camões, tendo sido autor de títulos como Fontes dos Lusíadas (1905), Camões e a Infanta D. Maria (1910), Notas para uma Edição Crítica e Comentada dos Lusíadas (1920) e Pontos de Contacto entre a Linguagem do «D. Quixote» e a de «Os Lusíadas» (1931). Também estudioso da língua portuguesa publica, em 1914, dois opúsculos sobre sintaxe intitulados Sobre um dos Usos do Pronome «se» e O Imperfeito do Conjuntivo e o Infinito Pessoal no Português.
Maria Martins
Almeida, I. (2016) José Maria Rodrigues. Dicionário de historiadores portugueses da Academia Real das Ciências ao final do Estado Novo . [consultado pela última vez em 18-10-2024].
Coelho, J. do P. (1963) Elogio Histórico de José Maria Rodrigues. Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa.
Joseph-Maria Píel (1903–1992) Nasceu em Morhange, na região de Lorena, atual França, mas, à data, território ocupado pela Alemanha. A sua formação académica passa pelas cidades de Tréveris, Berlim, Bonn (Alemanha) e Friburgo (Suíça). Estudou História de Arte, Filologia Germânica e Românica, tendo sido discípulo do romanista Wilhelm Meyer-Lübke (1861–1936). Em 1926, um ano após o doutoramento, inicia a carreira docente na Universidade de Coimbra lecionando Linguística e preenchendo o lugar que Carolina Michaëlis de Vasconcelos, ao falecer no ano anterior, tinha deixado vago. Entre 1926 e 1954, leciona também, na mesma instituição, as cadeiras de Romanística, Paleografia e Epigrafia, Latim e Filologia Românica. Em 1954, é-lhe atribuída a cátedra de Linguística e Filologia Românica, na Universidade de Colónia (Alemanha), onde permanece até 1968. Neste ano, aposenta-se e retorna a Portugal, assumindo a cadeira de Linguística Portuguesa e Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Não seria a sua primeira passagem por esta Faculdade, tendo aí lecionado também durante o ano de 1963–1964, quando Ivo Castro foi seu aluno. Em 1970, é Professor Catedrático de Língua Portuguesa e professor de Filologia Românica. Encerra a sua carreira docente em 1979. Foi-lhe atribuído o título de Doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra, em 1951, pela Universidade de Santiago de Compostela, em 1980, e pela Universidade de Lisboa, em 1981. Da sua obra, destacam-se as edições críticas dos textos medievais Leal Conselheiro (1942), Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela (1944), Livro dos Oficios de Marco Tullio Ciceram (1948), e a Demanda do Santo Graal (1988). Entre outra produção académica, destacam-se trabalhos na área da Toponímia, Antroponímia e Onomástica, da Etimologia e da Linguística Histórica galego-portuguesa. Faleceu em 1992, na cidade de Tréveris.
Maria Inês Bico
Castro, I. (2016) Entrevista com o Professor Ivo Castro. ElingUp: Revista Eletrónica de Linguística dos Estudantes da Universidade do Porto , 6:1-12. [consultado pela última vez em 11-10-2024].
Enciclopedia Galega Universal. (s.d.) Joseph Marie Piel . [consultado pela última vez em 11-10-2024].
Mingorance, W. R. (2019) O Arquivo Pessoa Joseph-Maria Piel: Organização da Informação. Dissertação de Mestrado em Ciências da Documentação e Informação. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa
Luís Filipe Lindley Cintra (1925–1991) Nasceu em Lisboa e faleceu em Sesimbra. Teve um papel fundamental na autonomização institucional do ensino e da investigação em Linguística na Universidade de Lisboa: foi fundador do Departamento de Linguística Geral e Românica da FLUL e inaugurou a atividade de investigação no Centro de Estudos Filológicos (atual Centro de Linguística da Universidade de Lisboa) principalmente através de quatro projetos – o Atlas Linguístico-Etnográfico de Portugal e da Galiza; o Português Fundamental; a edição de textos medievais; a criação do Laboratório de Fonética. Foi também diretor do Boletim de Filologia (1950–1991) e da Revista Lusitana – nova série (1981–1991) e participou na elaboração do Novo Acordo Ortográfico. A partir de um enfoque literário, foi-se progressivamente afirmando na Linguística, como demonstram os temas das teses apresentadas durante a sua carreira: O Ritmo na Poesia de António Nobre (licenciatura), a edição crítica da Crónica Geral de Espanha de 1344 (doutoramento) e A linguagem dos Foros de Castelo Rodrigo (1959, concurso docente). Doutorou-se (1952) em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), onde também se licenciou (1946) e onde exerceu atividade docente entre 1951 e 1991. Na sua trajetória académica, destacam-se as influências de Harri Meier e Ramón Menéndez Pidal. Foi aluno de Vitorino Nemésio, Hernâni Cidade e Jacinto do Prado Coelho, além de ter convivido com outras figuras como, por exemplo, Orlando Ribeiro. Entre os seus muitos discípulos, contam-se Ivo Castro, João Malaca Casteleiro, Maria Helena Mira Mateus, Teresa Amado.
Elena Lombardo
Castro, I. (s.d.) Comunicação pessoal. [consultado pela última vez em 28-10-2024].
Castro, I. (s.d.) Lindley Cintra. Instituto Camões . [consultado pela última vez em 15-10-2024].
Cintra, L. F. L. (1996) Para a história da Linguística na Faculdade de Letras de Lisboa. 1933–1983, Cinquentenário da Revista da Faculdade de Letras. In: Faria, Isabel Hub (org.) Lindley Cintra: Homenagem ao Homem, ao Mestre e ao Cidadão. Edições Cosmos. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa. 15–20.
Cintra, L. F. L. (1999) Diálogo com Luís Filipe Lindley Cintra. In: Faria, Isabel Hub (org.) Lindley Cintra. Homenagem ao Homem, ao Mestre e ao Cidadão. Edições Cosmos. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa. 33–56.
Cintra, L. F. L. (1999) Dos anos de formação aos anos de insurreição. In: Faria, Isabel Hub (org.) Lindley Cintra. Homenagem ao Homem, ao Mestre e ao Cidadão. Edições Cosmos. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Lisboa. 21–31.
Manuel Rodrigues Lapa (1897–1897) Nasceu e faleceu em Anadia, no distrito de Aveiro. Licenciou-se em Filologia Românica no ano de 1919 e, nos anos seguintes, trabalhou na Biblioteca Nacional de Lisboa. Em 1928, foi indicado por José Leite de Vasconcelos para a posição de professor assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Por razões políticas, é afastado do ensino em 1935, sendo preso pelo Estado Novo em 1949. Exilou-se no Brasil entre 1954 e 1962, onde lecionou em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1974, foi diretor da revista Seara Nova. Para além dos múltiplos estudos acerca da história da língua portuguesa e do galego-português medieval, dedicou-se à edição crítica das Cantigas de Santa Maria de Afonso X (1939) e das Cantigas d'Escarnho e de Mal Dizer dos Cancioneiros medievais Galego-Portugueses (1965, 1970).
Inês Marques
Castro, I. (1997) Manuel Rodrigues Lapa. Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, vol. 2. Verbo. Lisboa–São Paulo.
Instituto Camões (s.d.) Manuel Rodrigues Lapa. História da Língua Portuguesa em Linha . [consultado pela última vez em 3-6-2024].
Maria Helena Mira Mateus (1931–2020) Nasceu em Carcavelos e faleceu em Lisboa. Em 1954, licenciou-se em Filologia Românica (FLUL); em 1974, doutorou-se em Linguística (FLUL) e, quatro anos depois, defendia provas de agregação em Linguística Portuguesa. Notabilizou-se na área da Fonologia Portuguesa, publicando diversos artigos e capítulos de livros e prestando consultoria na Fundação Oriente e no Instituto Camões. A partir de 1988, dirigiu o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), focando os seus esforços na investigação acerca dos avanços tecnológicos na área da Linguística Computacional e, consequentemente, coordenando os projetos GENELEX, GRAMÁTICO e REDIP. Destacam-se entre as suas obras: Aspectos da Fonologia Portuguesa (1975), Gramática da Língua Portuguesa: Elementos para a Descrição da Estrutura, Funcionamento e Uso do Português actual (1983) e O Essencial sobre Linguística (2006).
Inês Marques
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2017) FLUL homenageia Maria Helena Mira Mateus . [consultado pela última vez em 3-6-2024].
Porto Editora (s.d.) Maria Helena Mira Mateus . Infopédia . Porto Editora. Porto. [consultado pela última vez em 3-6-2024].
Maria Lucília Pires (1939–2022) Nasceu em Valezim, no concelho de Seia. Na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi aluna de Lindley Cintra e Vitorino Nemésio, tendo-se licenciado em Filologia Românica, em 1967, com uma dissertação intitulada A Poesia de Dámaso Alonso – Análise Estilística. Integrou o corpo docente, em 1970, e, em 1980, defendeu a tese de doutoramento com o título Para uma Leitura Intertextual de "Exercícios Espirituais" do Padre Manuel Bernardes. Dedicou-se sobretudo ao estudo da literatura portuguesa renascentista, maneirista e barroca. Da sua bibliografia, destaca-se a edição das cartas do Verdadeiro Método de Estudar, de Verney (1985); das Éclogas de Francisco Rodrigues Lobo (2023); de Várias Rimas ao Bom Jesus, de Diogo Bernardes (2008), de O Desenganado, de Francisco Rodrigues Lobo (2007), entre outras edições e estudos literários.
Beatriz Ribeiro
Biblioteca Nacional de Portugal (s.d.) Maria Lucília Gonçalves Pires. BNP – Bibliografia Nacional Portuguesa. https://bibliografia.bnportugal.gov.pt/bnp/bnp.exe/q?mfn=216388&qf_AU==PIRES%2C%20MARIA%20LUCILIA%20GONCALVES%2C%201939-2022. [consultado pela última vez em 5-06-2025].
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2022) Falecimento da Professora Doutora Lucília Pires. https://www.letras.ulisboa.pt/pt/noticias/outras-noticias/2025-falecimento-da-professora-doutora-lucilia-pires. [consultado pela última vez em 26-10-2024].
Castro, A. P. (2001) Pires (Maria Lucília Gonçalves). In Biblos: Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Vol. 4. Verbo. Lisboa / São Paulo.
Osório Mateus (1940–1996) Nasceu em Viseu e faleceu em Lisboa. Licenciou-se em Filologia Românica, em 1962, pela Universidade de Coimbra, e doutorou-se em Literatura Portuguesa pela Universidade de Lisboa, em 1987, com a tese Cinco Autos de Vicente: Práticas de Reconhecimento. Foi professor no Liceu de Viseu e, em 1970, deu início à docência no Departamento de Filologia Românica, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1974, lecionou, além de Literatura Portuguesa, também as disciplinas de Retórica, Poética e Análise Semiótica do Discurso. Foram seus alunos Ângela Correia, Cristina Sobral e João Dionísio, entre outros. Em 1980, foi responsável pela criação e lecionação da disciplina de História do Teatro no curso de Línguas e Literaturas Modernas. Em 1991, criou o Curso de Especialização em Estudos de Teatro e, dois anos antes da morte, em 1994, fundou o Centro de Estudos de Teatro. Todo o conteúdo da sua Biblioteca e Arquivo pessoais, especializados em Teatro, foram doados à Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi editor de diversas obras de Gil Vicente, tendo sido diretor da coleção Cadernos Vicente, publicada pela editora Quimera entre 1988 e 1993. Publicou inúmeros artigos, recensões e críticas de teatro, muitos dos quais na revista Colóquio/Letras. Em 1972, dirigiu, com Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra, a Coleção de Teatro, da editorial Estampa. Ao longo dos anos, lecionou também no Conservatório Nacional / Escola Superior de Teatro e colaborou em diversos projetos teatrais, como encenador e tradutor, tendo participado ainda no cinema como ator.
Andresa Fresta Marques
Magalhães, P. G., & Rosa, M. B. (2022) Jornadas de Estudos de Teatro: (Re)Conhecer Osório Mateus. Centro de Estudos de Teatro. Lisboa.
Piló, I. (2018) Teatreca: Para o estudo do teatro em Portugal no século XX: O arquivo pessoal Osório Mateus (Relatório de estágio em Ciências da Documentação e Informação, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Lisboa. https://repositorio.ulisboa.pt/handle/10451/46299. [consultado pela última vez em 16-03-2025].
Pedro Azevedo (1869–1928) Nasceu em Santarém, mas ruma à capital após terminar o liceu. Em Lisboa, ingressa no recém-criado Curso Superior de Bibliotecários e Arquivistas (1887), alojado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido o primeiro diplomado deste curso. Sempre ligado ao trabalho em arquivos, começou a trabalhar como amanuense paleógrafo do Real Arquivo da Torre do Tombo (1900). Pouco depois, assume a regência da cadeira de Diplomática, no Curso Superior de Bibliotecários e Arquivistas, sucedendo a um dos seus mestres, João Basto. Assume posteriormente a docência da cadeira de Paleografia (1902), sendo, no mesmo ano, nomeado Primeiro Conservador do Real Arquivo da Torre do Tombo, funções que desempenha até assumir a direção da Área de Reservados, na Biblioteca Nacional de Lisboa (1918).Centrando-se o seu trabalho no estudo de fontes documentais medievais, foi eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (1911), e mais tarde sócio efetivo (1920), pela quantidade e qualidade da produção científica. Fez parte da comissão de organização do Dicionário da Academia das Ciências, por recomendação de José Leite de Vasconcelos e Lopes de Mendonça. Será ainda diretor interino desta instituição, entre 1927 e o ano em que faleceu (1928). De entre os seus trabalhos, destacam-se: Livro dos Bens de D. João de Portel (1907); Documentos das Chancelarias Reais anteriores a 1531, relativos a Marrocos – 1455–1456 (II Vols.) (1915–1935); O Processo dos Távoras (1921); a reedição de História do Descobrimento e Conquista da Índia, de Fernão Lopes de Castanheda (1904–1928); bem como a participação na elaboração dos dois últimos volumes dos Portugaliae Monumenta Historica.
Catarina Coelho
Azevedo, M. A. S. de (1963) Pedro Augusto de São Bartolomeu de Azevedo. Joel Serrão (Coord.) Dicionário de História de Portugal, vol. I. Livraria Figueirinhas. Porto. 265–266.
Maurício, D. (1998) Pedro de Azevedo. Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura. Edição Século XXI, vol. 3. Editorial Verbo. Lisboa–São Paulo. 1250–125.
Norte, A. (s.d.) Pedro Augusto de São Bartolomeu Azevedo. Dicionário de historiadores portugueses da Academia Real das Ciências ao final do Estado Novo . [consultado pela última vez em 04-11-2024].
Raúl Miguel Rosado Fernandes (1934–2018)
Sebastião Rodolfo Dalgado (1855–1922) Nasceu em Goa, no território ocupado pelo Estado Português, e faleceu em Lisboa. Na sua terra natal, frequentou diversos seminários católicos e foi ordenado padre. Em Roma, doutorou-se em Direito Canónico e Direito Romano. Devido aos trabalhos de tradução e promoção da língua concani, foi convidado a integrar o corpo docente fundador da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1911, ministrando aulas de sânscrito. No mesmo ano, foi eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Entre os seus principais contributos filológicos contam-se o Dicionário Concani-Português: Filológico-Etimológico (1893), o Glossário Luso-Asiático (1919) e a obra Berço de uma Cantiga em Indo-Português: a Memória de Ismael Gracias (1921).
Inês Marques
Braga, D. D., et al. (2024) Literatura e vida intelectual em língua portuguesa na Ásia e no Índico. Centro Cultural e Científico de Macau. Lisboa.
Serafim da Silva Neto (1917–1960) Nasceu no Rio de Janeiro, no Brasil. Licenciou-se em Direito e doutorou-se em Letras, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde foi professor de Filologia Românica. Ensinou igualmente na Pontifícia Universidade Católica. Nos dois últimos anos de vida, desempenhou as funções de professor-visitante na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Além de se ter dedicado à Filologia Românica, Serafim da Silva Neto foi um estudioso da Filologia Portuguesa, de Dialetologia, de Edição de Textos Medievais e Antigos e ainda do Português do Brasil. Entre a sua obra, destacamos Fontes do Latim Vulgar (1938), obra elogiada por Leite de Vasconcelos, que sublinhou a tenra idade de Serafim da Silva Neto quando publicou esta obra: apenas 19 anos. Décadas mais tarde, o filólogo brasileiro faz ainda a seleção e organização da obra de Vasconcelos intitulada Estudos de Filologia Portuguesa (1961). Colaborou também com Celso Cunha no Atlas Linguístico-Etnográfico do Brasil (1960) e escreveu o prefácio do livro Futuro da Língua Portuguesa no Brasil (1948), de Agostinho de Campos. Além destas colaborações, Serafim da Silva Neto é autor de obras como Manual de Filologia Portuguesa (1952), Guia para os Estudos Dialetológicos (1955), Textos Medievais Portugueses e seus Problemas (1956), Introdução ao Estudo da Língua Portuguesa no Brasil (1950) e História da Língua Portuguesa (1952–1957).
Maria Martins
Instituto Camões (s.d.) Serafim da Silva Neto. História da Língua Portuguesa em Linha . [consultado pela última vez em 20-11-2024].
Pereira da Silva, J. (2015) Nova Fase da Revista Brasileira de Filologia. Linguagem em (Re)vista, 10: 124–132.
Teófilo Braga (1843–1924) Nasceu em Ponta Delgada, nos Açores, e concluiu Direito em Coimbra, onde também se doutorou, em 1868. Cruza-se ainda estudante com Antero de Quental, e participa na Questão Coimbrã, com o panfleto literário Teocracias Literárias (1865), em que defende as críticas feitas pelo conterrâneo no panfleto Bom Senso e Bom Gosto. Após terminar o curso, tenta, sem sucesso, a docência na Faculdade de Direito, em Coimbra, e na Escola Superior Politécnica do Porto. Em 1872, assume a cadeira de Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no Curso Superior de Letras. Dedicou-se ao estudo da poesia, dos usos e costumes dos povos e do teatro português, entre outros temas. De entre a sua vasta produção, podemos destacar obras como História da Poesia Popular Portuguesa (1868), História da Literatura Portuguesa. Introdução (1870), História do Teatro Português (1870–1871), Teoria da História da Literatura Portuguesa (1872) e História do Romantismo em Portugal (1875). Além de prolífico autor, foi também tradutor. Figura do positivismo em Portugal, fundou a revista O Positivismo (1878), com Júlio de Matos, e fundou as revistas A Era Nova (1880) e Revista de Estudos Livres (1884), em conjunto com Teixeira Bastos. Colabora na redação do manifesto do Partido Republicano (1891), tendo sido eleito presidente do governo provisório, em 1910, após a proclamação da República. Em 1915, retorna à presidência, sendo eleito Presidente da República, após a demissão de Manuel de Arriaga, cargo que ocupará brevemente. Após deixar a presidência, retorna aos seus estudos, aos quais se dedicará até à data do seu falecimento, em 1924.
Catarina Coelho
Homem, A. C. (s.d.) Teófilo Braga. Instituto Camões. [consultado pela última vez em 04-11-2024].
Porto Editora (s.d.) Teófilo Braga. Infopédia. Porto Editora. Porto. [consultado pela última vez em 04-11-2024].
Presidência da República (s.d.) Teófilo Braga. [consultado pela última vez em 04-11-2024].
Victor Buescu (1911–1971) Nasceu em Cotofeni-Dolj, na Roménia. Doutorou-se em Filologia Clássica pela Universidade de Bucareste (1939), tendo estudado anteriormente quatro anos em Paris (1934-1938). A tese de doutoramento (Cicéron, Les “Aratea”), defendida em 1941, foi de tal forma apreciada que, em 1966, se realizou uma edição anastática. Foi assistente da Faculdade de Letras de Bucareste (1939–1943) e leitor de romeno na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desde 1943, até se tornar assistente, em 1963, na mesma instituição. Além das suas funções docentes, o filólogo e leitor de língua romena colaborou em revistas variadas, designadamente na Revista Portuguesa de Filologia, e contribuiu significativamente para a Verbo. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Entre os seus trabalhos, destacam-se Problèmes de Critique et d'Histoire Textuelles (1942); e Spre o editie critica a "poeziilor" lui eminescu (1966). Importa igualmente mencionar a coordenação do Dicionário de Romeno-Português, publicado postumamente, em 1977. A 13 de maio de 2016, foi inaugurada na FLUL, a sala Lambrino-Buescu, em sua homenagem e de Scarlat Lambrino, historiador e epigrafista.
Carolina Pita
Serra, P. C. (1973) Victor Buescu 1911-1971. Separata da Revista Portuguesa de Filologia, 15. Instituto de Estudos Românicos. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coimbra.
Victor Buescu (1998) Verbo. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 4. Editora Verbo. Lisboa.
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2016) Inauguração da sala Lambrino-Buescu na FLUL. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. https://www.letras.ulisboa.pt/pt/noticias/619-inauguracao-da-sala-lambrino-buescu-na-flul. [consultado pela última vez em 26-2-2025].
Guia breve de referenciação bibliográfica do Programa em Crítica Textual
Os estudantes do Programa deverão usar as seguintes normas de referenciação bibliográfica, sempre que não lhes seja pedida a adoção de outras.











